domingo, 27 de janeiro de 2008

JABUTI, CAFÉ, CENTRAL DO CARNAVAL e JOÃO UBALDO
Valci Barreto



Editor do
Bikebook.blogspot.com



Na sexta à noite recebi um telefonema do novo amigo do pedal, César Brasileiro, Juiz de futebol, também auditor de empresas, fazendo-me um convite tentador: visitar Rubem Pinheiro, filho do grande ciclistas baiano que, de 1927 a 1929, pedalou de Salvador até Nova York, em uma bicicleta Opel , sem marcha, semelhante às barras circulares e barra forte de hoje.

Após o nosso encontro, que aconteceria , e aconteceu, na séde dos Correios, na Pituba, iria fazer outras tarefas. Por este motivo, preferi ir de moto. A intenção era ter uma conversa com o Rubem, a respeito da história do seu pai e da intenção dos ciclistas baianos de homenageá-lo. Pontualmente, como mandam nossos figurinos, estávamos no local combinado. César chegou com sua esposa, amante de pedal e livro, bibliotecária Cláudia.

Fomos, como sempre, muito bem recebidos pelo Rubem, na feira de selos, moedas antigas, cartões telefônicos e postais que acontece todas as manhãs de sábados, das nove às 12 horas, da qual participa vendendo , comprando, trocando estes itens para colecionadores.

O Rubens é de uma finura, tranqüilidade e educação contagiante. Sua paixão é a mágica, já tendo sido profissional nesta área; e colecionismo, atividade que mantém há longos anos, inclusive fora do Estado da Bahia.

A conversa foi muito fácil e proveitosa. Tem relembrado o César que, na sua infância, conheceu a casa onde morava a família do Rubem, em Brotas, para onde ia, com certa freqüência, levado pelo seu pai, recordando ainda que via fotos, reportagens, cartazes, documentos, diplomas nas paredes da casa a respeito da viagem ciciclística do baiano, e um o título “ O Herói Esquecido”. A conversa com o Rubem trouxe para o Cesar outras lembranças das conversas e cenas a que assistira naquela casa.

Cumprida a missão com Rubens, conversado sobre bicicleta, literatura e projetos que pretendemos implementar, divulgar, despedimo-nos na certeza de que César já está envolvido nos pedais e ações cicloativistas, acompanhado da sua esposa Cláudia, falou das recordações da sua infância, sempre cheias de emocionantes pedaladas em Ribeira do Pombal , onde nasceu.O filho do casal já participa dos pedais da ASBEB.

Do encontro,não tenho dúvidas dos frutos que resultarão para todos nós que amamos o pedal, os livros, os esportes, a amizade.

Despedi-me do casal, dirigia-me para casa, quando vejo um colega de Profissão, Arnaldo Cajazeira, pedalando em direção à ALBANY. Guinei a moto para estacionar, pois não perderia a oportunidade para fotografar.A final, nossos colegas conhecem o advogado, mas não o pedalante. E o Buga não iria perdoar o texto sem a foto.

Não estava na programação, mas não resiti ao café da manhã servido na Albany: banana da terra, cozida e frita, ovos mexidos, frutas, batata doce, farofa, carne do sol e de fumeiro e outras iguarias irresistíveis.

Senti a falta dos queridos itana, pelo pedal e pelo café, Lázaro, Luzia , entre outros, e de George Argolo que, jutamente com Carlão risadinha, " se mandou " para a festa e a maniçoba de Santo Amaro. Hospedam-se na casa de Leninho, o maior “batedor “ de passeio ciclístico do planeta. Vinguei-me deles, no café da Albany. Delicia! E do jeito que gosto: você come e paga o que a balança disser que é para pagar.

Deixei com o segurança da Albany, para ser entregue ao seu propriétário , Sergio Beleza, panfleto dos nossos passeios, com as recomendações para doação de livros e indicação de locais que os recebe. E ele já escreveu-me: “vou mandar livros para as entidades que você recomendou.” (Eu sabia disso , meu caro Sergio!)

Barriguinha cheia, paladar trazendo boas lembranças, dirigi-me à Central do Carnaval, no Centro de Covenções. Não fui apenas ver as maravilhas que eu já imaginava estarem ali instaladas, esperando pelos foliões de todos os cantos do pais.

Fui visitar a querida Claudinha, que pôs, no mesmo local, onde acontecem as feiras e exposições, o café DONA XICA.

Tomei o café, com suas gostosas empadas , e as informações para dar aos nossos leitores.

Colhi de Claudinha o seguinte: O café é aberto mesmo para quem não vai comprar abadá ou tratar de assunto de carnaval. O acesso é livre a qualquer pessoa. Ou seja, é apenas um local para servir cafèzinho, um local de encontro, com salgadinhos, refrigerantes, mas com um ingrediente não comum em outros cafés, além do sabor: ver as meninas bonitas das lojas da Central, o titi da festa, os visitantes , o movimento da Central, que antecede o Carnaval.

Aí está o aviso: vá tomar um cafèzinho com Claudinha no DONA XICA, no Centro de Covenções , no mesmo local onde estão instaladas as lojas da Central do Carnaval e de distribuição de Abadás. Há lojas, com produtos da Central, à venda para qualquer pessoa.

Após o Carnaval, qualquer pessoa ou evento, pode fazer uma parceria e ter a companha do DONA XICA.

Colhemos ainda a seguinte informação: Os pais de Claudinha, de Salvador, apaixonaram-se pelo Vale do Jiquiriçá e hoje tem uma fazenda, no Município de Ubaira, dedicada ao plantio de rosas.

Prometemos fazer O PEDAL DAS ROSAS, para visitar flores que alimentarão os romances , paixões, lembranças e promessas de amor infinito.
Cumpridas estas missões, restava mais uma: assistir ao bate papo entre platéia e João Ubaldo Ribeiro, no ICBA, que aconteceria às 15 horas.

Aí não deu outra: tinha que ser de bike. Não poderia deixar minha magrelinha penando na garagem, morrendo de ciúmes e tristezas pelo desprezo de quase um dia.

Alegrezinha, conduziu-me até o escritor. Na platéia encontrei o vereador Everaldo Augusto, com quem conversei o óbvio: pedal, política e literatura tema que estuda o vereador; colegas de profissão, Guido, colecionador de discos de vinil; Melquiades, advogado da Petrobrás e sua esposa Silvana, funcionária da Justiça do Trabalho, toda produzida, com um lindo boné adquirido ali mesmo, na Feira Hype.
Como sempre ,no local, nas tardes de sábado, a presença do João , da Diadorim, loja de livros usados.

Feitos clicks, sempre exigidos pela minha vontade e pelo Bugarin, assistido o bate papo do grande escritor baiano, retornei. Na saída, passa Aninha - ANA BIKER - e seu esposo em erro grave: estava de carro, em uma tarde de sábado! Mau exemplo, heim Aninha!

À noite, uma leiturinha básica e o sono, certo de que, mesmo pedalando bem pouquinho, foi mais um dia em favor dos livros e das magrelas.

Não fiz, mas tive vontade, de fazer um pedido:

“Ubaldo, dê uma pedalada pela Ilha de Itaparica e escreva uma cronicasinha sobre ela. Será um grande serviço que voce prestará à nossa causa! A gente lhe segura, empurra e esta parte a gente jura segredo eterno.
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PUBLICADO NO MURALDEBUGARIN.COM
e
bikebook.blogspot.com


Entre os participantes do Pedal do Cortejo, cujas fotos estão em muraldebugarin.com, em "galaria de fotos, estavam as paulistas Daniiele e Mara de quem recebemos o carinhoso e mail,:

"Muitas aventuras ciclisticas por essa terras do Senhor do Bonfin?
Gostei muito de conhecê-lo e também a toda turma....pedalar com vocês naquele dia e principalmente naquele contexto foi uma experiência maravilhosa para mim.
Ainda estou na Bahia, parto para São Paulo dia 02 de fevereiro, esqueci de devolver sua camiseta, então deixo com Daniela e quando vocês marcarem outra pedalada ela te devolve.
Obrigada pelo carinho e atenção.
Bjo
Mara Paixão"




Muito obrigado Mara, bom retorno, volte sempre e , onde estiver, pedale e não se esqueça que estaremos sempre de braços abertos para voce e seus amigos.

Quanto à camiseta, é uma lembrança que lhe ofertamos, de coração.


Valci.

sábado, 26 de janeiro de 2008



Casamento na China, de bike
recortado do yahoo.com.br, em 26.01.2008

Ladrões de bicicletas, um "ofício" em extinção na China
Sáb, 26 Jan, 10h21



Antonio Broto Pequim, 26 jan (EFE) - Os roubos de bicicletas são um dos crimes mais freqüentes na China, onde existem máfias dedicadas a isso, e perder várias ao ano é normal para os ciclistas, mas o "ofício" parece fadado à extinção, pois os chineses têm optado cada vez mais pelos automóveis e a Polícia tem apertado o cerco aos bandidos.

As máfias de ladrões de bicicletas, que incluem especialistas em abrir cadeados, vigias de estacionamentos que fazem "vista grossa" e vendedores de lojas de segunda mão, estão em franca decadência.


Seis ministérios chineses implementaram uma dura campanha para conseguir que essas gangues desapareçam até os Jogos Olímpicos de Pequim de 2008.


O Ministério da Segurança Pública chinês revelou esta semana os resultados desta campanha, iniciada em 2007, e que conseguiu reduzir à metade os roubos em todo o país: agora são "só" dois milhões, e em três em cada quatro casos (1,41 milhão) a bicicleta foi devolvida a seu dono.


Na campanha, foram detidos 343 mil ladrões, que receberam penas de dois a três anos de prisão nos casos mais graves.


Isso representa um roubo por cada 250 ciclistas na China, o chamado "Reino das Bicicletas", que apesar do auge dos carros continua sendo o maior produtor de bikes do mundo, com 500 milhões, e onde chegou a haver um roubo para cada cem destes veículos.


Os ladrões, segundo as estatísticas do Governo, ainda preferem as bicicletas sem motor, apesar da moda das elétricas em cidades como Pequim. Assim, só 376 mil das 1,41 milhão de bikes que foram recuperadas usavam bateria.


Em Pequim, que quer passar a melhor imagem possível durante os Jogos Olímpicos de agosto, a campanha foi ainda mais intensa, e o número de roubos diminuiu em um terço: o ditado "se não roubaram sua bicicleta, não viveu nesta cidade" começa a ser coisa do passado.


Está terminando no país o crime que Vittorio De Sica narrou na Roma do pós-guerra, ou o que, muito depois, em 2001, foi retratado pelo filme chinês "Beijing Bicycle", uma jóia do cinema independente rodado por Wang Xiaoshuai e que levou um Urso de Prata naquele ano no Festival de Berlim.


Mas não só os policiais - que na quinta-feira foram condecorados por este trabalho - são os causadores da decadência deste tipo de ladrões, mas também o fato de a China estar cada vez mais se motorizando.


O parque automobilístico do país já chegou a 65 milhões, e ainda tem muito espaço para crescer, pois há apenas 50 autos por cada mil habitantes.


Em cidades como Pequim ou Xangai, a bicicleta é usada cada vez menos, à medida que estas urbes crescem e os habitantes começam a ter que trabalhar cada vez mais longe.


Apesar disso, as bikes ainda são usadas, por exemplo, para levar os filhos à escola.


Pouco espaço para as duas rodas, cujo uso foi estimulado pela China de Mao Tsé-tung nos anos 50, 60 e 70, restará dentro de três décadas, quando calcula-se que o país asiático ultrapassará os Estados Unidos e se transformará na nação com mais automóveis do mundo.


A luta contra o roubo não se centrou só na perseguição aos delinqüentes, mas também em um maior controle das vendas nas lojas, incluindo as "ershou" (de segunda mão).


Em muitas delas agora é pedida a carteira de identidade de quem quer empenhar sua bicicleta, e começou-se a colocar placas nas bikes, embora estes sistemas ainda não sejam aplicados em todos os lugares.


