domingo, 18 de novembro de 2012

JABUTIS, NO FERIADÃO, COM CASAL PAULISTA.


Acionados pelas redes sociais, fomos contactados  que que desejava conhecer Salvador em bicicletas. Engtre os grupos examidados,segundo eles, o escolhido foi o Jabutis Vagarosos.
Apesar de todo o “lenga lenga”, da Cartilha do Jabutis Vagarosos, que desanima muita gente até de lê-la,  e indicação de outros grupos de Salvador, afirmaram com convicção: eu quero o jabutis.
Foi assim que pedalaram conosco, durante o feriadão de novembro,  o casal MARCELO, cozinheiro e Alessandra Uungaro, profissional de Marketing da Citzen.
Fizemos o roteiro do Centro da Cidade, passando por Dique do Tororó, Feira da Sete Portas, onde comemos no Rei do Mocotó o delicioso pirão de dona Nice; Feira de São Joaquim, Comercio, Pelourinho, onde tomamos o delicioso sorvete do francês, LE PETIT.
Ciceroneado por Deraldo Dias, que pedalou um dia conosco, mostramos o interior do Iate Clube da Bahia. Estivemos também na   Ceasinha do Rio Vermelho, que merece um destaque especial.
 
NA CEASINHA DO RIO VERMELHO.
Em um dos nossos passeios de bicicletas por  Salvador,   descobrimos, na Ceasinha do Rio Vermelho, os box: Restaurante Donana, que serve um delicioso café nordestino, o Box do Alemão, com sanduiches  de salsichão, e o Le Petit Café, a alta gastronomia em um local simples, que tem como chef o mineiro Paulo.
 
