quarta-feira, 25 de julho de 2007

BICICLETA, LIVRO, ORAÇÃO E...FORRÓ!

BICICLETA, LIVRO, ORAÇÃO E...FORRÓ!


Valci Barreto-advogado, cicloativista

publicado no muraldebugarin.com e no
amigosdatoca.com



Sete de junho de 2007, aproveito o feriado do Corpus Cristie , para mais um solitário passeio ciclístico pelas ruas de Salvador. Pela Centenário , aproveitando o plano do vale, sigo em direção à Sete Portas; ruas livre do trânsito louco dos dias normais, vou lembrando das procissões da minha infância em Jaguaquara, enfeitada com palhas verdes de “licuri”. Era assim que chamávamos o côco de ouricuri, (que também enfeitou a minha infância), antes de melhor aprender a “Cartilha” com minhas professoras Mirtes, Elza e Raquel. Cânticos, sons dos sinos, padres e seus auxiliares dando beliscões nos meninos que não rezavam, ou não se comportavam direito. Antes, durante e depois, missas, mesas fartas, mesmo nas casas mais humildes; e os filmes sobre a vida de Cristo, no Cine Bahia; os babas, as proximidades dos festejos juninos, anunciadas nas roças de laranjas e milho, são lembranças imorredoras. Hoje, neste passeio, não tinha como estas coisas não ficarem bolinando a minha cabeça e trazendo saudades e um prazer maior na pedalada. Meu passeio de hoje tinha alguns compromissos “ sérios “, como são todos os compromissos, os quais dependiam dos outros para serem cumpridos: comprar mais alguns livros usados em mãos do senhor Alfredo, na Sete Portas, fazer o mesmo tipo de compra no sebo “O Livreiro”, do “Gaúcho”, na esquina da Poeira com a Joana Angélica, entregar alguns exemplares do ‘FIFÓ 21” no Point do Acarajé, no Canela e o mais importante de todos: participar do ensaio do Forró, dos AMIOGOSDATOCA, no Imbuí. Menos o Ensaio do Forró, todos os outros poderiam falhar em função do feriado. Por isto, a cabeça ficou ainda mais leve para voltar aos meus tempos da “Toca”.

Passo pelo Dique do Tororó, muitas pessoas realizando rituais religiosos, alguns turistas contemplando a beleza da Lagoa e as esculturas dos deuses africanos que guarnecem e enfeitam suas águas. Entro no pequeno Largo da Sete Portas e me alegro ao ver o mercado aberto, a feira movimentada e, lá na frente, seu Alfredo, mesmo no feriado, espondo e vendendo cultura a preços que os mais humildes podem pagar. Adquiro algumas exemplares de livros e revistas. Um deles, de receita de salgados, tem um destino certo: minha amiga Jaí, com seu sorriso sempre iluminado, que me serve o cafezinho na Central do Carnaval. Algumas revistinhas em quadrinhos, que serão levadas ao NACCI, no bairro de Nazaré, em um próximo passeio Jabuti. Após as compras e o abraço no senhor Alfredo, sigo em direção a outro ponto, parada obrigatória dos Jabutis Vagarosos, “O Livreiro”, pequeno sebo do “Gaúcho” em frente ao Ministério Público Estadual, esquina da Poeira com a Joana Angélica. Deixo com ele alguns exemplares do Fifo 21 para seus clientes, retribuindo-me com elogios pela “beleza da edição”, segundo suas palavras. Compro alguns livros para minha pequena coleção de Gramática e Literatura e algumas revistas, em ótimo estado, Época, Veja, Exame, Cult e por aí vai. Após a leitura e reunião de um bom número delas, serão doadas aos meninos do Beco do Panta, no Garcia e para o BICICLOTECA, passeio ciclístico que organizamos, junto ao amigo Lázaro, para manutenção da biblioteca comunitária, da Associação de Moradores de Marechal Rondom. Minha bike, por não voltar vazia, o que aconteceria se aqueles pontos de cultura estivessem fechados no Corpus Cristie, segue bem mais leve.

Sigo em frente: Joana Angélica, Piedade, (muitas orações católicas ecoam pelos seus ares, aguçando a memória da minha infância na “Toca”. Meu próximo destino é o Canela, desejando encontrar o empresário e artista plástico, ED RIBEIRO, do Pont do Acarajé, para entregar-lhe alguns exemplares do FIFÓ 21. Afinal, foi ali o festivo lançamento da primeira edição. Os exemplares que levo, número 2, contém muitas fotos e matéria sobre o evento, que contou com a participação de muitos artistas e empresários, a exemplo do querido Bel Borba, Anna Georgina, Tontom Flores e a “confraria “ da Padaria Apipão.