Também há linhas especiais da Polícia para denunciar este tipo de roubos, e recompensas de entre US$ 12 e US$ 640 àqueles que denunciem um crime que as autoridades qualificaram no ano passado de "séria ameaça para a segurança pública". EFE abc/db DEP:ESPORTES,OLIMPISMO|

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

ENGRAXATES NA PRAÇA DA INGLATERRA


Valci Barreto

Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com

Tênis, sapato de plástico, asfalto, novos costumes, afastaram os engraxates das paisagens urbanas. Mas em alguns cantinhos eles ainda resistem.

Um destes, na cidade do Salvador, é um pequeno espaço da Praça da Inglaterra, no Comércio, Centro.

Mas os que conheci são bem mais do que engraxates/sapateiros. São animadores de pessoas. Enquanto engraxam, vão contando estórias, fazendo crítica de filmes , música , brincando com os amigos passantes, falando a sabedoria da praça. Moram em bairros afastados, mas ali se juntaram na luta pela sobrevivência, organizaram-se e eles mesmos escolheram uma farda para se apresentarem como sapateiros/engraxates.

Andando de moto, meus sapatos sujam mais do que o habitual; e a profissão que escolhi, ou que me escolheu, ainda não combina com o uso do tênis e sandálias havaianas que tanto me aliviam nos finais de semana. Por isto, aproveito um tempinho do trabalho para, vez em quando, ali engraxar os meus sapatos. Mas ainda não havia tido a oportunidade de ter “um dedo de prosa” com qualquer um deles. Na última sexta, no entanto, além de ter juntado mais engraxates/sapateiros no local, a conversa estava muito animada entre eles. O elevado grau de bom humor e as brincadeiras que faziam entre si foram me contagiando, “impondo”-me o desejo de ouvi-los e perguntar algumas coisas sobre as suas vidas. Poucas conversa, mas o suficiente para trazer-me muitas reflexões. Alegrou-me tudo que aconteceu naqueles poucos minutos. Nem lembrei que estava ali, tão sòmente, para engraxar meus sapatos. Gostei do trabalho deles e da nova amizade que , tenho certeza, adquiri. Serei mais assíduo
Perguntei o nome de cada um. Surpreso com as respostas, sorri e perguntei se poderia , com aqueles “nomes” , apresentar aos meus amigos. Sendo positiva a resposta, e com muita convicção, anotei seus nomes para fornecer aos nossos leitores. Foram mais adiante, dizendo que gostavam deles.

Confiem seus sapatos àquela turma. E a sua alma. Demorem mais. Se assim fizerem saírão com os sapatos mais limpos; e, de quebra, da mesma forma , a cabeça. Pelo menos foi assim comigo. Se não acontecer com mais alguém, certamente ainda não escutaram o poeta Jorge Luiz Borges, arrependido por não sido menos "responsável " antes dos 80 anos. Se alguem dali saí apenas com os sapatos limpos, algo de errado está no dono. Jamais nos engraxates. Esqueci até a zanga que me atormentava por ter que pagar iptu, telefone. Paguei até com uma certa alegria. Só adiei a que tenho com o Tempo, que ninguém consegue pagar, nem mesmo dando toda a razão do mundo para o poeta Argentino.

A foto da turma está em “galeria de fotos”, no muraldebugarin.com.

Os nomes deles, o que conversaram? Você mesmo pergunta: É um bom começo para uma grande alegria, se voce lembrar de Fernando Pessoa, em um dos seus mais belos poemas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O sincronia é um grupo de ciclistas baianos que está investindo no cicloturismo baiano, notadamente nas praias do reconcavo baiano. Tem realizado passeios memoráveis que estão postadas em seu site. O site do sincronia está em link do muraldebugarin.com

O sincronia tem pedais todas as 4as feiras 21 horas e aos sabados. Mairoes detalhes em seu site.

"CICLOTURISMO DO SINCRONIA:

Toda atividade realizada com satisfação, honestidade e qualidade gera bons resulados. As reportagens do Sincronia no baixo curso do Rio Paraguaçu começam a aparecer.

Neste momento estão à caminho de Salinas da Margarida três turistas do Rio de Janeiro, Sra. Ana Moraes, Sra. Vera e Sra. Marilene, amigas de Jaime Jacob, o qual nos solicitou planejar e viabilizar esse passeio para elas, tendo em vista que as mesmas estão em férias na cidade do Salvador.

Assim, providenciamos o translado (privativo), ida e volta. Elas vão conhecer Barra do Paraguaçu / Praia da Pedra Mole, Praia do Dourado, vão almoçar (moqueca) com vista para o Rio Paraguaçu e, após o pôr do Sol retornarão ao Terminal do Ferry Boat em Bom Despacho, na Ilha de Itaparica. "
-recortado do site do sincrornia.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008



A Jornalista Luciana Barreto, da Revista EXAME/PME,Editora Abril, a trabalho em Salvador, tirou um dia de folga para receber sua Carteira de Advogada.
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Advogada Karla Menezes, Valci e Vicki, em um dos passeios da asbeb, 2007
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

carol.queiroz07@gmail.com

Advogada e fotógrafa de nascimento, "barioca", nascida em Salvador e criada no Rio de Janeiro, fui me envolvendo desde cedo pela magia das lentes e não consegui mais sair... Sou uma mulher amante do mar (filha de Iemanjá!) e da fotografia, que acabou descobrindo um desejo imenso de desfrutar e desvendar o mundo das lentes!

A fotografia surgiu na minha vida como uma forma de perpetuar um momento de observação... Adoro observar e não poderia deixar passar em branco. Talvez em preto e branco... Mas em branco, jamais!

Sou sócia do Salvador Foto Clube, onde através dele, as portas da arte se abriram na minha vida!

Esse é um pouco do meu acervo!

Exposições realizadas:

• 05/2007 - VARAL DIGITAL SOLO "PONTO DE VISTA"/BA

• 07/2007 - VARAL FOTOGRÁFICO ÁFRICA (FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATTOS)/BA

• 07/2007 - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA COLETIVA "ÁGUAS"/BA

• 08/2007 - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA COLETIVA "BAHIA, SEUS AROMAS E SABORES"/BA

• 08/2007 - VARAL DIGITAL COLETIVO "BRASIL"/BA

• 09/2007 - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA COLETIVA "MÍSTICA BAHIA"/SP

• 09/2007 - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA COLETIVA "ORIGINALIDADE DO OLHAR"/BA

• 10/2007 - Varal Fotográfico Físico e Digital "Fragmentos Submersos"/BA

• 10/2007 - Varal Fotográfico Físico e Digital "É dia de Feira"/BA

• 10/2007 - Varal Fotográfico Físico e Digital "Reluzir"/BA
Arquivos digitais cruzando o planeta em tempo real e na velocidade da luz, rádios piratas e blogs nascendo a cada segundo. A efervescência da cultura de Salvador não podia ficar de fora desse livre troca-troca de informações. Pensando nisso, a midialouca convocou os respeitados músicos Lucas Santtana e Gilberto Monte para pilotarem seus laptops no próximo domingo, dia 27/01 às 22 hs na festa "BLOCO DA MIDIALOUCA" que vai rolar na Boomerangue.

Na festa, os arquivos das melhores músicas dos carnavais da Bahia de todos os tempos e espaços estarão presentes: Moraes, Dodô e Osmar, Gerônimo, Luiz Caldas e Acordes Verdes, Sarajane, Banda Reflexus, Ilê, Olodum , Muzenza, Riachão, Batatinha, Caetano Veloso, Missinho, Timbalada, Brown, marchinhas clássicas, etc., etc., etc.

Mas não ficaremos só no flashback: outros estilos que fazem o carnaval em outros lugares do mundo também darão as caras na pista. Sem bairrismos, o importante é tomar todas e balançar o esqueleto. Afinal, "já é carnaval, cidade".
A festa, na verdade, é um aquecimento para o Carnaval-Oferenda que a midialouca faz todo ano para Yemanjá, e que esse ano terá, além do cortejo, várias atrações durante os dias 1, 2 e 3 de Fevereiro. Desde que o bloco mais alternativo da cidade entrou para o mainstream, ficamos órfãos de um carnaval mais despojado e menos controlado e programado.

O Bloco da Midialouca vem trazer de novo esse frescor e tudo isso começa dia 27/01 às 22 horas na Boomerangue, a festa de lançamento do bloco.
Os ingressos, a 10 reais, já estão à venda na midialouca e na Boomerangue e são apenas 200 ingressos à venda. Corra e garanta já o seu!

Serviço:
O que: Festa de aquecimento do Bloco da Midialouca

Quando: Dia 27/01, domingo, às 22 hs

Onde: Boomerangue - Rua da Paciência, 307, Rio Vermelho, 3334-6640/3334-5577

Quanto: R$ 10,00 – à venda na midialouca e no local

Somos a midialouca, espaço cultural e loja de CDs, DVDs e livros na rua Fonte do Boi, 81 - Rio Vermelho - Salvador - Bahia, ABERTA TODOS OS DIAS (INCLUSIVE DOMINGOS E FERIADOS) de 8:00 da manhã ATÉ A MEIA-NOITE. (de quinta a domingo estamos funcionando até UMA DA MANHÃ!).
www.midialouca.com.br

domingo, 20 de janeiro de 2008

http://www.karingandsharing.blogspot.com/
"Ciclo genéticos Dino Bikers"


Texto: Itana Mangieri


A saudade aflora sentimentos. Não só os sentimentos doloridos de ausência, mas aqueles de admiração e orgulho.
Digo isso por estar longe e acompanhando os bastidores organizacionais e operacionais de alguns eventos ciclísticos desta mágica Bahia.
Alguns fatos realçam a necessidade de escrever e demonstrar o que sentimos e é assim que vou demonstrar a admiração que tenho por alguns, geneticamente experientes, Dino-Bikers: Pavese, Valci e Buga.
Outro dia voltei à Salvador e durante um pedal com o Jabuti-Mor, fomos ao hospital visitar Pavese (tomei um susto quando soube que ele estava no hospital). Tranqüilizei-me após vê-lo bem e forte aos mimos recebidos por sua filha e seu “azedume” por querer voltar logo pra casa, pois aquela hospedagem já o estava deixando ranzinza (rsrs). Foi a visita hospitalar mais divertida que já realizei ... com fotos, poses e piadas. Passados alguns meses, exatamente agora em Dezembro de 2007, recebi um telefonema de Pavese para as felicitações de final de ano. Dentre tantos telefonemas que recebi, confesso ser este um dos que mais me emocionou. E mais contente agora, fiquei em saber que Pavese já está pedalando até Sergipe.
“Professor” Pavese: - Isso não é uma simples aula. É um show de saúde e perseverança !
Sobre o outro Professor (Valci), nem posso falar muito, pois pode gerar ciúmes em George. Mas ... tôdo mundo sabe que sou fanzoca dele. Quem não conhece José Mindlin, aconselho a ler algo sobre sua paixão por livros e compreenderão a similaridade entre os dois. Almas gêmeas ! Pedalando pra lá e pra cá, ele chega lá. Na maioria das vezes com Ró, sua fiel escudeira ao lado. Cultura, eventos sociais, fotografias, sebos, shopping, teatro, exposições, inaugurações, festas religiosas, batizados (até de bonecas), carros de som, audiências públicas, confraternizações ... lá, chega ele de bike. Até em trilha esse jabuti já se meteu. Se perdeu e, Dimitri, o Garoto Enxaqueca, voltou para resgatá-lo. Sentiu-se mal devido ao calor e mesmo assim não desistiu. Continuou pedalando, fotografando e falando. Esse Jabuti me remete ao personagem infantil o Grilo Falante, lembram ? ... rsrs.
Esse é um exemplo de paixão ciclo-literária-cultural. E se o dia é de chuva ou de compromissos profissionais, ele concentra-se diante de um livro ou de um computador para exercitar a comunicação e integração entre os ciclo-sócio-amigos. Acho que as únicas coisas que o fazem se distrair da bike e dos livros são as músicas de Chico Buarque, regadas à uma maniçoba e, de sobremesa, jaca ! João, Carlos, José, Antônio ... todo mundo conhece um, mas Valci (?) ... se não o conhecem, ao mínimo já ouviram falar dele no meio ciclístico baiano e ... agora também no Norte !
Já Bugarin, carinhosamente apelidado de “Buga”, é o “redondo que desce macio” ... rsrsrs. É o gorducho “testemunha ocular” da história do ciclismo da Bahia. Pedalando ou não, ele aparece nos eventos para fotografar e publicar em seu “Mural do Bugarin”. É o site mais democrático que eu conheço. Lá é publicado de tudo ... do popular ao técnico e do básico ao sofisticado. O Mural do Buga é uma referência. Minha aula de edição do Mural com Buga foi inusitada: com seu cachorro, Quiron, latindo, mordendo minha orelha, dando patadas em minha cabeça pela janela para chamar a atenção, tentando comer minha máquina fotográfica e, juntos, saboreando um delicioso bolo de limão !
Ôôôô ... tarde gostosa !
Esses dias, Buga foi realizar um check-up, pois estava vendo tudo dobrado. Nos falamos pelo telefone e recomendei à ele olhar para notas de R$ 50,00 e R$ 100,00 ... rsrs.
Esses Dino-Bikers, cicloativistas natos e incentivadores dos pedais são meus exemplos e me orgulho do privilégio de conhecê-los ! "

