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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Crack, a droga que não forma craques


Archimedes Marques*

Estamos em aguda e profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora, aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente em todo canto do nosso país.

O crack traz a morte em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.

De poder sobrenatural, o crack pode viciar o usuário já na sua primeira ou segunda experiência e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. Relatos de usuários e familiares, fatos policiais diários e opiniões de especialistas sobre os efeitos e as consequências nefastas da droga podem ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação e morte.

A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene ou solvente e a cal virgem, que – ao serem processados e misturados – se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branca caramelizada, onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína. Ou seja, meio a meio cocaína com os outros produtos altamente nocivos citados. A droga é fumada pura, misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha que recebe a denominação de “bazuca”.

A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar, excitando o sistema nervoso, causando inicialmente euforia e aumento de energia ao usuário. Com isso, advém a diminuição do sono e do apetite, com a consequente perda de peso bastante rápida e expressiva.

Logo os efeitos nefastos biológicos aparecem para os usuários, tais como: aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilatação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, convulsão, parada respiratória, coma ou parada cardíaca, infarto, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC).

Além disso, para os fracos e debilitados usuários sobreviventes, ao longo do uso da droga, há a perda dos dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do produto assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição. O crack também causa a destruição dos neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo do usuário, fenômeno esse conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo com ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.

O crack é tão perigoso que até o próprio traficante, que tem consciência desse perigo, de tal droga não faz uso. Dificilmente e raramente um traficante usa o crack o que não ocorre com os outros tipos de drogas em que muitos deles também as utilizam em consumo próprio.

A disseminação do crack é constante e diariamente prende os menos avisados, assim como uma teia de aranha para as suas presas, transformando as vítimas em verdadeiros mortos-vivos a perambular pelo submundo da sociedade.

Pesquisando opiniões dos médicos e especialistas em tratamento dos drogados conclui-se que realmente estamos perante uma epidemia, porque há um número explosivo de casos nos últimos três anos. Antes, era uma raridade: havia nas unidades hospitalares especializadas 90% de outras dependências e 10% de crack. Hoje, há o contrário. É unânime o conceito dos especialistas em afirmarem categoricamente que o crack é uma droga diferente das outras, muito mais severa e contundente. Não há outra droga que produza um declínio físico e mental maior para o viciado quanto o crack.

Segundo estudos realizados por especialistas na área, as dificuldades para o tratamento dos viciados em crack também são imensas, por isso, a grande preocupação das autoridades ligadas ao tema da intensa problemática. É preciso de extrema força de vontade do próprio viciado para poder se livrar desse malefício infernal.

A conscientização e o investimento em massa na área da educação, na prevenção, com aulas, palestras, seminários e um convívio mais profundo e dialogado no seio da sociedade, especialmente entre pais e filhos, poderá livrar-nos dessa epidemia. Não podemos achar que a polícia ou a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas e outros lugares de convivência, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas.

No país do futebol precisamos sempre formar mais e mais competentes e excelentes atletas craques da bola, do esporte e não incompetentes e debilitados “cracks” nesta droga satânica.



* Archimedes Marques é delegado de polícia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe (UFS)

**** POSTADO POR SÉRGIO BEZERRA****

PEDALADA NOS FESTEJOS DO BONFIM.

Valci Barreto, advogado, cicloativista baiano.
Bikebook.com.br
Muraldebugarin.com
www.folhadoreconcavo.com.br



8.30 da manhã saiamos , eu e Bugarin, da frente da padaria Apipão, Rose nos aguardava no local e horário combinado, na ciclovia da Centenário. Seguimos pelo Vale do Canela, onde poderiam estar nos esperando Deraldo/Thereza. Como não estavam, seguimos . Em frente ao Elevador Lacerda a grande alegria de ver reunidos Sergio Bezerra com a turma do Pedalada da Noite, todos de branco, como manda o figurino, dos festejos, em suas magrelas. Confesso que não tive coragem de ficar com a turma: Já havia muita gente no espaço e não gosto de misturar bicicleta com muitos pedestres. Já passei alguns sufocos e não quero repetí-los. Pensei que a turma estava nos seguindo, já que eu dera o alerta. Porem, olhando pelo retrovisor vi permaneceram no mesmo lugar. Continauamos eu , Rose e Buga . Na entrada da Miguel Camom , a grande surpresa de encontramos nosso amigo Everaldo Augusto e sua equipe. Aproveitamos para os abraços e fotos. Mais à frente estava lá o nosso querido Tony,com toda sua equipe, toda paramentada. Falei da minha preocupação em ver aquele local já com muitos pedestres, assegurando-me ele que ficaria ali aguardando o cortejo. Abraçamos a turma e seguimos em direção à Petrobras para cumprirmos o compromisso de lá estar para a entrevista combinada com a equipe da TV Universitária de Feria de Santana, sob o comando de Flavia Marciel. Mais à frente, passa por nos Tio Lu/Ana que faziam o cortejo a pé. Chegamos ao prédio da Petrobras antes do horário combinado e ficamos circulando. Às 9.55 paramos para aguardar o pessoal. Encontramos ali Dani e Deni que já retornavam do Bonfim, bateram um papinho conosco e seguiram Como a equipe não chegava, ficamos chupando deliciosas , melancias, vendidas por uma jovem, simpática e alegre senhora , Patrícia, com quem fizemos amizade. Afirmou que todos os anos, na festa do Bonfim, vende melancia naquele ponto, bem em frente ao Prédio da Petrobrás.. Apesar de bem nova, tem quatro filhos, todos muitos educados , alegres; uma festa a família, todos ali apoiando a venda das deliciosas melancias. Nossa festa já poderia ter ali terminado, tamanha a alegria do momento. Ficou combinado que todos os anos na festa do Bonfim, retornaremos para mais melancias e bate papos no local.