Point fechado, escolhendo um local para deixar o FIFÓ, sou abordado por alguém de uma barraca de frutas em frente, afirmando ser amigo do Ed. Enquanto peço a gentileza de guardar alguns volumes para o artista, vendo-me de bike, pergunta se participei do evento ciclístico do dia 3.06. Aí a conversa se solta e só se fala em bicicleta: Era o Aloísio Silva, conforme se apresentou, da Banca Vida Natural, em frente ao Point, amante de bicicleta, competidor que compõe o grupo Ervaciclo, do querido Eraldo, proprietário da oficina de igual nome, no Largo Dois de Julho. Logo em seguida, aparece mais um ciclista: Era o Evanival Macário, técnico em eletrônica, meu conhecido de outros passeios, também competidor, do mesmo grupo, que veio pedalando , desde Valéria, onde mora, para visitar o Aloísio fazer, mais tarde, um treino pelas avenidas de Salvador. Durante o papo, aparece o ED, mudando a conversa para o Fifo, artes, livros e futuros eventos que podemos realizar envolvendo tudo isto e mais a bicicleta. Ficou tudo “copiado”... Cumpridas todas as minhas missões da manhã, despedi-me dos amigos. É que me aguardava o Ensaio do Forró da Toca. Por conta da minha esposa Ró, que não pedala, tive que deixar minha magrela em casa e seguir, (lamentando) de carro, em direção aos AMIGOSDATOCA.

Felicidade em todos os poros, já pelo passeio da manhã, foi ela aumentada pelo que via na minha frente, logo ao chegar ao local: Amigos, filhos e até netos de gente da minha infância e adolescência. Aí não precisa contar o resto. Não vou cansar, mais ainda, os meus amigos que conseguiram chegar até aqui.(Ainda bem que só lê quem quer, vantagem democraticamente assegurada por qualquer texto, livro ou revista!) Vejam as fotos. Mas não posso deixar de registrar: durante o forró, já no final, liga meu amigo Buga: Valci, hoje tem Santo Antonio no Aconchego da Zuzu. Dona Zuzu festejou, há alguns dias os seus CEM ANOS!!..

-Buga, sei do aniversário, não sabia do Santo Antonio, não sei se vou agüentar ira até o Garcia depois do Forró da Toca. Se agüentar, dou pelo menos uma passadinha ....

-Então tire as fotos daí, que tiro as daqui, da Dona Zuzu, para colocar no nosso site.

-Ora Buga, você acha que vou estar, na “minha casa”, ao lado de pessoas que quero bem desde que nasci e deixar de fotografá-las? É mais fácil eu não tomar licor!!.. Já fiz isto, meu caro.. E ainda filmei para você mandar para o You Tube.

As fotos e os filmes vão dizer tudo aos meus conterrâneos. As palavras mágicas já foram pronunciadas em nosso encontro e os compromissos acertados: estaremos juntos em mais um São em Jaguaquara. Vamos viver saudades das nossas vidas, construir mais estórias e histórias, guardá-las e usá-las, sempre com muito carinho, durante nossos encontros, como o de hoje, e durante nossa breve mais gostosa existência na terra.

Caro Buga, não deu para ir ao Aconchego da Zuzu. Porém, neste dia , em que se comemora o Corpus Cristie, não deixei de fazer minhas orações para Santo Antonio, São Pedro, São João e pedir que Jesus nos dê a Paz , tão almejada por todos nós, mesmo quando pedida em orações sobre duas rodas pelas ruas de São Salvador e no congraçamento de irmãos no Ensaio da Toca.

Para os amigos e nossa querida terra, o aviso:

“Aguarde nós, ! “Toquinha” . “Tamo chegando...!!!”

Valci Barreto .


-Publicado no www.muraldebugarin.com

domingo, 22 de julho de 2007

BOM PARA IR DE BICICLETA

BOM PARA IR DE BICICLETA


Valci Barreto,

Editor do MEU ZINE, link do site www.amigosdebike.com.br -valcibarretoadv@yahoo.com.br.

O centro de Salvador , como de qualquer grande cidade, esconde pessoas, locais e atrativos que muitos desconhecem. Porém, se fossem avisados da sua existência, certamente gostariam de visitá-los. Nem tudo está em jornais, revistas, tv. Por isto, é preciso descobrir. E , se for de de bicicleta, ou a pé, é muito mais fácil e divertido. Muita gente jamais terá coragem de ir pedalando. Confesso que tenho pena delas.