....
-Transcrito do Mundodabike.blog.terra.com.br;

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salvadorfotoclube.com.br"
salvadoracontece.blogspot.com

sábado, 19 de janeiro de 2008

MURITIÇONIBUSJACABIKEJUBA -







Nesta data, outorgamos aos ônibuscicloturistas baianos, GEORGE ARGOLO e FABIO LOPES , o certificado de participantes do passeio ONIBUSCICLOTURISTA , "MURITIÇONIBUSJACABIKEJUBA" ,(Salvador/Santo Amaro/Cachoeira/São Felix/Muritiba/Salvador/Guarajuba, de ônubus e bicicleta, para comer jaca e maniçoba em Muritiba, ocorrido em dezenove de janeiro de 2008, organizado por Tio Lu e Sued)

Salvador/Muritiba, 19.01.2008.


Muraldebugarin.com
Bikebook.blogspot.com
Meu Zine

VALCI BARRETO
Representante Legal
Registrado no Instituto dos Apaixonados por Pedal.

Salvador/Muritiba, 19.01.2008.

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Participe de passeios ciclísticos e açõs em favor das bicicletas nas ruas de Salvador. Veja como, acessando os blogs e sites:

bikebook.blogspot.com
muraldebugarin.com
DE GRAÇA E PODE IR DE BICICLETA

Valci Barreto

Editor do bikebook.blogspot.com
Meu Zine
colaborador do muraldebugarin.com


Se você estiver ciculando de bike pela cidade de Salvador, há lugares que voce pode entrar de berbuna e não é cobrado ingresso. Veja alguns destes locais:


CAPOEIRA – O MUNDO DE CABEÇA PARA BAIXO – Conta a história do esporte através de imagens e textos. Diretoria de Museus – Dimus (Pelourinho). Até 29 de fevereiro. Contato: 3117-6443. ARTE E CANDOMBLÉ – Inés Perlo resgata a cultura afro-brasileira com mostra de peças desenvolvidas a partir de técnicas próprias, usando fibras naturais. Casa de Angola (Baixa dos Sapateiros). Até dia 25. Contato: 3321-4495.
A BICICLETA – Segunda edição da coletiva sobre o veículo, com a participação de 14 artistas. Panorama Galeria de Arte (Rio Vermelho). Até dia 29. Contato: 3248-0237 REVOLTA DOS MALÊS – Exposição bibliográfica sobre a insurreição dos negros hauçás nos anos de 1835, em Salvador. Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris). Até dia 31. Contato: 3117-6084.
ABALOS SENSUAIS – Olímpio Pinheiro faz mostra de pinturas, desenhos e gravuras de nus femininos. Foyer da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris). Até dia 31. Contato: 3328-4555.
CULTURA DO TABACO NO RECÔNCAVO BAIANO – Através de 17 imagens, o fotógrafo Gladstone Campos registra a produção do fumo negro na região. Espaço Cultural da Câmara Municipal de Salvador (Praça Tomé de Souza). Até dia 30. Contato: 3320-0100.
THE BIG BEM – UMA HISTÓRIA DO TEMPO - O artista plástico Sandro Pimentel homenageia grandes nomes da cultura do início do século XX, como Frida Kahlo, Matisse e Picasso. Galeria do Conselho – Palácio da Aclamação (Campo Grande). Até 11 de fevereiro. Contato: 3328-6030.
AGDÁS URBANOS – Retrata elementos do candomblé através do grafite nos alguidares, pratos de barro para oferenda aos orixás. Galeria Jayme Fygura – Teatro Gamboa (Aflitos). Até 6 de fevereiro. Contato: 3329-2418.
D. JOÃO E O BRASIL – Com acervo bibliográfico e iconográfico mostram as razões que fizeram a corte portuguesa vir para a colônia. Biblioteca Pública do Estado da Bahia – Sala de Exposição (Barris). Até 10 de março. Contato: 3328-4555.
INQUIETAÇÕES – Produzir arte a partir das ansiedades geradas pelas incertezas da profissão é o tema da mostra dos formandos de graduação de artes visuais da Escola de Belas Artes da Ufba. Galeria do Teatro Iceia (Barbalho). Até 10 de fevereiro. Contato: 3117-1520.
BONFIM, FESTA DE FÉ – Através de fotografias, retrata a magia que envolve a tradicional Lavagem do Bonfim. Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris). Até 4 de fevereiro. Contato: 3117-6084.
MOSAICOS NA BAHIA – O artista plástico Lui Gomes apresenta seus quadros inspirados pela cultura e religião afro-baiana. Espaço Cultural Brasil Açu (Praça da Sé). Até dia 31. Contato: 3266-3099.
POSTAIS – Agrupa fotografias e postais de Salvador, cidades do interior e arquitetura religiosa da capital e recôncavo. Museu Tempostal (Pelourinho). Contato: 3117-6383.
FOTOJORNALISMO – A associação dos repórteres fotográficos e cinematográficos da Bahia realiza mostra com 20 fotografias publicadas em veículos locais. Galeria Pierre Verger (Barris). Até dia 21. Contato: 3103-4065.
MAGNUM 60 ANOS - Reúne 35 imagens de alguns dos nomes mais conhecidos da agência Magnum, como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David “Chim” Seymour, George Rodger, dentre outros. Caixa Cultural (Centro). Até dia 27. Contato: 3322-0228.
CORES DOS ORIXÁS – Trabalhos do artista plástico baiano João Martins, chamado também de “poeta da cor”. Galeria Moacir Moreno - Theatro XVIII (Pelourinho). Até dia 27. Contato: 3322-0018.
40 EM 40 – 40 ANOS EM 40 MINUTOS – Mostra de curtas que contam, através de imagens, a história do Teatro Castro Alves. Foyer Teatro Castro Alves (Campo Grande). Até 2 de março. Contato: 3339-8011.
XILO CORDEL VIVO – O cordel brasileiro é representado a partir de xilogravuras e desenhos de capas de folhetos produzidas pelo cordelista Franklin Maxado. Caixa Cultural (Centro). Até dia 27. Contato: 3322-0228.
SE DO BARRO VIEMOS – O artista plástico cearense Bosco Lisboa faz mostra de esculturas que retratam objetos comuns do cotidiano. Caixa Cultural (Centro). Até dia 27. Contato: 3322-0228.
OBRAS PREMIADAS – Os vencedores dos Salões Regionais de Artes Visuais da Bahia terão seus trabalhos expostos na 14ª edição do evento. Há visitação guiada. Museu de Arte Moderna (Av. Contorno). Até 17 de fevereiro. Contato: 3117-6065.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

FESTA DO BONFIM NO PEDAL.