Aguardamos a equipe de TV por cinco minutos . Como não chegou, preferimos seguir em frente. Chegando em casa , ao abrir os e mails, recebi pedidos de desculpas da equipe afirmando que não pode chegar até lá com equipamentos naquele horário. Disseram ter tentado o contato, em êxito. De fato, meu celular , que pensei ter ficado no escritório, ficou na casa da costureira, minha vizinha.

Seguimos , como sempre com a rua bem tranqüila para pedalar e alcançamos a Colina Sagrada, onde encontramos o, já nosso amigo, Clemont, frances que está fazendo mestrando na UFBA, o qual pedalou conosco no Pedal da Asbeb.

Como nem ele nem Rose conheciam a festa do Bonfim, ficamos eu e Buga em um daqueles becos, atrás da igreja, que dá acesso à Ribeira, enquanto eles dois aguardavam, no adro, a chegada do cortejo. Aguardamos mais de uma hora, com prazer, pois queríamos vê-los emocionados.

Encontramos o Paulo Pita, (QUE FAZ ANIVERSARIO HOJE. PARABENS MEU AMIGO! MUITA SAUDE, PEDAL E MUSICALIDADE EM SUA VIDA!) o qual nos informou que a equipe do Pedalada estava do outro lado da Igreja.

Após a chegada do cortejo, descemos para a Ribeira, ficamos ali circulando, iniciando uma “fome de sarapatel”, que não encontrávamos. Encontramos Lázaro e um companhiero de pedal, os quais se agregaram a nós, e saímos procurando uma feijoada, já que sarapatel não aparecia. Retornando da Sorveteria , pela Av. Beira Mar, fomos olhando as casas de comidas. Umas com som muito algo, das quais sempre queremos distancia, fomos olhando o jeito de cada uma delas, ate que “batemos o olho”, eu e Rose, em uma casinha simples, olhamos para os pratos que estavam servidos, casa com jeito de quem faz coisas boas, bom preço e bem limpinha, falamos eu e Rose ao mesmo tempo: É aqui!

E foi!

Meus amigos, que feijoada deliciosa!. O casal proprietário, de uma simplicidade, simpatia e alegria contagiante, nos conquistou, antes mesmo de por os pratos.
Quando foi servida a comida, todo mundo “caiu para dentro”, como diz o ZINA , do PANICO!. Éramos seis, pedimos comida para oito, veio em grande quantidade, mas a coisa estava tão boa que o pessoal, simplesmente, “raspou” tudo. Quase quebravam a panela de tanto raspa-la em busca do último fio de caldo!

Foi assim que descobrimos mais um dos destinos dos nossos jabutis: POINT DO FEIJÃO, na Avenida Beira Mar, 273, Ribeira, fones 32079550 9995 5077 99899980, do casal Paulo , músico, fotógrafo e Vânia Vergasta.(vaniavergasta.vergasta@bol.com, que também atende para eventos: galinha caipira, Bobó de Camarão, sarapatel, (era o que queríamos mas não estava sendo servido hoje), cozido, caruru, caldos, funcionando também à noite.

Passou a ser, com certeza, a “nossa casa”, da região da Ribeira.

Estômagos estufados, iniciamos nosso retorno, vencendo toda a Avenida Beira Mar, parando de novo para mais melancia de Patrícia, vencemos o Comercio, com a rua do cais toda livre para nós, subimos a Montanha, Carlos Gomes, Graça, onde deixamos Rose, descemos a Manoel Barreto, agora só eu e Buga, e paramos no mesmo ponto de partida onde terminamos nosso passeio , com chave de ouro, prata e diamante:Padaria Apipão.

Estamos felizes, abençoados!... com o pedal, emoções e descobertas, que eles nos proporcionam.

=As fotos e vídeos serão postadas no muraldebugarin.com

=LEIA WWW.FOLHADORECONCAVO.COM.BR