Costumo pedalar pelo centro de Salvador e visitar tais locais, com a vantagem de nada pagar ou de gastar pouco. Nem por isto deixam de ser menos encantadores. Muito pelo contrário...

Apreciando-os e por achar que muita gente terá prazer em descobri-los, encontrei nos sites de bike, o meio mais apropriado para divulgá-los. Quem gosta de ler, e não se importa em gastar menos, comprando livros usados, dispõe de vários sebos ou pequenas bancas que relacionamos abaixo para os nossos leitores: Livraria de livros usados do sr. Juvenil, no Terminal da Lapa; senhor Alfredo, na Ladeira do Funil, Sete Portas; NALDO , nas Mercês, frente ao Sindicado dos Bancários, no passeio da UNIRB;Banca do Índio, em frente à PROCURADORIA DO ESTADO DA BAHA, início da Araújo Pinho, Campo Grande.;Diadorim, em frente ao Forte de São Pedro, próximo à Padaria Favorita;Berinjela, terminal de ônibus da Rua Chile;Cacareco, em frente à Associação Atlética da Bahia;Livros Usados, do sr. Thomaz, na Pituba, frente ao antigo prédio da Perini.;Admiradores de antiguidades, coleções de selos, miudezas, postais, fotos antigas, devem fazer uma vista à sede dos Correios, na Pituba, aos sábados, das 09 às 12 horas, onde são vendidos : postais , fotos e cartões telefônicos para colecionadores.

No Orixás Center, na loja de antiguidades de HUMBERTO, há muitas curiosidade, miudezas, fotos de artistas , de cenas de cinema, lps, maletas, postais e sempre com muitas surpresas. Humberto também aluga seus materiais para eventos.

Ultimamente, todos os sábados, das 13 às 20 horas, está acontecendo a FEIRA HYPE , no ICBA, corredor da Vitória, próximo ao Campo Grande, onde podem ser adquiridos livros usados, curiosidades, artesanatos, trabalhos em tecidos. Entre os expositores, estão: o próprio Humberto e as lojas de livros usados Berinjela e Diadorim.

Deslumbrante é uma visita ao MAM, um dos locais mais aprazíveis de Salvador.

Presente dos céus para o próprio visitante. Além das artes , que podem ser vistas sem nada pagar, o visual é um espetáculo oferecido aos olhos a qualquer hora do dia ou da noite.

Habitualmente, artistas plásticos vão ali realizar oficinas de artes para crianças, oferecendo aulas e materiais gratuitos.

Aos domingos, das 08 às 14 horas , o espaço a ser visitado é a RUA DE LAZER, no Farol da Barra: quadriciclos, pula pula, artes , danças, capoeira, músicas, exibição de grupos de danças . Ótimo local e horário para ensinar crianças a montar bicicletas. Igual espaço foi criado no DIQUE DO TORORÓ, nos mesmos dias e horários.

Tudo pode ser visitado a pé ou de bicicleta. Eu sempre vou de bicicleta.

Valci Barreto,

Editor do MEU ZINE, link dos sites-Amigosdebike.com.Br-muraldebugarin-mundodabike-pedaladanoite-pedaisdaestrada

RESSURREIÇÃO DE FOTOGRAFIAS.

RESSURREIÇÃO DE FOTOGRAFIAS.

Valci Barreto, Editor do Meu Zine,
link do site muraldebugarin.com

Você tem aquela foto antiga, ou mesmo nova, cheia de ranhuras, perdendo cores ou até a própria imagem, e quer vela reproduzida em novas imagens, há muitos profissionais fazendo estes verdadeiros ‘milagres’ pelos novos processos digitais. Aliando sensibilidade artística e domínio dos novos processamentos de fotografia e impressão digital, um destes “milagreiro” é o Fagner, que atende em loja de fotografia situada na esquina da Rua Chile com o terminal de ônibus, centro de Salvador.

Quem tiver aquela foto e quer conservá-la para que as gerações futuras a vejam , é só fazer uma visitinha ao Fagner, que atende pelos fones, 88277335 e pelo e mail, Fagner-operador@hotmail.com

publicado no muraldebugarin.com
-valcibarretoadv@yahoo.com.br

sexta-feira, 20 de julho de 2007

ENCADERNAÇÃO ARTESANAL

ENCADERNAÇÃO ARTESANAL E IMPRESSÃO GRÁFICA

Valci Barreto,

Editor do MEU ZINE,
link do site muraldebugarin.com
e do amigosdebike.com.br

Uma arte quase em extinção é de encadernador artesanal de livros.
Para o senhor Gabriel, no entanto, enquanto estiver vivo, com forças para a costura e a cola, a arte da encadernação artesanal não vai morrer. Podem vir as indústrias que ele estará encadernando, recuperando livros(não é restaurador), coleções , cartas , tudo, enfim, que possa ser encadernado.
Sua clientela, bàsicamente, é formada por comerciantes que levam notas fiscais e documentos para serem encadernados.