Pois bem, o nosso Jabutis, com o casal paulista,  foi muito especial, e aconteceu no sábado.
Pássávamos  pelo Porto da Barra onde estava um ciclista paramentado com capacete. Abordei-o pensando tratar-se de uma pessoa que fui apresentado por um amigo em um dos nossos passeios. Descoberto que não nos conhecíamos,  ficou no até logo nosso, respondido com simpatia  por ele  que contemplava a beleza do Porto da Barra.
Seguimos em direção à Ceasinha do Rio Vermelho, parando pelos caminhos para mostrar pontos como a colônia de pescadores do Rio Vermelho.
Adentrando o novo espaço gastronômico da Ceasinha, estava um casal no Box do Alemão, ele vestindo a camiseta do Bahia e   com muito simpatia, nos aborda sobre bicicletas . Alguns segundos após  foi que percebi tratar-se do ciclista cumprimentado no Porto.
O resultado deste encontro foi  uma série de estórias e historias  contadas e ouvidas pelo casal Eleonora , veterinária, irmã de Letieres Leite e o “inenarrável” “imbiográfavel” jornalista, Assessor do Tribunal de Contas do Municipio, Navarro.
Não saberia resumir aqui tudo que ali foi conversado.  O certo é que chegamos aproximadamente  às 13.30 e só conseguimos sair quase às 18 horas, com os seguranças perguntando pelo “pessoal da bicicleta”, já que  o espaço onde as deixamos iria fechar.
Entre os mistérios que nos “impuseram” a permanecia , pesaram muito:  Navarro fora editor de minha  filha Luciana Barreto, no  Caderno Repórter do Correio da Bahia.
Depois de mil estórias e histórias da relação de Navarro e Luciana como repórteres do Correio,  eis que, lá pelas 16 horas,  Marcelo começa a contar um dos motivos da sua visita a Salvador e o porque de ter insistido tanto em conhecer o Mercado da Sete portas: um show que assistira do Letieres Leite em São Paulo. Mal terminada a   pronuncia do nome do artista baiano, grita Navarro: olha a irmâ dele aqui, quase ao mesmo tempo gritado emotivamente por  Eleonora: ele é meu irmão.
Meus amigos, ai ouvimos as emoções dos dois “biografando”, o Letieres.
Para resumir, là pelas 16 horas, preocupado com o casal paulista que veio aqui para pedalar , conhecer coisas da Bahia, dirijo-me baixinho para Alessandra, ao meu lado: estou preocupado com vocês que não estão pedalando, já estamos aqui há muito tempo, vamos seguir para vocês não se prejudicarem, vamos nos despedir do pessoal? Com um jeitinho imitando o dengo e a fala baiana, responde Alessandra: poxa, mais aqui tá tão bom!!! Foi a senha para eu não mais me preocupar: estavam gostando do encontro , do local, das estórias/historias.
No meio disso, vem de lá Paulo, associando pães  e iguarias do Box do Alemão e do Le Petit Café , que na hora de pagar foi que percebemos que não entravam nas contas das nossas despesas: era cortesia de ambos.
Desmaiamos, quase, não pelo que deixamos de pagar, obvio, mas pelo gesto de carinho ao papo, ao congraçamento, ao jabutis, às boas histórias que, confesso, há muitos anos não experimentava em tamanha dimensão.
Já praticamente fechando o espaço, provoca ainda o Navarro,” vamos terminar este papo lá em casa, garanto cerveja gelada e tira gosto”. Não dava para aceitar! Aí já seria abusar!
Ficou para a próxima, como determinam os cultores do vinho: deve ser aos poucos a melhor forma de curtir.
Meus,  agora amigos Navarro e Eleonora, vocês não estão dispensados deste encontro: apenas adiamos!!!
JABUTIS, DO SEU JEITO, VAI A SANTO AMARO.
O jabutis seguinte foi no sábado que havíamos agendado para irmos a  Santo Amaro da Purificação.
Do jeito que  programamos,  às 7.30 estávamos na Rodoviária de Salvador, em quatro: valci, itana, Marcelo, Alessandra. Iriamos mostrar a Maniçoba e a feira de Santo Amaro da Purificação.
As 8.30 estávamos colocando nossas bicicletas no ônibus da Santana que transporta bicicleta sem carimbos, burocracia ,demonstrando seus funcionários, tanto os de Salvador como os de Santo Amaro ,  um carinho muito especial no transporte das nossas magrelas.
Tomamos café em uma das padarias (depois ponho aqui o nome, local que já conhecida de outras idas a Santo Amaro), e nos dirigimos para a feira. Fiquei ao lado das bicicletas enquanto o pessoal ia visitar a feira, já que no local não havia locais para  guarnecê-las e estávamos sem cadeados.
Enquanto eu aguardava o retorno do pessoal, fui abordador por um senhor ,  boné estilo italiano que,  com muita simpatia começa a falar das bicicletas, perguntando de onde víamos. Nasceu ali uma nova amizade. Era o Roque, aposentado de uma indústria de papel de Santo Amaro.
EM BUSCA DA COCADA PERFEITA.
Marcelo tentava, e eu também, encontrar  a cocada rara: de coco ralado , feita artesanalmente. Perguntando ao Roque, ele responde: há uma senhora que sai vendendo pelas ruas. Ela mora no bairro.....posso levar vocês até lá.
Seguimos Roque pelas ruas de Santo Amaro como nosso guia, EM BUSCA DA COCADA PERFEITA, como dito por Marcelo. Encontrado o bairro, mas procurando a casa, e tivemos a informação de que a senhora se mudara do bairro. Mas que havia uma outra por ali que fazia a mesma cocada.
 Por coincidência, estava ela na porta, e também por coincidência, era amiga de infância de Roque. Ai foi festa, mas dona......não tinha cocada e,  apesar das brincadeiras da turma: “faça cocada pra gente, vamos passear e voltamos. ” Dona....  não se rendeu: estava em seu dia de descanso. Mas nasceu ali o caminho para nossas próximas investidas . A final, uma pessoa, um endereço da “coada perfeita “ foram localizados.
ALMOÇANDO NO PONTO DO VITAL.
O local escolhido para o almoço foi o Ponto do Vital, ao lado do Subaé, em frente ao Estádio Municipal de Futebol.
Vital é um grande da cozinha do recôncavo, estudioso, autodidata,  e seu restaurante é frequentado por turistas, artistas, notadamente  do recôncavo baiano,  como Caetano , Jorge Portugal, Raimundo Sodré.
Além de ensinar coisas da cozinha do recôncavo para o Marcelo, indicou a fornecedora do DEDE PERFEITO: o que é encontrado em alguns pontos da Feira de Santo Amaro, indicado a sua fornecedora, dona  Das Neves.
Comemos moqueca de peixe e sarapatel , na base do lambendo os dedos após.
COM DAS NEVES NA FEIRA DE SANTO AMORO DA PURIFICAÇÃO.
Após o almoço, que só não foi completo por falta de uma rede, um colchão em espaço com ar condicionado, segundo Alessandra, seguimos para a feira em busca do Dedê.
Adentra a feira o Macelo, experimentando vários dendês, imaginando que dona das Neves não mais ali se encontrava, quando alguém indica: Das Neves está ali!
Estava uma senhora sorridente, humilde,  doce, a menos de dez metros de nós. Fomos até ela. Degusta Marcelo o seu dedê e diz, gravando em vídeo: “
o mestre Vital indicou o certo; aqui está o tesouro que procurava. A cocada perfeita não foi localizada, mas o dede, sim.”
Nasceu ali, naquele momento, o convite de dona DAS NEVES,  para gravarmos tudo que sua família faz para extrair, artesanalmente, o DEDE PEFEITO, referido por Marcelo e Vital.
Garantimos para dona Das Neves que assim faremos em um futuro bem próximo.
Com o dedê na sacola, retornamos para a Rodoviária, colocamos nossas bicicletas  e chegamos em paz e já descansados em Salvador.
DICAS PARA QUEM QUER VIAJAR TRANSPORTAR BICICLETAS EM ONIBUS.
-Ligar antes para a empresa para saber se ela transporta bicicletas. Algumas não transportam.
-se cobram taxas para o transporte.
-qual o valor do transporte . Algumas cobram uma pequena taxa, outras não cobram.
-Deve o ciclista comprar com antecedência as passagens e chegar à rodoviária, já no guichê de embarque  pelo menos meia hora antes da saída, pois muitas vezes, mesmo o ônibus permitindo o transporte de bicicletas, só o farão se não já estiverem ocupados por outros passageiros com bagagens.
-E ao chegar, de imediato, tirar a roda da frente e baixar os bancos para facilitar o transporte. Se não baixar os bancos, a bicicleta nem sempre entra no  porta  mala.
-Se dobrar ou retirar o pedal, melhor ainda, principalmente se o transporte for de mais de uma bicicleta.
-Aguardem o próximo Jabutis, ainda não agendado, para cahoeira , São Felix, Ilha de Itaparica, Santa Terezinha e Euclides da Cunha. E sempre em ônibus até o destino.
Informações mais completas, inclusive para viagens mais longas em bicicletas, indicamos o site:
ONDEPEDALAR.COM, de Marcelo Rudini, que por duas vezes pedalou conosco na Bahia.
Fotos e vídeos dos nossos passeios e ações em favor das bicicletas podem ser encontradas no
Muraldebugarin.com
You tube, procurando por valci barreto, pedalando em  salvador, muraldebugarin.com 