Valci Barreto.Editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com

Marcado o encontro para às 08 horas, às 7.55 cheguei em frente ao Elevador Lacerda. Lá já estavam Luzinete, sua irmã, artista plástica Kátia, fotógrafo Augusto, e as paulistas, estudiosas de música e dança Mara e Daniela. De todos, conhecia apenas Luzinete e Daniela. Esta última apenas do último passeio da ASBEB.-Enquanto planejávamos a saída, outros foram chegando. Primeiro o Tony, do amigos do Tony, como sempre com sua generosidade e simpatia, levando presentes, brindes, bonés do seu grupo para os companheiros de pedal e nos convidando para o pedal da sogra, já agendado para 17.02.2008.-Mudamos da frente do Elevador para o lado do monumento de Mario Cravo, quando aparece uma pessoa toda paramentada, estilizada, paramentada de branco, lindamente vestida, dos pés à cabeça, empunhando máquinas e equipamentos fotográficos, não deixando dúvida de que ali estava uma artista da fotografia, ou mesmo uma repórter fotográfica. Dirigindo-se ela para Augusto, perguntei-lhe se era alguém do Salvadorfotoclube, sempre presentes nestes eventos. Responde a senhora que não. Augusto informa que era sua mãe. Comemorando a surpresa, pergunto ao Augusto o nome dela obtendo a resposta: Marisa Viana. Aí não tive mais o que perguntar: tratava-se exatamente de uma das grandes fotógrafas do Brasil, com livros publicados, nomes em todas as revistas especializadas da Arte Fotográfica. Conheço Marisa de muitos dos seus trabalhos, livros, exposições , lojas de fotografias; mas naquele momento, realmente ,não a reconheci de imediato. Nem por isto foi menor a festa que fiz para a “mãe do Augusto”! Aproveitei estar ao lado do seu filho, que acabara de conhecer, e não vacilei: vamos ser fotografados pela papisa da fotografia da Bahia, o que de fato aconteceu, para nossa honra.-Assim começou nosso dia de cortejo: recebendo brindes de Tony e a Arte de Marisa. Neste momento, mais bicicleteiros foram aparecendo: Luzia; Jaime Almeida, meu colega de Faculdade, funcionário aposentado da Justiça do Trabalho; e seu amigo, aposentado da Ferbasa, o paraibano Carlos, iniciante nos pedais.-A pedido de Luzia, aguardamos pelo Lázaro que, não aparecendo, resolvemos seguir. Mas o encontramos logo após o Mercado Modelo, atendendo a mil telefonemas dos atrasados de sempre:” tô aqui na paralela,"" Tô aqui em Simões Filho, mas tô chegando” . Já sei os conteúdos destas ligações, confirmados por ele. Para os que não chegam no horário combinado, transforma o organizador do passeio, que espera, um verdadeiro administrador de almoxarifado ou de transporte de uma grande empresa:”Ta onde? Tô chegando” “ Não saia daí não” Frases que todos conhecem , por demais, na Bahia. Como os atrasados não iriam chegar tão cedo(muitos perdidos pelos caminhos, nem ao centro da cidade conseguiram, óbvio), Eu e mais alguns deixamos o Lázaro, sob protestos educados de Luzia, que queria todo mundo junto, e iniciamos nosso pedal em direção à Colina: Jaime, Augusto, Kátia, Luzinete, Mara, Daniela , Carlos e mais alguns. A bondade do Lázaro não lhe permitiu a mesma iniciativa. Líder é assim mesmo: tem que dar um pouco, pelo menos, do seu sacrifício para os seus liderados. Solidário aos atrasados preferiu aguardar. Dividiu-se o grupo , mas fomos nos reencontrando pelos caminhos. Na Colina, nos juntamos novamente, bem antes da chegada dos cortejos, para a foto “oficial”. Lá estava o nosso amigo , motoboy na Ilha de Itaparica, com sua bicicleta de vários andares, que também pousou ao nosso lado.-Pelo caminhos , turistas nos acenavam, abordavam, pediam informações, demonstravam desejos de fazer o cortejo também no pedal. Estimulamos a todos, e distribuímos nossos panfletos cicloeducativos. Após a colina, contornamos a Igreja e paramos no bar/restaurante onde mora uma afilhada de Augusto, que nos serviu um caldo de mocotó e uma dobradinha especial. Marisa Viana apareceu e de novo nos premiou com mais um click da turma e nos ofereceu um livro com postais de fotos da sua autoria. Como é conhecida no seu meio, a Marisa não gosta, não quer ser fotografada. Por isto, não tivemos a sorte de pousar ao seu lado.-Fomos visitados por Kleber, sobrinho do Kleber Alves, que garantiu agregar-se aos nossos futuros pedais. Trinta e três anos, hipertenso, gordinho, não tem dúvida: o pedal será o remédio, como já foi para tantos. (Mas com acompanhamento médico Kleber!)-Após a dobradinha, refrigerantes, caldinho, seguimos para a Ribeira, para mostrar às paulistas o cenário deslumbrante da região. Tínhamos como destino a Sorveteria da Ribeira. Morando Luzinete e sua irmã em Plataforma e não pretendendo ir no pedal, fizeram uma sugestão pela qual todos ficaram encantados: faríamos , de barco , com nossas bicicletas, a travessia Ribeira/Plataforma. Não poderia haver melhor surpresa para todos! As paulistas vibraram. Nós também.-Logo na entrada, a simpatia de Tiane, da bilheteria; do segurança Djalma e dos condudores do barco O CONQUISTADOR, que, literalmente nos conquistou, com a presteza, cuidados e respeito com que colocavam as nossas bicicletas em cima da Barca e nos conduziram.Fizemos a travessia contemplando aquele belo cenário, apesar da pobreza das casas que contornam aquele mar.Nenhum de nós, baianos e paulista, nem mesmo Luzinete e Kátia, da região, conheciam este trajeto de barco. Todos comemoramos a descoberta, que não aconteceria se não estívessemos de bicicleta. O cansaço de Kátia deu-nos este presente. Feita a travessia e cumprida a missão de deixar Luzia , Kátia e Luzinete, em Plataforma, retornamos no mesmo barco e paramos na sorveteria da \Ribeira. Lá estavam Jaime e Carlos que haviam-se perdido de nós no alto da colina. Após o sorvete, saíamos quando ali adentrava o ex prefeito e candidato ao mesmo cargo, Imbassay . Com o seu jeito de simpatia natural, aliou o de candidato, nos cumprimentando como quem estivesse nos alertando: "quero voltar, me ajudem". Diferente , se no cargo estivesse, era a sua companha naquele momento: apenas alguns prováveis amigos ou familiares. Retornamos até a praça da Inglaterra, com as ruas todas livres para nós; Na região do Porto, atravessamos a rua, sem nenhum obstáculo, subimos o Taboão, seguimos empurrando as bicies pela Baixa do Sapateiro e Ladeira da Igreja de Santana. Ficaram Jaime, Augusto e Carlos na Moraria , enquanto, ainda empurrando as bicis, atravessamos toda a Joana Angélica , até o Jardim da Piedade . A partir daí ,pedalamos juntos até o Garcia, onde ficaram as paulistas. Garantiu-nos terem ficado felizes com a forma de ter festejado o Senhor do Bonfim; e nos prometeu escrever sobre esta experiência, até mesmo para que outros, inclusive seus conterrâneos, possam viver a mesma e gostosa experiência.-Assim foi o nosso cortejo ciclístico. E sempre relatamos para dizer às pessoas:-No cortejo da pedal, cheando antes.-Mesmo nublado, deve-se ir de manga comprida, protetor solar, calça comprida, para se proteger do sol. As paulistas não sofreram mais porque demos alguns paliativos: blusa e protetor solar. Mas as perninhas eram quase churrrasco," tadinhas." Prometeram tomar os cuidados nas próximas.-Descobrimos o encanto de uma pequena travessia que não conhecíamos.Faremos um Jabuti para Plataforma, fazendo a mesma travessia (cinqüenta centavos por pessoa e bici não paga)-Ficou mais fácil ir, de pedal, almoçar no Boca de Galinha.Mais pedais virão, agora com novos adeptos, novos cenários, novas emoções e visões de uma Bahia que nem mesmo pessoas aqui nascidas conhecem. E se não pedalar, não descobrirão, talvez, jamais! Fico sentido por elas.-Agora é ilha, Muritiba, Aracuju. O mundo sobre duas rodas de bicicleta.-As fotos serão publicadas no muraldebugarin.com emGaleria de fotos...Eu, que creio em nosso Senhor do Bonfim, agradeci por este dia, pela saude do meu ex sogro, recuperando-se de uma cirurgia, pela minha saúde , dos amigos e familiares. Também pelo prêmio recebido um dia antes: Covite da minha enidade de classe para compor a mesa , e, pessoalmente, pessoalmente, fazer a entrega da carteira da OAB para a minha filha, nova advogada, jornalista Luciana Barreto.(Lu, agora só falta voce pedalar!)publicado no muraldebugarin.com e no bikebook.blogspot.com.......
Leia bikebook.blogspot.com.
saiba o que está acontecendo em S
salvador:
salvadoracontece.blogspot.com
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participe dos nossos passeios e ações em favor das bicicletas nas ruas de Salvador, acessando nosos blogs e sites:

muraldebugarin.com . Na página principal, sites e blogs de pedal.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

pode ir de bike:

Valci Barreto

Amanhã, quarta,16/01,às 21 horas , no Bar e Restaurante Aconchego da ZuZu, no Garcia, primeiro ensaio do Povo Pediu. Venha ver o pano para fazer a sua fantasia do jeito que quiser!!!Saudações carnavalescas,Renato.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

TENDA DA CENTRAL DO CARNAVAL INAUGURADA.

SALVADORACONTECE.BLOGSPOT.COM.
JAI, UM SORRISO DA BAHIA, NA LOJA DA CENTRAL, NO TERREIRO DE JESUS.


Valci Barreto (as fotos do evento serão publicadas no muraldebugarin.com, em galeria de fotos)


Editor do bikebook.blogspot.com
meu zine
colaborador do muradebugarin.com


Lançada ontem, festivamente, a TENDA DA CENTRAL DO CARNAVAL, no Aeroclube. Como sempre, muita gente bonita, imprensa, autoridades e as colaboradoras, como sempre bem produzidas , sorrisoS estampados nos belos rostos a dizer: este será mais mais um grande carnaval da Central.

Na tenda estão sendo vendidos : camisetas, brindes, chaveiros, bolsas, bonés, canetas, e lindos marcadores para leitura de livros.

Quem quiser dar uma lembrança a alguém, não terá dificuldade de encontrar na Tenda da Central , nas lojas do Iguatemi, Barra e ao lado da Igreja de São Francisco, no Terreiro de Jesus.
Os ciclistas que passarem pelo Terreiro, mesmo que nada comprem, façam uma visita à baiana Jai, cuja história contaremos depois para os amantes do pedal e fãs do Camaleão/NANA/ Chciletes com Banana. Ela distribui sua beleza, simpatia, colorido e muita humanidade na Loja da Central, no Terreiro de Jesus.

Não se inibam em tirar uma foto ao lado da da Jai. Dica : Ela adora livro, revista, até mesmo uma página, que contenha receitas de doces, salgados, quitutes. Turistas , visitantes que quiserem uma foto ao lado de Jai, não se inibam: ela gosta e nada é cobrado.
Mais um motivo para visitar a Loja da Central do Pelourinho.

Quem quiser saber o que acontece em Salvador, acessem o site SALVADORACONTECE.BLOGSPOT.COM ,do jornalista PORTUGES/BAIANO , Amaro, que se fez presente na inauguração da Tenda da Central.
Hoje, 15.01.2008, às 21 horas, Vernissage na Galeria Panorama de Arte, sob o tema BICICLETA.
Você é nosso convidado.===========================
INAUGURADO, NA SABINO SILVA, AO LADO DA CREPERIA MARIPOSA, UM EXCELENTE RESTAURANTE COM COMIDA PORTUGUESA. E DE PORTUGES, COM ESPERIENCIA INTERNACIONAL EM GASTRONOMIA.
Fui, vi, gostei, fui bem atendido e voltarei. RESTAURANTE LISBOA, sabino Silva, na Pracinha, ao lado da Creperia Mariposa. Não tem como errar.
PUBLICADO NO MURALDEBUGARIN.COM====================================================================
Ajude o planenta, andando de bike, plantando uma árvore, economizando água , não poluindo sua casa, rua ou cidade.===================================================================
FESTA DO BONFIM-VAMOS DE BIKE, SAIDA PONTUAL, 08 HORAS, FRENT ELEVADOR LACERDA. CHEGO ANTES. APÓS AS 08 FICAMOS CIRCULANDO POR ALI. 8 horas é apenas um encontro, não há grupo, oraganização de grupo, quer ser agrega, quem quer vai só. o encontro é só para um bate papo. Eu sigo com meu amigo lazaro e sua turma do Naturabikeação.
Valci Barreto.
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ENCADERNAÇÃO ARTESANALENCADERNAÇÃO ARTESANAL E IMPRESSÃO GRÁFICA

Valci Barreto,

Editor do MEU ZINE,link do site muraldebugarin.come do amigosdebike.com.br
Uma arte quase em extinção é de encadernador artesanal de livros.Para o senhor Gabriel, no entanto, enquanto vivo for, diz ele, tiver forças a arte da encadernação artesanal não vai morrer. Podem vir as indústrias que ele estará encadernando, recuperando livros(não é restaurador), coleções , cartas , tudo, enfim, que possa ser encadernado.Sua clientela é formada, bàsicamente, por comerciantes que levam notas fiscais e documentos para serem encadernados.
Há aqueles, porém, apaixonados colecionadores de livros, revistas, fotos antigas que , vendo-as soltas ou rasgadas, levam-nas até o "seu Gabriel" para tê-las com novas roupagens, feitas com o carinho e os cuidados de que ama o que faz.
Costurados, coladas, cortados, aparados os papéis, novos livros e coleções vão se formando , conservando o seu conteúdo, as lembranças e histórias nele contidas, para que mais e mais gerações bebam as sabedorias impressas em papel.
O senhor Gabriel atende no seguinte endereço: Rua da Ajuda, 09, Edfo. Barreiro, quarto andar, telefax 32660903 - 34918602 – 34943491, atrás da Câmara Municipal de Salvador. Faz também serviços de digitação, publicações, impressos, panfletos; lugar simples, mas dotada de muita humanidade, é a gráfica e encadernadora do senhor Gabriel, atrás da Câmara de Vereadores e mail:saogabrielgrafica@hotmail.com
-publicado no muraldebugarin.com
E no bikebook.blogspot.com

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Magui, Luzia, Sergio Bezerra e Valci, encontro no Farol da Barra.

-Vá de bike ao Museu da Caixa Econômica(CAIXA CULTURAL) RUA CARLOS GOMES, AO LADO DO CLUBE DE ENGENHARIA . Exposição de fotograficas e de fotográfos que fazem parte da História da Fotografia, publicadas na Revista Magnun. Imperdível. Levem seus filhos. Eles vão agradecer.
BUZINADAS, VAMOS EVITAR.