Há aqueles, porém, apaixonados colecionadores de livros, revistas, fotos antigas que vendo-as soltas ou rasgadas, levam-nas até o "seu Gabriel" para tê-las com novas roupagens, feitas com o carinho e os cuidados de que ama o que faz.

Costurados, coladas, cortados, aparados os papéis, novos livros e coleções vão se formando , conservando o seu conteúdo, as lembranças e histórias nele contidas, para que mais e mais gerações bebam as sabedorias impressas em papel.

O senhor Gabriel atende no seguinte endereço: Rua da Ajuda, 09, Edfo. Barreiro, quarto andar, telefax 32660903 - 34918602 – 34943491, atrás da Câmara Municipal de Salvador. Faz também serviços de digitação, publicações, impressos, panfletos; lugar simples, mas dotada de muita humanidade , é a gráfica e encadernadora do senhor Gabriel, atrás da Câmara de Vereadores e mail:saogabrielgrafica@hotmail.com

-publicado no muraldebugarin.com
-WWW.BLOGGER.COM

quarta-feira, 18 de julho de 2007

MANGAL DAS GARÇAS - BELÉM

O Mangal das Garças é um parque naturalístico que recria o ambiente amazônico em pleno bairro da Cidade Velha, no Centro Histórico de Belém, às margens do rio Guamá. Trata se de um grande complexo cultural, turístico e de lazer, além de um espaço de resgate do ambiente natural em convívio harmonioso com o urbano.
O tratamento paisagístico respeita a vegetação nativa (aningal) predominante na
área e de forma complementar utiliza forrações rasteiras.
Opções de cultura e lazer, entre lagos e vegetação típica (inclusive com a inusitada
paisagem do aningal natural existente) dão ao Mangal das Garças uma síntese do ambiente amazônico, bem no coração da cidade. Uma instalação onde a natureza é preservada e o homem aprende a conviver, sem destruir, com a sua circunstância ambiental.



Enfatizando a topografia do local, o parque harmoniza os acessos com as vias
existentes e terrenos do entorno, aproveita a presença da água para a implementação de um grande lago como o seu ponto principal, além do rio, circundado, equilibradamente, por caminhos e passeios pavimentados, que interligam o estacionamento, áreas de estar e os equipamentos de lazer e serviços. No Mangal das Garças a fauna e a flora da região se fazem presentes e são atrativos à parte. Nos lagos encontram se aves pernaltas, marrecos e quelônios. Há um viveiro de borboletas e beija flores, a Reserva José Marcio Ayres, em homenagem ao cientista paraense, que possibilita a visitação interna, cujo espaço foi tratado com vegetação propícia ao desenvolvimento dessas espécies, com cascatas e espelhos d’água, sendo a estrutura metálica coberta por tela que controla a intensidade de luz natural que invade o ambiente.



Por trás dessa estrutura existe uma edificação que permitirá o trabalho de reprodução das borboletas para abastecer o viveiro, assim como a exposição desse processo ao visitante e de uma coleção de borboletas criteriosamente selecionadas.
O viveiro de pássaros (Viveiro das Aningas) abriga pássaros da fauna amazônica,
apreendidos pelo IBAMA (como corrupião, chopin, mutun cavalo, mutun de penacho, pirupiru, saracura, garibaldi, entre outras espécies).



Muitos dos pássaros característicos da região amazônica ali expostos foram trazidos de viveiros localizados em outras regiões ou doados por criadores particulares autorizados. O visitante percorre o viveiro por dentro sem agressões e interage naturalmente com os pássaros. Uma estrutura metálica faz a sustentação da tela de característica leve, que cobre todo o espaço.
A área do parque está enriquecida com o plantio de espécies da flora amazônica que representam as diferentes macro regiões florísticas do Estado. Na entrada do parque fica o Armazém do Tempo, um galpão de ferro que pertenceu a ENASA que foi remontado e reciclado para abrigar a exposição e venda de plantas, artesanato e um café.



Há ainda, em harmonia com a paisagem, para apoio ao visitante, o Pórtico, a Administração e Quiosques para lanche.
Próxima ao Armazém do Tempo existe uma cascata em pedra, a Fonte dos
Caruanas, onde nasce um riacho que serpenteia o parque e chega à praça Murmúrio das Águas, antes de desaguar no Lago do Cavername e no Lago da Ponta, onde as vitórias régias, as garças e os guarás ganham destaque.