Valci Barreto, advogado, Jornalista,  Procurador da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
ESCRITORIO DE ADVOCACIA: Rua Djalma Dultra, 350, Shopping Sete Portas,  em frente a CLAUDIO SOM, box 06 - CEP : 40.255.000
Salvador Bahia.

fones: 
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Hora marcada por fones ou e mail.


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Postaado por Bugarin

2 comentários:

akismet-05897d097a16764a1240c638c61d9020 disse...

Posso afirmar sem sombra de dúvidas que essa viagem a Salvador foi uma das mais incríveis da minha vida. Na companhia dos Jabutis Vagarosos (Valci Barreto, Itana Mangieri e Rosilene Cunha), pudemos conhecer lugares e pessoas que jamais teriams conhecido se tivessemos feito essa viagem por roteiros turísticos "catalogados". Simpatia, generosidade, alegria, encontros inusitados, sabores surpreendentes, novos amigos, foram uns dos muitos prêmios que ganhamos nessa viagem. Minha mensagem, para resumir essa experiência, é que "a bicicleta encurta distâncias entre os lugares e as pessoas". Pedale com os Jabutis Vagarosos, você vai se surpreender!

marcelloopes disse...

Caro Valci Barreto, depois de nossa curta e tantástica vivência entre os Jabutis Vagarosos de Salvador, gostaria de solicitar oficialmente a permissão para inaugurar a sucursal paulista dos Jabutis Vagarosos. Nós aqui da capital estamos precisando viver esse estado de espírito sobre duas rodas. Um abraço.../marcelo.lopes