quinta-feira, 9 de outubro de 2008

JAMES E JAIMINHO TAXI E ALEGRIA

Valci Barreto
Editor do bikebook.com.br
muraldebugarin.com
colaborador da Folha do Reconcavo


Fui duas vezes a Campos do Jordão. Não sou muito de sair das vizinhanças. Morando em Ondina, Salvador-Bahia, para mim, Itapuã já é outro planeta. Há coisas andamos dizendo por aí quando queremos dizer outras. Isto acontece comigo quando digo que não gosto de viajar. Ainda bem que meu pecado é somente este e mais alguns. No mais até que não tenho dúvida das minhas falas, mesmo porque aprendi que se pensa antes para não falar bobagens maiores.Na verdade, descobri que gosto muito de viajar. Apenas o jeito comum dos outros não me atrai tanto. Não descobri tarde porque, mesmo dizendo que não gostava, andei por aí, pelas vizinhanças de casa. Lendo a biografia de um americano, editor de famosos guias de viagem , foi que percebi que há formas diferentes de viajar diferente. Este diferente, da qual fala a sua biografia, era e é o jeito que gosto.Para não "perder a moral", continuo dizendo:"não gosto de viajar" , em voz alta. Em seguida, bixinho, amenizo "do jeito que vejo a maioria das pessoas fazendo".Mesmo assim, sou meio relutante, quando penso nas tarefas que antecedem a viagem propriamente dita: roupa, documento , cartões,bilhete, fila , engarafamento, ligar para agencias, hoteis. Ainda bem que tenho em casa que faz tudo isto no maior gosto.Termino indo, muitas vezes, sem nem saber para onde. Podem crer. Apenas sei que estou indo para esta ou aquela região ampla, tipo norte ou sul do pais. Nunca sei para qual cidade, hotel ou geografia exta.Não é descaso. É que qualquer lugar, que não esteja em guerra , a temperatura não seja inferior a 18 graus, me serve. Urbano ,local movimentado, parado, roça, deserto, mata ou caatinga, traço tudo.

Muito cedo descoribri, mas nunca digo para ninguem, que outro incomodo quando penso em viagem é a falta de dinheiro. Sempre é pouco, principalmente quando nos grandes centros entro nas livraras. Quero levar tudo, mesmo que depois não abra um sequer. Por isto, fico muito contente com as viagens que faço a menos de cinquenta quilometros de casa, ou até mais um pouco. E que para tais locais, basta chinelo, camista, qualquer bermuda ou short e uma bicicleta. Se não levar dinheiro ou carteira, não faz a mínima falta.

Mesmo assim, “empurrado, arrastado” fui duas vezes a Campos do Jordão. Foi só dizer que adorei a primeira, Ró já foi providenciando a segunda e me garantindo: "Desta vez vai dar para você pedalar." (Mas não deu...)"Fico com Victinho e você com a magrela." Oportunidade como esta ,dada a um doente por bicicleta, de esposa que não pedala, resistir, quem há de?

Foi assim que aceitei o “sacrifício” de mais uma vez visitar aquelas serras, de cores, arquitetura, comida, sons , cheiros , sabores e movimentos encantadores de gente.

Pouca coisa, além de gente mal humorada, me faz mais inquieto do que não ter um livro ou revista perto de mim. Não é coisa de intelectual , minha gente. É coisa de doente mesmo. Há doidos, e são muitos, que pegam jornais nas ruas e os colocam embaixo dos colchões. Conheço alguns assim.O impulso que os levam a estas atitudes, deve ser o mesmo que me fazem nu, absolutamente nu, impotente, pobre de tudo, quando não há qualquer letra ao meu alcance.Pelo amor de Deus , gente, não sou intelectual, acadêmico, vomitador de nomes de livros , autores , frases. Ao contrário, nem gosto muito daquelas criaturas. Sou leitor, assumidamente, de tudo que posso ler. Queria ser pago para fazer só isto, pedalar, mais umas duas ou três coisas, somadas às necessidades básicas. Dei a sorte de ter uma filha assim também; pirada pirada por revistinhas e livros, andava com eles embaixo do braço, mesmo antes de aprender a ler. Era uma miniatura dos intelecutais dos anos 50/60, mesmo sem saber decifrar uma palavra, ainda que não houvesse figura no livro. A paixão e o jeito desta se revelar, jamais terá explicação. Não me falta o que ler nem com quem coversar sobre estas coisas. Não temos solidão. Doentona também por tudo que tem letra, a gente tem que se policiar para buscar o feijão. Vou deixá-la em paz agora,para falar de minha descida do avião em direção a uma destas vans , que nos acomodam até o destino dos pacotes turísticos por nós encomendados, em direção a Campos do Jordão.

Com umas duas revistas debaixo do braço que lera no avião , já me preparava para relê-las no taxi que nos levaria àquelas serras. O seu proprietário, rapaz tipico do sul, alto, meio lord paulista/londrino/alemão, nos recebe meio calado e eu, por conta da viagem, mais quetinho ainda. Ro entra primeiro, como sempre ,e começa o interrogatorio/depoimento/julgamento/recurso/execuçao apontando-me umas revistas no banco do veiculo do James. E exlama :olha o que está aqui lhe esperando? Eram várias revistas, e das que gosto: Playboy, Veja, Caras, Isto É, Bravo, Cult , National Geographic ,uma verdadeira banca de revista. E todas novinhas! Nem precisava tanto nem tão novas! Aí a viagem , para mim, começou de verdade.