Valci Barretoeditor do bikebook.blogspot.com

colaborador do muraldebugarin.com

Lamentavelmente, somos um povo barulhento, apaixonado por buzinas, sons elevados. Independentemente de classe social, os soteropolitanos(falo do que conheço, por isto falo dos conterrâneos. Do interior, tenho apenas informaçoes o a situação é caso é de polícia e de saúde pública), abusam da utilização de som alto : carros com verdadeiros trios elétricos , circulam pelas ruas ou param em qualquer lugar sem o mínimo de respeito a quem não quer ouvir; rádios a toda altura, em qualquer lugar e horário, até em frente de hospitais e escolas. Nestas, a buzina é usada para chamar o filhinho, quando deveria ser ele educado para aguardar na porta a chegada da mamãe/papai. A mamãe/papai ; se o menino não se disciplina , ou ela , em relação ao horário para apanhar, deveria estacionar o carro e , a pé, buscá-lo. Como todos só andam apressados, estressados, muitas vezes mais por impulso, hábito, do que por necessidade ,ou não quer ter trabalho, " tome-lhe buzina"; Os outros que tapem os ouvidos.Em casa, "sorta o som", muitas vezes até altas madrugadas, normalmente com as piores músicas. Se alguém for reclamar, muitos saem até de revolver em punho:" a casa é minha, o som é meu".Nos postos de gasolina, mesmo com todas os avisos da Sucom, a rapaziada ainda abusa. O proprietário ou funcionário, com medo das multas, ou até de agressões, pedem para baixar ou desligar o som. Muitas veze não resolve. Aí tem que a polícia ser acionada.Esta prática não é civilizada, não é aceita por muitos. Estes, com medo de violências, sustos, retaliações, normalmente ficam caladas. Suportam sofrendo, como é próprio dos pacíficos e tímidos.Não agüentando e ainda tendo coragem, chamam a Polícia. Quando esta aparece, o barulhento, o violento, o "dono de tudo", fica quietinho, bonitinho, baixa o som. Muitos, “humilhados” vão atrás de quem denunciou.Ou seja, coisas que poderiam ser resolvidas com educação, respeito, tem que ser com a Polícia. Lamentável. Mas ainda bem que ela, apesar de todas as críticas, está aí também para isto.Esta prática, que decorre da falta de respeito que o cidadão tem para com o seu semelhante, chega também aos passeios ciclísticos, óbvio.Todos nós, ciclistas, pelo menos em nossos grupos, devemos fazer um esforço para evitar as buzinadas que costumam alguns praticar. Muitos buzinam a cada segundo, com som elevado, poluidor, desrespeitador aos do grupo que não gostam e não têm coragem de reclamar e aos pedestres que se assustam, que têm seus ouvidos agredidos por este tipo de buzina.O som tem a ver com alegria, com defesa, com aviso. Mas não deve ele ser usado como arma para alguém aparecer , fazer barulho, incomodar. Não deve ser usado como instrumento de agressão, desrespeito a quem não gosta ou não suporta o barulho.Só para exemplificar, um domingo ,de manhã cedo, passou um ciclista pela região do Rio vermelho; não havia na rua sequer uma pessoa, um carro ou qualquer obstáculo. Mesmo assim , acionava uma buzina, daquelas de tipo de som para caminhão em estrada, com intervalos de segundos. Sinceramente, não dá para entender um comportamento deste. As pessoas dormindo , descansando ,naquele horário, sendo obrigado a conviver com este tipo de coisa . Acho que uma conversa com estas pessoas pode ajudar muito. Quando estou em grupos de pedais, e percebo que a pssoa não vai ser agressiva, costumo pedir para não buzinar .Seria bom que todos assim procedessem.Vamos fazer algo para que estas buzinadas não acontecem em nossos passeios, que elas sejam usadas apenas como proteção do ciclista ou do pedestre, em estradas ou em grandes velocidades, jamais no centro de qualquer cidade. As agressões sonoras, praticadas pelos carros, aparelhos de som em prédios, festas em casas que tenham vizinhos por perto, são as mesmas cometidas pelos ciclistas com as suas buzinadas.Não sou líder, comandante, coordenador de nenhum grupo de bicicletas. Participo de todos que eu posso. Os grupos organizados, de um modo geral, conseguem aliviar estas buzinadas. Vamos fazer um esforço para que os que pedalam sozinhos assim também se comportem. É bom para todos e passamos a ser mais respeitados pela comunidade que nos vê. Nós, cicloativistas, ciclistas, estamos sempre pedindo que nos respeitem. Mas , quando algum ciclista utiliza aquelas buzinas ,estão desrespeitando os outros, inclusive a ciclistas que também não gostam, não desejam o barulho.Uma aliviada, pelo menos, será muito bom para que tenhamos o respeito que tanto pedimos para nós.publicado no muraldebugarin.com
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domingo, 13 de janeiro de 2008

NO PEDAL PARA A COLINA SAGRADA.

Valci Barreto
Bikebook.blogspot.com
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-Até 1976, quando trabalhava em um banco, no bairro do Comércio, via passar o cortejo da festa do Bonfim com as suas carroças enfeitadas, muita gente bonita queimada pelo sol da Bahia, charangas que todos conhecem. Quem podia participar, de verdade, da festa eram: estudantes, turistas, funcionários públicos, professores, desempregados ou autônomos, figuras carimbadas das praias do Porto da Barra , Pituba e de todas as festas de largo da nossa Capital. Isto porque, mesmo naquela região, o comércio abria normalmente.-As pessoas que trabalhavam em banco, casas comerciais, só poderiam seguir o cortejo se estivessem na condição de proprietários, gerentes, se o patrão fosse muito bonzinho e os liberasse “um pouquinho”. Superiores, bem superiores hierárquicos, como muitos dos que eu conhecia, seguiam meio escondidos, como a dizer ou dizendo: “vou resolver coisas na rua”. No caso dos bancos, os gerentes tinham desculpas mais convincentes para uma ligeira fuga: “visitar clientes potenciais”. Os mais arrojados, que tinham a coragem de assumir que estavam indo “apenas dar uma olhadinha”,normalmente voltavam logo “para dar exemplo” aos seus subordinados.Para os sem "sem cortejo", aquilo era mais tortura do que prazer; porque tinham que se contentar apenas em ver,em olhar os “abençoados.” Acostumados, ninguém se queixava tanto.-Muita gente perdia emprego em carnaval e festa do Bonfim naqueles tempos. Para quem não tinha a mesma coragem, a vingança só poderia acontecer após o expediente e nos sábados e domingos seguintes. Até que eu não sofria tanto em ver tudo aquilo. Sendo do interior, não conhecendo nem tendo participado daquelas caminhadas, não conhecia o fascínio que exercia sobre as pessoas. Comigo isto veio acontecer mais tarde: foi só participar da primeira.
-Depois do banco, entrei para a Faculdade. Havendo aula naqueles dias , preferia deixar a festa para a noite ou para o final de semana.-A composição oficial da festa envolvia um grupo de ciclistas com suas bicicletas enfeitadas de papéis, tecidos, bandeiras, plásticos nos aros e raios, panos brancos , miçangas, fitinhas do Bonfim, com as cores da Bahia. Era o grupo que abria o cortejo, que seguia na frente. E era onde eu desejava estar um dia. Aquele desejo, mesmo moderado, jamais saiu de mim.-As bicicletas deixaram de compor a parte oficial do cortejo. Porém ,teimosas, jamais deixaram de seguirem até a colina. Em todas, individual ou em grupos, os ciclistas sempre apareceram para fazer a sua festa. É assim que também tenho feito.É bom participarmos com outras pessoas de emoções, prazeres que a vida oferece, muitas vezes a custo econômico baixo. A bicicleta me proporciona isto. E não estou só neste viver/pedal. Por isto, há muitos anos, anuncio, marco com amigos, um encontro às 8 horas, em frente ao Elevador Lacerda para seguirmos pedalando até a Colina Sagrada. Oito horas é um compromisso comigo mesmo. E é também para amigos que queiram fazer um encontro, ainda que breve, para seguirmos. Aparecendo ou não pessoas, sigo em frente. Mas ainda não aconteceu de ir sozinho. Sempre aparece alguém; e grupos vão se formando espontaneamente, com pedal educado e muito divertido.Comumente, durante o pedal, alguém do grupo toma a iniciativa de arrecadar, entre os ciclistas agregados, centavos, reais, destinados a compras de alimentos que são entregues no Hospital Irmã Dulce.-Tive como parceiro, por vários anos, o Professor de Direito, Deraldo Brandão. Ultimamente não nos tem acompanhado.Depois tive, e ainda tenho, a companhia do Lázaro , do NATURABIKEAÇÃO . Muitos outros ali também aparecem. --No ano passado, apareceu a nossa querida , professora/cicloativista Luzia Teles. Estava sem poder pedalar, mas estava em condições de seguir a pé. Pedi licença ao pessoal da bike, deixei a minha na Lanchonete do Edson e, solidário Luzia, seguimos a pé, com mais uma amiga. Gosto de participar de qualquer jeito desta festa. Mas não achei ainda outro melhor do que ir afagando a magrelinha. Se ninguém aparecer, vou só. Mas nunca isto aconteceu. Há sempre alguém para fazer o mesmo.
É como irei, todas as vezes que estiver em Salvador, não estar doente ou não ter quem me substitua no trabalho. Tenho sido abençoado pelo senhor do Bonfim: Há muitos anos que a sorte me tem beijado nestes dias. Espero que assim seja todos os anos, enquanto viver e poder pedalar.Quem achar que precisa de convite, sinta-se convidado: estarei, às 8 horas, em frente ao Elevador Lacerda, Monumento de Mário Cravo, no dia da Festa do Bonfim . Posso até chegar antes. Mas 8 horas da manhâ é o meu compromisso. Se eu não aparecer, algo aconteceu. Mas não será motivo para você não manifestar a sua fé, da melhor forma que sempre achei de ir à colina sagrada: no pedal. Tanto para ir, como para voltar!“QUEM TEM FÉ, VAI E VEM NO PEDAL!É como irei e voltarei, mais uma vez neste janeiro de 2008.
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publicado no muraldebugarin.com e no bikebook.blogspot.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008



Professor Robson Guedes , no passeio ciclístico da ASBEB , abraça senhor Alfredo, que vende livros usados na parte baixa da Ladeira do Fuinil, Sete Portas, Salvador-Ba.
Quem puder e quiser, faça doações de livros para o senhor Alfredo. É uma forma de ajudar o senhor Alfredo a driblar o desemprego e distribuir cultura com os mais carentes. Ele trabalha também aos domingos pela manhã momentos em que há facilidades para estacionamentos de veículo. Sempre o visito de bicicleta.
Foto:Professoras Magui,Luzia,Jornalista Sergio Bezerra e Valci Barrreto -no passeio ciclstico ASBEB/JABUTIS do dia 07.01.2008:Encontro no Farol da Barra. Salvador-Ba.

Centenas de outras fotos em "galeria de fotos", do muraldebugarin.com



PESQUISE NESTE BLOG:

pefis de passeios ciclistico
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

"ARTES"

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com


Como anunciado em nossos sites, organizamos e patrocinamos, em parceria com a PANORAMA GALERIA DE ARTE , uma exposição de pintura sobre o tema “BICICLETA”.

Esta é a segunda exposição sobre o tema , que integrará o calendário cultural de Salvador. Ano passado, o evento contou com a presença da imprensa, tv, jornais, rádios, autoridades, muitos artistas, amadores e profissionais, ciclistas e autoridades , inclusive o Consul de Portugal.

“ A BICICLETA “
VERNISSAGE :
15 de Janeiro ( terça-feira ) às 21:00 horas

> ARTISTAS PARTICIPANTES: ANDRÉ GUIMARÃES, DJALMA ARAUJO LIMA, FADA FADUL, GLÁUCIA BASTOS DE ARAUJO, ITO MEIRELES FILHO, LOURIVAL, MARIA NAZARÉ SANTOS, MOACYR MUNIZ, NELSON DE PHILIPPE, NEUZA COLARES, OLGA LOPES, SILVIO ALMEIDA, SUELI ALCÂNTARA, T. A. LIMA.

> Período : 15 até 29 de janeiro de 2008
Horário : Segunda a sexta-feira : 9:30 às 12:00 e das 14:00 às 18:00 horas = Sábado : 9:30 às 12:00 horasTelefax : 55 ( 71 ) 3240 – 6375 Fones : 55 ( 71 ) 3248 – 0237 = 9982 – 2254 = 8106 – 9558RUA ESCRITOR NELSON GALLO,19 – rio vermelho = 41.940–010 = SALVADOR-BAHIA-BRASIL

Para a exposição, contamos com o apoio e colaboração do
Muraldebugarin.com;
Bikebook.blogspot.com;
Locadora Munhoz
George Argolo
VIDROS MURANO, RUA CARLOS GOMES, AO LADO DO CLUBE DE ENGENHARIA.

Curador da Exposição: VALCI BARRETO (valcibarretoadv@yahoo.com.br) >

Este evento é importante para as artes, artistas e para o cicloativismo que desenvolvemos em nossa Capital.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

NÃO DEIXEM DE VISITAR EM SALVADOR

DOIS LUGARES EM SALVADOR

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
meu zine
colaborador do muraldebugarin.com



Em todos os cantos do mundo há locais fora da mídia, fora dos roteiros carimbados pelas agênicas de turismo , públicas ou privadas, que muita gente desconhece. Por isto deixa de estar no lugar que muitas vezes há anos procurava .