Quando Ró entra em em qualquer lugar vai logo dizendo para o que veio , o que quer ver, comer, conhecer. E quer logo saber dos outros também: nome, endereço, cpf , o que faz, data e local de nascimento, quantos filhos, mulher e de quem é filho. Pelo menos estas coisas tem que ser logo desvendadas. Mata o sujeito que não gosta de questionários e de muita conversa. Se no dia a dia é assim, em viagem é muito pior. Já sabia, então , o nome do condutor antes mesmo do rapaz abrir a porta do seu carro. Educado, de pouca fala, mas com uma simpatia muito fina, diz nos que, além das revistas, há também um um notebook à disposição dos seus clientes . Naqueles dias estes equipamentos não eram comuns em tais veiculos. Aí, quem fez a festa foi Victor! Não sabiamos ainda o nome da van do James, mas era tão óbvio todo o seu perfil que a denominamos, ali mesmo de Cyber Taxi. Já era batizado com este nome, monstrando-nos, o James o seu cartão. Com todo o direito, orgulhosamente, nos informou que já se apresntara no Prgrama do Jô, com o seu Cyber, recebendo os nossos elogios e parabéns.

No caminho fomos sabendo mais do James, o que fazia, como fazia , as estórias e curiosidades de pessoas que já haviam tomado o seu táxi. Tive, com vantagem , que trocar as revistas, a leitura de e mail, visita a sites, para ouvir, aprender e me divertir com o nosso condutor.

Assim foi a ida e o retorno São Paulo/Campos do Jordão.

Ficamos fãs , garantindo-lhe que nossos amigos de Salvador iriam tomar conhecimento da sua existencia e dos seus serviços.

Devia este pequeno texto ao James em nosso blog. Não saiu como eu queria. Várias vezes tentei dizer o que senti naquela viagem. Não consegui. Mas vai assim mesmo, como parte da primeira prestação.

Mas não podia mais adiar, principalmente porque hoje fui impulsinou por um novo fato que passo a contar.

Nossa nossa nova amiga de pedal, Amália Duran, veio buscar uma bicicleta para dar uma treinada até comprar a sua, que será escolhida com bem paciência, por nossa "asessoria".Como já era início de noite e estava sem carro, aconselhamos que fosse de táxi e que no dia seguinte eu levaria a magrela até a sua casa.

Por isto, pedimos um carro pela Ligue Táxi, a única empresa do ramo que chamo há muitos anos e que também recomendo aos amigos. Haviamos dito para Amália, em outra oportunidade,que alguns taxis conduzem bicicleta. Mas é preciso, ao fazer a chamada, dar o aviso desta condução. Tendo apenas ligado sem o aviso ficamos na dúvida se pediamos ou não ao que chegou para que fizesse esta gentileza. Não foi fácil; mas ela e ro "cantaram " o que chegou,perguntando se ele poderia levar uma magrela na companha de Amália.Uma figura meio conhecida, de uma simpatia contundente, se abre em genilezas, como quem quer dizer e fazer algo mais do que conduzir um passageiro e uma bicicleta. Não vou contar o detalhe nem a festa que fizemos ao reconhcermos a figura que estava em nossa frente. Era , simplemsnente, o JAIMINHO, mixto de taxista e humorista baiano a quem já haviamos conhecido em algumas ocasiões e assistido a um dos seus shows no Teatro da Barra . Virou cinema , teatro, mini circo, tudo junto, naquele momento. Ró iniciou a contar o que poderia ser toda a história de Campos do Jordão, recomendando ao Jaminho para instalar o serviço de condução de bicicleta em seu taxi. Nasceu, assim, o TAXILEVABIKE do Jaiminho. Pelo menos parece. Conversamos sobre o Cyber Taxi e o que ele faz em Campos do Jordão:festas temáticas para crianças, casamentos, batizados, pau de sebo, bumba meu boi, futebol infantil, samba de roda, reforço escolar, o que pedir. Afirmou Jaiminho de cá, que conhece o Jaiminho de lá, através do Our Kut. Fomos forçados a dizer ao Jaiminho: leve Amália e a bicicleta, meu caro, senão vamos amanhecer o dia aqui, assistindo a mais um show seu; e sem pagar! E Amalia não conseguirá chegar em casa hoje! Parece que o Jaiminho já matutava em voz alta: vou fazer aqui, bem melhor do que o James faz lá. Além de aqui ser Bahia, será também com bicicleta!

Uma boa viagem fez Amália para a sua casa ao lado do humor do Jaiminho que põe o seu taxi à disposição dos ciclistas baianos para transportar as suas magrelas.

Vamos fazer sugestões para o nome do Taxi do Jaiminho, agora condutor, também, de bicicleta.

Aí estão, então, o folder do JAMES, para os baianos que forem a Campos do Jordão e o fone do humorista/taxista baiano , Jaiminho. Garante este : o cliente paga só o que marcar no taxímetro. O show , no táxi, é igual ao de James: pura cortesia!

Desculpe ao James por pagar com tanto atraso a primeira prestação da minha dívida .


E ABRAM O SITE DO

JAIMINHO.COM

Bons clientes para os dois.

E meu pedido de desculpas ao Sergio Bezerra por não aceitar a sua recomendação. Tive que falar. Ou melhor, escrever. Senão, ficaria o Jaiminho de fora da história. E quem levaria nossas magrelas nas eventuias dificuldades?


Visite o site

JAIMINHO.COM,

Bordão do Jaiminho:
"Jaiminho, levando com alegria, voce e sua magrela!

É só ligar!

fone 88216367.

Um comentário:

Sérgio Bezerra disse...

hahahahahaha!!! Então, explique direito, QUAL recomendação Vc não aceita...! Eu não poderia falar mais. VOCÊ teve uma história grande. Eu não ia inventar uma viagem até esse paraíso, né???

Abração e continuo desejando sorte e sucesso ao James!