Dois destes locais podem ser , em Salvador: BAR DO MARIO ou Verso e Prosa, no final de linha do Condominio Parque Julio Cezar. O ponto de referência para chegar até lá é o SHOPING PONTO 7, na Pituba.Não tem erro: todos sabem onde fica.

Caracterpistica do bar: comidas e tira gostos simples. Musicos amadores e profissionais se renunem para tocar e cantar, em som baixo, mpb e bossa nova. O dono do bar, Mário, tocava com grandes nomes da música baiana ( não estou falahdo de axé, arrocha nem de boquinha na garrafa ou em outro qualquer lugar), mpb nacional; deixou a música como profissão, mas não parou de cantar e tocar com os amigos. Criou, assim o seu bar, que contempla a "mesa da diretoria", onde amigos se sentam e exibem seus talentos (ou não), artistícos. É comum alguns músicos conhecidos nacionalmente por lá aparecer e dar uma canja. E quem souber tocar e cantar, será sempre convidado para participar da festa.
Tiragostos, petiscos, bode, sarapatel, churrasquinhos, tudo muito simples, apenas para temperar a boa música. Você paga baratinho a comida. E a música é servida gratuitamente.-------
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BISTRÔ PORTO DO SOL, NA BARRA.
Escondidinho, em um dos becos do Porto da Barra, o Porto do Sol é decorado com fotografias de antigos cartazes de Filmes, fotos de artistas que fazem parte da história do cinema. Ver as paredes já vale uma visita ao Porto do Sol. São servidos pratos típicos austro/húngaro, com o mesmo tempero e forma dos servidos nas decadas de 40/50. O fundo músical é de filmes da mesma época.
Os pratos são elaborados e servidos pelos próprios proprietários, com apenas um ou dois auxiliares.Voce pode pedir pratos especais, de acordo com as possibilidadas da casa e com o seu regime alimentar.
Leve seu amigo, amiga, visitante da Bahia para o Bistro Porto do Sol. Ele não vai se arrepender de ter visitado nosssa Capital. Esta dica é dada gratuitamente a quem gosta do que é bom e barato, pelo muraldebugarin.com,meu zine e
bikebook.blogspot.com
O Bistro Porto do Sol fica na Praça do Tamarineiro, quases coladinho ao Mar, próximo também da Associação Atlética da Bahia. Porem , quse coladinho ao mar do Porto da Barra, a mais gostosa práia do mundo, segundo Caetano Veloso, Gilberto Gil, EU e Jolivaldo Freitas.
Quem conhecer ou tiver estes pontos curiosos em Salvador ou qualquer outro local do planeta, mande para nós , com endereços, pontos de referência, de preferencia com fotos, que publicaremos em nossos blogs a custo 0800.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008


Professora Luzia Teles, cicloativista em pedal exemplar!


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ASBEB E SOBREMESA DE JABUTIS VAGAROSOS.


Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com



O último passeio da ASBEB (07.01.2008), demonstrou, mais uma vez , a sua importância como "pedal educador",ao verificarmos que as lições de como se deve comportar em um passeio ciclistico, estão sendo absorvidas por todos. Respeito, civilidade, boa conduta. O som em nível bem melhor do que os ensurdecedores de antes. Tudo bom, tudo ótimo. Comportamentos exemplares, nenhuma gritaria nem aquelas buzinadas por demais rejeitadas pelos organizadores. Não vi ninguém fazendo “acobracias” ou pedalando pelos passeis.

Foi o que vi até o Terreiro de Jesus. É que, do Terreiro, juntamente com Magui e Luzia nos despedimos da turma para seguimos fazendo um Jabuti básico.

O número de pedalantes não foi dos maiores, o que é normal quando o sol está muito forte, levando os bicicleteiros para locais mais distantes como linha verde e orla de Salvador.

O novo grupo de pedal, SUBA AI, da Ferreira Santos, Federação, inaugurou sua camiseta, que homenageia o Vitória e Flamengo. Vamos colocar um azuzinho e branco aí , pelo menos, viu turma? Mas como no pedal não há rivalidade de torcida nem de pedalantes, vocês estão salvos! Apesar das corres, ficaram bonitas as camisetas. Parabéns! Os outros grupos saudaram o SUBA AI, que já começa com tudo, prometendo grandes pedais. Anderson e Cadu são os comandantes, pessoas nossas conhecidas, da Ferreira Santos.

O AmigosdoTony, apesar da ausência de “Lindo Olhar” e da “nossa sogra”, fez-se presente, com , (não tenham ciúmes!) a mais bela camisa do passeio, que , entre outros detalhes, tem uma atenção especial do Pelotão Águia, que atesta a idoneidade do grupo.

Eu e mais alguns amigos, recebemos presente especial do amigosdotony: pochete gravado com nome do Meu Zine, que muito nos honrou.

Uma senhora levou filhos do rankin de bicicross, campeão e vice , em campeonato em feira de Santana. Prometeu-nos informações que postaremos aqui.

Na Praça da Sé, uma simpática carioca, Glicia, nos abordou para tomar informações dos nossos passeios. Encantada com nossas mensagens, com a imagem do que viu, prometeu recomendar nossos grupos para suas amigas cariocas, que retornará em breve para salvador e irá pedalar conosco. Seja bem vinda Glicia!

Alisson, campeão baiano de Bicicros, que começou a pedalar na ASBEB, ainda garotinho, com seu papai coruja, professor Robson, presenteou a ASBEB com sua presença, merecendo o aplauso dos pedalantes no Terreiro de Jesus.

Eu, Luzia e Magui, nos despedimos da turma, no Terreiro de Jesus, pois tínhamos que levar a Magui em sua casa mostrando como se faz um Jabuti pelas ruas de Salvador. Iniciando com uma parada no museu da Caixa , na Carlos Gomes, que abriga exposição de fotos de fotógrafos da Magnum. (Agencia que produziu os grandes fotógrafos e as imagens que formam a historia da fotografia). No museu ainda a figura simpática de um segurança, que trabalha no museu, o qual participou comigo , Vtinho, Mariana minha filha, lazaro, tio lu e outros em memorável passeio que fizemos por Periperi, Lamarão, antiga Fábrica da Concisa, afirmando ele que guarda com carinho a lembrança daquele passeio.



Seguimos pela ladeira da Barra. No faro, encontramos o nosso amigo, futuro pedalante, jornalista Sergio Bezerra, que está fazendo a cobertura do que acontece na Barra, para o Band Folia. Sem compromisso nosso ou de Sergio, algum grupo organizado que por lá passar, vamos fazer uma visita ao Sergio, que, se as circunstancias permitirem, alguma imagem poderá ser feita para o melhor programa de cobertura carnavelesca da Bahia, o BAND FOLIA, que há muito já caiu nas graças do baiano.

Dados os abraços, feitas as saudações, promessas e fotos, seguimos para o Mercado do Peixe, sugestão de Luzia para o almoço. Não poderia ser melhor: De cara, fomos recebidos por NEGONA, como para nós se apresentou, figuraça, simpatia contagiante que foi logo abordando, de forma elegante e simpática , conquistando-nos pelos cuidados destinados à guarda das nossas bicicletas. Comemos o delicioso arrumadinho, com um atendimento primoroso da Negona, cheia de alegria, energia, pernas de atleta , segundo ela, de jogar futebol. Disse gostar de pedalar, vai comprar a bike e se agregar ao NATURABIKEAÇÃO e Pedais na Estrada, que é da “sua periferia” e que já conhece de passagens pela sua região onde mora.

No almoço a conversa não poderia ser outra: bicicleta, passeios de bicicletas , projetos de irmos no pedal para Santa Terezinha até o Município e povoado da mesa região, onde nasceu Magui e seus familiares. Afirmou Magui, que um irmão seu, sem costume de pedalar, saiu de Salvdor, com um amigo, no pedal, e fez em um dia , de bicicleta, uma viagem de Salvador até lá. Luzia arregalou os olhos e disse não ter dúvida: vamos faze o mesmo. Luzia ta danada depois de Imabassay......

Passamos para tomar uma coca no Bar do Mario, quase colado à casa de Magui. Vamos fazer um encontro lá, para ouvirmos as canções naquele espaço de música e comida simples e gostosas.

Deixamos Magui e seguimos: Itaigara, Hiper Bom Preço, Iguatemi, Pedacinho do Bonoco, Hiperbox, Barros Reis, Sete Portas, Aquidabã, de onde nos despedimos: ela seguiu para o Barbalho, para a casa de “mainha” e eu para minha casa, certos de mais um dever cumprido.

Participou do passeio o vereador Reginaldo Oliveira, que garantiu: a sua namorada vai também pedalar! E prometeu, mais uma vez, colocar o seu mandando de vereador em favor das bicicletas nas ruas de Salvador.

Sempre presente, também, os nossos queridos JAFÉ E MARCAO, DO ANJOS DE BIKE. Tio Lu está em Muritiba e justificou a sua ausência.

Sentimos a ausência do Naturabikeação, que tinha compromissos, George Argolo, Alex Machado e Lu Saraiva, entre outros que sempre se fazem presentes nos nossos pedais da ASBEB.

Mas o Guerreirão estava conosco. Olha o peso!

As fotos vão estar postadas, dentro de poucos dias, no muraldebugarin.com ,em Galeria de Fotos.

Salvador, 07 de janeiro de 2008-01-07

Publicado no muraldebugarin.com
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Bikebook.blogspot.com

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Lázaro, Naturabikeação e Luzia, grande pedalada, de Salvador a Ymbassay.







Lazaro do Naturabikeação, Valci Barreto, Vereador EVERALDO AUGUSTO













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no quadro acima, à esquerda, escreva o tema e clik


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VIVA LUZIA!!!

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
MEU ZINE
colabordor do muraldebugarin.com





De muita significação a pedalada de nossa querida professora, cicloativista, Luzia Teles ,que saiu de Salvador , no dia 30.12.2007 ,com o grupo NATURABIKEAÇÃO, do cicloativista Lazaro, e pedalou até Praia do Forte. Lázaro voltou com a turma, conforme previsto, no mesmo dia. Luzia, como anunciado, prosseguiu a viagem, solitária, até Imbassay onde descobriu um camping , que aluga barraca, guarda a bicicleta e ainda troca roupa de dormir. Depois de ter curtido práia, conhecido pessoas novas, pregado o "evangelhobike" aos acampados, retornou no dia 02.01.2008 pedalando sozinha. Saiu de Ymbassay às 5.45 e chegou em sua casa, no Barbalho, 11.30. Lázaro, com sua inestimável gentileza, foi receber Luzia em Itapuã, acompanhando-a no pedal até o Barbalho.
O importante para Luzia, e para nós, não foi apenas ter pedalado nestas circunstancias: foi o aprendizado colhido nestes dias de cicloturismo. Entre outras descobertas: camping em Imbassay e Diogo, que aluga barraca com as roupa de domir, por valores módicos, fato muito importante para o nosso cicloturismo ; ter conhecido, no mesmo camping, um cicloturista baiano(não fique com ciumes George!>>) que pedalou de nossa capital até a Nicarágua. Este, em um gesto de generosidade, ofertou-lhe o clássico livro de rubens pinheiro, que conta a viagem deste baiano que pedalou de Salvador até Nova York de 1927 a 1929. Consegui , com muito esforço autorização da Luzia para contar esta sua façanha e que ela escrevesse para nossos blogs maiores detalhes desta viagem. Autorizou-nos este resumo e nos garantiu um texto com mais detalhes, experiencias, aprendizado, emoções e dicas para que outras pessoas tenham a mesma determinção, coragem e fiquem sabendo que , pertinho de nós, há camping que aluga barraca, com roupa e tudo. E ainda guarda a bike!
Luzia, uma façanha desta não pode ficar só para você! Tem mais gente querendo fazer o mesmo e precisa da sua ajuda.
Colhi ainda de Luzia a certeza de que este é apenas o começo de grandes passseios que fará de bike, sozinha ou acompanhada!
Aguardem o relato da propria luzia, telefones e endereços do camping.---------------------------

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Ao Dimitri Ganzelovith:
Parabens pelos seus artigos, publicados no muraldebugarin.com. Além de bem escritos, um grito em favor de melhores dias para a Bahia.
Amei o texto sobre o seu encontro com o Juscelino. Um primor, uma obra de literatura.
E mande mais.
valci barreto,editor do bikebook.blogspot.come do muraldebugarin.com
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estou fazendo contatos com o Salvador para que esta turma maravilhosa vá fotografar o passeio da asbeb. O pedido já está sendo analisado pela diretoria do Clube, com possibilidade de ser incluido na pauta.
É uma grande conquista para nós, vez que esta turma divulga suas fotos em exposições que são muito visitadas e são espalhadas para o planeta pela internet.
visitem o site do salvadorfotoclube
e agendem: 15.01.2008, exposição na panorama galeria de arte, sobre o tema BICICLETA.
APOIO: apoio e colaboração:MURALDEBUGARIN.COMLOCADORA MUNHOZVIDROS MURANO, RUA CARLOS GOMES, AO LADO DO CLUBE DE ENGENHARIA.BIKEBOOKBLOGSPOT.COMJPNORCICLOBAHIA

sábado, 29 de dezembro de 2007

MECÂNICO BICICLETA, PLATÃO AOS DOMINGOS E FERIADOS.

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Meu Zine
colaborador do muraldebugarin.com


Há mutos anos que conserto minhas bicicletas, compro usadas, recebo orientações de um mecanico da Vasco da Gama, Reginaldo.

Reginaldo tem uma ofina simples, vende peças simples, quebra o galho de muita gente que, estando no centro, não encontra nenhuma loja o casa de peças para suas bicicletas.

Durante todo o verão, mesmo aos domingos e feriados o reginaldo está abrindo sua loja de peças e oficina de Bicicleta:

Av. Vasco da Gama, lado direito, sentindo Rio Vermelho-Dique do Tororó, Início do Viaduto, do Jardim da Praça Garibaldi, em frente ao "O Baratão", peças de carros.Todo mundo da Vasco da gama sabe onde fica a oficina do Regis, ou Reginaldo.

Dica do bikebook.blogspot.com e do muraldebugarin.com

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

BAIANO PEDALOU DE SALVADOR A NOVA YORK


Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
meu zine
colaborador do muraldebugarin.com

Um baiano, em 1927, pedalou, em uma bicicleta comum, Opel, sem marchas, de Salvador a Nova York, chegando à Capital Americana em 1929. O autor da façanha, Rubens Pinheiro, ciquenta anos depois, fez o relato da viagem que se transformou em um livro, importante documento daquela vigem. O pequeno livro me foi ofertado por Rubens Pinheiro, filho do ciclista, que vende selos , moedas , cartões de telefones e postais antigos em frente à séde dos Correios, na Pituba.

Temos conversado com Rubens para tentarmos reeditar este documento histórico, o que certamente acontecerá.

Últimamente, os baianos amantes do pedal têm se interessado pela história. Um deles é o juiz de futebol, CEZAR BRASILEIRO, Juiz de Futebol, que sugeriu a mudança do nome da Av. Magalhalhães Neto, para Av. Rubens Pinhiro. A justificativa do Cezar é o fato de aquela avenida ser o local preferido para treino e provas de ciclismo.
A sugestão movimentou os sites e blogs relacionados a passeios ciclisticos de Salvador.

O cicloativista Gilson Cunha, presidente da ASBB, -Associação dos Bicicleteiros da Bahia, justificando as dificuldades para mudança de nome já existente, sugeriu que , em vez da mudança, fosse o ciclista homenageado com o seu para a nova pista que está sendo construída na Paralela, tendo havido muita manifetação favorável.

Estão aí a sugestões, já acolhidas . Os amantes dos pedais de Bahia, já estão se mobilizando para que não deixe o Rubens de receber as justas homenagens, protificando-se Cezar Brasileiro usar do seu prestigio, empenho e boa vontade para que tudo elas aconteçam. Os cicloativistas já respondem que estão juntos ao Cezar na busca desta conquista, muito importante para todos nós.

Entr outroas reportagens a respeito do tema, foi publicada a que se segue, no jornal À TARDE, já divulgada anteriormente no muraldebugarin.com.


"Quem considera uma façanha heróica a viagem motorizada de Che Guevara pela América do Sul certamente não conhece a história de Rubens Pinheiro. Pois há 80 anos, o jovem baiano, então com 17 anos de idade, saiu de Salvador rumo a Nova York, nos Estados Unidos, pedalando uma bicicleta. Foram 18 mil quilômetros de um raid (jornada) que só terminaria dois anos depois. Um feito até então inédito. Se em 1952 o Che foi da Argentina à Venezuela junto com o amigo Alberto Granado – que escreveu um livro que deu origem ao famoso filme “Diários de Motocicleta”, de Walter Salles – Rubens Pinheiro teve como companhia apenas a sua bicicleta da marca alemã Opel durante toda a viagem. Tudo começou quando Pinheiro conheceu o ciclista pernambucano Maurício Monteiro, que estava de passagem por Salvador rumo a Buenos Aires. Os dois conversaram e Rubens disse que sonhava em fazer uma viagem daquelas. Ouvindo isto, o pernambucano lhe convidou para acompanhá-lo no resto da viagem. Rubens refutou, já que pouco entendia de ciclismo. O pernambucano ironizou-o, dizendo que nenhum baiano teria coragem de fazer uma jornada como aquela. Mas Rubens desafiou-o: “talvez haja um baiano que faça uma viagem maior que a sua”. E faria mesmo. No dia 15 de março de 1927, o jornal soteropolitano Diário de Notícias destacava: “Eram 8 horas e 40 minutos hoje. Um rapaz, roupa de escoteiro, ao lado de uma bycicleta devidamente equipada, recebia os últimos adeuses dos seus camaradas na hora da partida para uma aventura realmente prodigiosa: cobrir, pedalando, as distâncias immensas que separam esta cidade de New York”. Com foguetes, acenos de populares e companhia dos amigos nos primeiros três quilômetros, Rubens partia para uma viagem digna de desbravar a América. Logo viria o primeiro contratempo. Quando estava em Miguel Calmon, foi obrigado a retornar a Salvador, pois o filho do prefeito resolveu dar uma volta na sua bicicleta e acabou destruindo-a. Caminho de volta feito, bicicleta consertada e Rubens seguiu estrada. Pedalando rumo ao norte da Bahia, o ciclista atravessou a divisa do estado do Piauí. De lá passou por Maranhão, Pará e Amazonas. Neste trajeto, apenas no caminho a Manaus ele foi obrigado a pegar um navio. Mesmo assim, passou todo o tempo pedalando no interior da embarcação para, da maneira dele, também percorrer a distância. Depois de sair do Brasil cruzando a fronteira com a Venezuela, passaria por Colômbia, Panamá, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e México, até entrar nos Estados Unidos, já em 1929. Mais algumas semanas pedalando em solo norte-americano e ele chegaria à Nova York no dia 1º de abril, onde foi recebido pelo cônsul geral do Brasil, Sebastião Sampaio, e ganharia um banquete oferecido pelos brasileiros residentes no bairro do Brooklin. Rubens ainda permaneceu mais dois meses nos Estados Unidos, trabalhando como pôde, até retornar ao Brasil. Diários de bicicleta - Em sua bagagem, Rubens Pinheiro levou um caderno que preencheu com assinaturas de autoridades e das mais diversas pessoas que testemunhavam sua jornada e ofereciam suas boas recomendações para terceiros. Além disso, ele distribuía um cartão com sua identificação, numa forma elegante de pedir contribuições. Uma parte do que ganhava era enviado direto para a mãe, em Salvador. Na Venezuela, chegou a receber dinheiro do próprio presidente do país, o General José Vicente Gómez. No México, foi recebido em pessoa pelo presidente Emilio Portes Gil. Precisando levantar dinheiro para prosseguir viagem, Rubens se virava como podia. Além das doações que recebia, ele fazia exibições ciclísticas e participava de corridas. Apelava também para a criatividade. Numa de suas estadas, fez amizade com um garoto que o conheceu com sua bicicleta na porta do colégio. Rubens deu dinheiro a ele, a um outro amigo e combinaram um plano: foram ao restaurante do hotel e deixaram cartões em todas as mesas, antes que os clientes chegassem. Quando a sala estava repleta, os garotos se levantaram, fazendo questão de serem notados, e deram o dinheiro a Rubens. Em ato contínuo, todos os presentes resolveram seguir o exemplo fazendo doações ao brasileiro. As situações inusitadas do trajeto foram muitas. No alto do Rio Negro, em plena selva amazônica, o baiano se perdeu e acabou passando dois dias em cima de uma árvore, com medo de uma onça que esperava pacientemente para “almoçá-lo”. Quando o bicho se cansou ele deu no pé, saiu correndo e esqueceu a bicicleta, que só foi recuperada dias depois. Foi por manter contato com as pessoas mais diversas que Rubens acabou sendo companheiro de estrada de um homem que carregava dois revólveres. Era simplesmente o revolucionário nicaraguense Augusto César Sandino. Em outro lance da história, ele passou pelo Canal do Panamá e conheceu de perto os revezes da influência dos Estados Unidos na América Central. Em busca do ciclista perdido - Apesar da façanha, o nome de Rubens Pinheiro é completamente desconhecido dos órgãos esportivos. Federação baiana e confederação brasileira de ciclismo, comitê olímpico brasileiro ou mesmo historiadores, ninguém tem sequer uma pista sua. Tudo o que se sabe de sua história foi relatado no livro “Herói esquecido – Raid em bicicleta”, escrito e lançado por ele mesmo, em 1978, meio século depois da façanha. Mas o amargo do esquecimento que ele se queixa no livro começou a ser sentido pelo baiano logo após o raid ciclístico. Quando chegou de navio no Rio de Janeiro, regressando dos EUA, Rubens não teve o apoio nem o reconhecimento desejado dentro do próprio país. Esperou duas semanas até conseguir uma audiência pública com o presidente Washington Luís. Quando se aproximou do mandatário, lhe contou da viagem pedindo também um emprego e uma passagem de volta para a Bahia. “O Brasil mandou você fazer alguma coisa?”, respondeu secamente o presidente, que seria deposto pela revolução de 30. No mesmo dia da decepção na audiência, ele foi acolhido por Luis Lasaigne, diretor da Mesbla na então capital federal, que ficou sensibilizado com a história e lhe deu passagens de volta à Bahia. Em troca, Rubens deixou sua bicicleta para ser exposta na vitrine da loja. Na volta a Salvador, Rubens iria continuar dando mostras de que era um aventureiro por natureza. Se na infância ele aproveitava, escondido, as matinês do Cinema Olympia – além de ter fugido de casa para trabalhar –, agora, depois do raid, continuaria fazendo das suas. Organizou uma missa no Bonfim em que, ao final, desceu as escadarias montado de costas na bicicleta. Uma vez na cidade natal, Rubens logo precisaria se organizar para trabalhar e ganhar a vida. Ele fazia o que aparecia pela frente. Primeiro tirou carteira de habilitação e trabalhou como motorista. Depois, chegou a ser guarda de trânsito. Mas certa feita um grande circo chegou à cidade. E chegou oferecendo um prêmio de um conto de réis para quem se habilitasse a andar de moto no globo da morte. Provavelmente não imaginavam que haveria um Rubens Pinheiro no caminho para topar a parada e ganhar o prêmio. Depois deste dia, seguiu viagem com um grupo mambembe. Largou a corporação e optou pelo circo.Fonte: http://www.atarde.com.br."

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

FALTA DE RESPEITO AOS CONVIDADOS OU INTERESSADOS.

Valci Barreto,
Editor do bikebook.blogspot.com,
do MEU ZINE e
colaborador do muraldebugarin.com

Em texto publicado no muraldebugarin.com, o ativista cultural ,Dimitri Ganzelevitch, protesta contra a falta de cumprimento de horário por parte de evento anunciado pela Conder.

Evidente que, para sermos justos, deveriamos ouvir a Conder, se quisessémos fazer algum julgamento. Acredito, no entanto, nas palavras do Dimitri porque o relatado pelo ativista está mais de acordo com a nossa "cultura".

Sou de Jaguaquara , interior baiano. Houvesse nascido em qualquer outro local, creio que seria cumpridor de horário, e faria de tudo para cumprir regras de bom viver e de respeito mútuo, mesmo quando relacionados a lazar, esportes, relações sociais.

Vindo morar em Salvador, gostando de estar em movimentos culturais, exposições, esportes, babas de práia etc. e bem jovem , de tudo queria participar, especialmente daqueles que não dependessem de por a mão no bolso.

Com o tamanho da minha Jaguaquara, então com com apenas cinco mil habitantes, chegava aos eventos esportivos, festas, em poucos minutos.

Tudo era mais fácil do que aqui, mesmo porque, até mesmo pelo " boca a boca," ficávamos sabendo se um evento iria ou não acontecer e em que horário. De todo jeito, não sentia tanto atraso como vim a conhecer em Salvador. Fiquei, um pouco disciplinado para cumprimento de horário.

Já com amizades em noosa Capital, e mantendo as dos meus conterrâneos que aqui estudavam ou trabalhavam, com uma certa frequência era convidado para lançamento de livros, exposições, teatros, ou mesmo festinhas, que não eram poucas, em casas de amigos.

Para as festinhas não havia horário rígido, como parece inexistir mesmo nos dias de hoje. Normamente se anunciava: Pode chegar a partir de......acrescido sempre do "mais ou menos", que atende ao hábito de qualquer retardatário contumaz.

Porém, para outros tipos de eventos, como casamento, babas, jogo de frescobol, lançamento de livros, exposições, palestras , aí o "bicho pegava". E ainda " pega" .... O pessoal avisava que seria tal hora e nada mais. Entendia que naquela hora realmente começaria, com as tolerâncias de eventuais pequenos atrasos.

Gostando de ler e tendo aqui chegado para estudar, fazer vestibular e trabalhar, tinha duas sensações muito ruins quando ia a um daqueles eventos e eles atrasavam:perda de tempo e falta de respeito a quem, atendendo ao chamado, chegava no horário.

Depois de umas experiências mal sucedidas, não querendo perder tempo com espera, deixei de ir , sem me arrepender: aos babas, lançamento de livros, exposições, palestras, shows de amigos em barzinho. Ontem, como hoje, se me interessar, vou ao bar, restaurante ou assemelhado para comer, bater papo, esperar ou não, sem compromissos, pelo evento.

Decidido pelo encerramento da minha "carreira" no futebol, festinhas, troquei-os pelo tênis , caminhadas, bicicletas. Nestes estou até hoje, especialmente por serem mais disciplinados com relação aos horários e por poderem ser praticados mesmo quando não havendo companhia. Se não comparecer algum companheiro, podemos "seguir em frente". O tênis pode ser praticado sem parceria, com bate -bola em paredões, comuns nos clubes destinados a este esporte. Bicicleta e caminhada, não tendo companhia ou a companhia atrasando, podemos, da mesma forma, dispensá-la. Pois bem, minha vida de frequentador de shows em restaurantes, bares, lançamento de livros, palestras foi encerrada, há muitos anos atrás, pelo menos como compromisso . Não deixei de ir. Nem deixarei, especialmente se for convidado por algum amigo . Amigo sempre merece algum sacrificio. E sendo amigo ficamos no direito de dar-lhe algumas "reprimendas". Convidado por algum deles, mesmo assim vou com duas armas poderosas: uma caneta , um cartão ou pedaço de papel para que , na hipótese de atraso insuportável para mim, deixar a minha marca: "Estive aqui. Não pude esperá-lo, desejo votos de sucesso." E assino.
Recentemente, aconteceu um fato que chegou a ser engraçado, já que eu não tinha compromisso, nem o artista comigo: Vi anúncio de show de um artista estrangeiro que aconteceria em um restaurante muito agradável no centro de Salvador, nas proximidades do Palácio da Aclamação. Covidei uma amiga para comermos , bebermos algo e resolvermos algumas questões profissionais. Aproveitariamos o momento para ouvirmos uma música, sempre presente naquele ambiente.
Li no realese do jornal que o show , happy hour , teria início, com o referido artista, às 18 horas. Sendo para nós impossível assistí-lo naquele horário, vez que nos reuniríamos às 22 , desistimos do show, mas não de estarmos no restaurante.
Chegamos lá às 22 horas. Ficamos até às 23.50. Às 23 adentro o artista que estava anunciado para as 18 horas, transportando seus equipamentos de som, instrumentos, etc. Curioso, pergunto ao garçom: É este o artista.....?(havia visto sua foto em jornais), obtendo resposta afirmativa. Prossegui perguntando se ele se o referido artista se apresentava naquele local mais de uma vez em cada noite, explicando-lhe que vira o anuncio do seu show para às 18 horas .
Respondeu, então, o atencioso garçom: "Não ; ele se apresenta em um só horário, que é as 18 horas. Mas é que ele às vezes atrasa um pouco."(?)
Eu e a amiga, em respeito ao garçom, prendemos o nosso riso. Se fossemos com intenção de ver o show às 18, certamente teríamos que prender a raiva!
Comentamos, então, como ficariam as pessas que leram a nota, sairam de longe para assistir o shou das 18 , que às 23.50 ainda não começara?
Claro que estes artistas, escritores ou editores de livros, discos, montadores de exposições, palestrantes, contumazes retardatários, não estão nem um pouco preocupados com os prejuizos causados aos outros ,com a falta de respeito ao seu público, muito menos quando se tratar de funcionários públicos.

Mais recentemente, recebi um convite de uma pessoa para uma exposição de pintura que teria lugar em uma bela casa no Morro do Gato. O evento teria início às 21 horas. Cheguei lá, como sempre procuro fazer, no horário. Igualmente ao caso do Dimitri, ninguém ali estava, exceto o caseiro. Não havia, sequer, sinal de que ali iria acontecer um evento daquele para o qual fora convidado. Perguntei então ao caseiro se eu estava no lugar errado ou se fora cancelada a exposição, respondendo ele que: " elas terminaram de arrumar os quadros agora ; foram para casa "se arrumar", "mas já estão chegando"!.....
Deixei meu bilhetinho com o caseiro. Não pude falar bem nem mal dos trabalhos dos artistas que expuseram suas artes. Até hoje não sei, nem tenho curiosidade de saber , se eram bons ou maus . Se elas não estavam se importando comigo, não poderia eu estar preocupado com êles. Não iria comprar nenhum quadro. Se fossem bons eu falaria bem. Se fossem ruins eu ficaria calado, o que seria um saldo positivo para os expostores, se me permitisse ver seus trabalhos.
Brinquei muito carnaval. Ainda brinco, embora de outra forma, e gosto muito. Muitos anos brinquei no Camaleão e nunca deixei de elogiá-lo pela disciplina do horário marcado para a saída. Não tenho lembrança de ter chegado ao local e não ter encontrado tudo organizado, pronto para sair , inclusive com seu astro maior, Bel Marques, com seu trio, e já pronto para o início da maior festa do planeta. O crescimento do carnaval da Bahia , pode determinar atrasos no horário da saída de qualquer bloco de carnaval. Mesmo assim , segundo me dizem, pois há vários anos não desfilo, no horario marcado toda a equipe do Camaleão está de prontidão para o início da folia. Eventos outros, fora do carnaval, organizado pela mesma equipe, que ainda tenho o privilégio de participar, não são diferentes. Primam pela organização, horário e respeito aos seus convidados.

No lançamento de um dos livros do jornalista e escritor Jolivaldo Freitas, vivi uma experiência muito positiva e animadora, demonstrando que nem tudo está perdido, que algo está melhorando. Marcado o lançamento para as vinte horas, lá estava eu , certo de que, sendo ele um rapaz "meio largadão", o que dá até um certo charme aos artistas de um modo geral, fui com as minhas municões preciosas, certo de que deixaria lá o meu bilhete. Para minha surpresa, lá já estava o escritor, de caneta na mão e já autografando para leitores mais pontuais do que eu: tres chegaram antes. Parabenizei os presentes e o escritor; e garanti: pode me chamar para todos os lançamentos dos seus livros que lá estarei. Desta vez, atrasados estavam alguns admiradores do Joli: foram chegando aos poucos, com bastante atraso, formaram uma grande fila . Para o escritor até que não foi ruim: levaram todos os exemplares.

Parece que os escritores baianos estão formando esta safra de cumpridores de horário no seus lançamentos. O mesmo tenho experimentado nos lançamentos de livros do nosso querido homem de TV , e escritor, Ruy Botelho. Por isto, avisado ou não, em lançamentos destes dois , estarei lá para receber a homenagem do autografo em suas obras .
Ninguém é perfeito. Atrasos podem ocorrer. Porém, fazer disto uma regra, desrespeitar horários marcados , sacrificar quem atendeu ao chamado, muitas vezes sem a mínima de satisfação, são atitudes com as quas não podemos conviver.
Por isto meu caro Dimitri, não farei como você, deixando de ir. Faço um "estudo" se vou ou não. Decididio pela ida, vou. Mas de papel e caneta, estas armas poderesos, e, se quem convidou não aparece, ou atrasa muito, deixo meu recado. Se ele não se importou comigo, não serei eu que irei me preocupar com ele. E nem vou ter a curiosidade de saber se meu bilhete vai ou não ser entregue. Ajo assim para manifestar o meu respeito a educação que eles não tiveram por mim nem pelos demais convidados.
Sem ser atleta, sou do mundo dos passeios ciclísticos. Todos sabem deste meu princípio. Convivo muito bem com ele. Não me importo se me acharem um chato. Prefiro ser chato e utilizar meu tempo em outra coisa do que ser bozinho e gastar na espera do retardatário. Também não peço que me esperem. Sem stress, sem dores, sem arrependimentos, sem perder o sono, marcado o horário, não chegando o parceiro, prefiro sair pedalando sòzinho por aí. Dos palestrantes, notadamente das "vedetes" que costumam atrasar, as quais normalmente conheçemos muito bem, meus olhos e ouvidos já estão protegidos contra elas há muitos anos. Dos pedalantes que não gostam de cumprir horário, já estou deles divorciado, dispensadas pensões e partilha de bens; e estamos muito bem assim : eles lá e eu cá.

Esperar, a não ser por amor, dinheiro, vantagens econômicas ou sentimentais, só abro exceções para um artista que merce, em qualquer circusntância , ser esperado: João Gilberto. Quando compro bilhete para um show anunciado deste artista, e ele atrasa , ou não comparece, sempre o perdôo; não me aborreço e nem deixo bilhete. A final, quem ama a arte do João já sabe que ele pode atrasar, ou simplesmente não comparecer. Nós, amantes da sua musicalidade, sempre observamos aos que não o compreende: Quem disse que eu comprei para ouvi-lo? Quero ir, comprei o ingresso, irei; mas ele não é obrigado a fazê-lo. Muito menos chegar no horárío. Estrela verdadeira, brilha sempre. A rotação da terra apenas esconde o brilho do sol, mas não o torna menos quente. João não é menor por ser esperado ou por não comparecer. Até o seu silêncio é uma sinfonia. Os ouvidos dos seus admiradores , como os meus, sabem disso. É a única estrela que merece uma espera . Por sote, a todos que fui, lá no palco ele esteve .Acho até que sabia da minha presença porque sequer atrasou. E nunca foi tão João nem tão Gilberto. Meus ouvidos tiveram a sorte de ouvi-lo , ao vivo, junto com uma das minhas filhas; e até hoje comentamos e comemoramos aquele dia...
Abriria exceções para outras entidades: Pelé, Garrincha e The Beatles . Como o primeiro deixou a bola , Garrincha e os Beatlles não mais existem, esperareei apenas por João Gilberto para seus shows, aos quais ele pode atrasar, comparecer...ou não...

No mais, prefiro deixar meu bilhetinho:
" Estive aqui para lhe ver, mas não dei sorte. Esperar não podia. Desejo a você e ao seus todo o sucesso do mundo. Valci."