Em toda a extensão do parque, obras de arte pública de artistas como Geraldo
Teixeira, Sonia Ebling, Emanuel Franco, Klinger Carvalho e Benedito Monteiro, este último, operário que trabalhou na construção do parque, são utilizadas em complemento à paisagem e integradas ao espaço recriado.
O Lago Cavername ostenta uma escultura em madeira (Laminas d’água) do artista plástico Geraldo Teixeira, que presta homenagem a tradição de construir embarcações regionais que navegam pelos rios da Amazônia. A ponte do lago central exibe a peça, formada por lemes de barcos da região, denominada Os pássaros dos rios, de Emanuel Franco. A Fonte dos Caruanas expõe a escultura em bronze da artista plástica Sonia Ebling.
Faz parte da estrutura do parque o Pavilhão Central e a Torre Mirante. O primeiro
abriga em dois pavimentos, o Memorial Amazônico da Navegação, que contempla a
história dos transportes fluviais, desde a época do descobrimento até os dias de hoje, e o
restaurante Manjar das Garças, que avança sobre o aningal e permite o acesso a uma extensa passarela em direção ao rio Guamá, a Passarela sob a Várzea.



Esta, além de permitir uma vista surpreendente do aningal e uma bela visão da baía de Guajará, constitui um belvedere, o Mirante do Rio, para a silhueta do Centro Histórico da cidade. A imponente Torre mirante em estrutura metálica, tendo em seu topo um farol (o Farol de Belém) que encontra se inscrito nas cartas náuticas brasileiras, que ainda orienta os navios que chegam ao porto de Belém, e de onde se tem uma visão aérea completa do parque e arredores.
Assim, o Mangal das Garças é o casamento perfeito do lazer com a cultura local e é o caminho mais próximo do homem e a natureza.

Informações:
O Mangal das Garças funciona de Terça à Domingo das 9 às 17 horas. Possui estacionamento para carros e motos (R$ 3,00 por 2 horas e R$ 1,50 horas subsequentes) e um bicicletário (gratuito).
As atrações como o orquidário, borboletário, farol e Museu da Navegação tem ingresso à R$ 2,00 (mas o ingresso único para as 4 atrações custa R$ 6,00). Às terças feiras, as atrações são gratuitas.
No piso superior do pavilhão central funciona o restaurante Manjar das Garças onde servem pratos típicos da região norte à la carte e aos domingos buffet completo com sobremesas. Onde, além do visual e ambiente agradabilíssimos, somos atendidos pelo maitre Ricardo e sua simpatia acolhedora. F: (91) 3242.1056.

Minhas observações pessoais:
Todas as construções públicas ou privadas, comerciais, sociais e culturais de Belém possuem bicicletários.
No borboletário, enquanto tentava fotografar, as borboletas pousavam em meu braço, como que pedindo para ser fotografadas. Entre tantas flores, ainda eram poucas para servir de apoio e alimento de 3 ou 4 borboletas juntas.
No viveiro das aningas (aninga é uma vegetação ribeirinha), tive a sensação de ser a atração, pois os pássaros é que vinham até os visitantes, pousavam nas máquinas fotográficas, nos acompanhavam na visita, ficavam próximos nos olhando curiosos e nos bicavam delicadamente para chamar a atenção ou conseguir um carinho.
Mas o que mais me impressionou foi o guará com sua plumagem vermelha. É o vermelho mais lindo e inexplicável que meus olhos já viram. Mesmo ao lado das elegantes garças brancas e altas, o guará se destaca de longe com a metade da altura e sua cor viva !

Nosso Brasil é lindo !

Mais fotos do Mangal das Garças estão publicadas no www.muraldebugarin.com
Fonte de pesquisa: Prodepa (Roberto L.Valente)

Itana Mangieri
Correspondente NORTE para Meu Zine e Mural do Buga

domingo, 15 de julho de 2007

VALCI BARRETO NO DIA MUNICIPAL DO CICLISTA



Valci Barreto, cicloativista,
no passseio em comemoração ao
dia muncipa do ciclsta( 03.06.2007) pro -
movido pela ASBB.

sábado, 14 de julho de 2007

Bom Jesus da Lapa e Santiago de Compostela

Valci Barreto
Editor de MEU ZINE,
link do site www.amigosdebike.com.br



Todos os anos, o Município de Bom Jesus da Lapa, no Oeste da Bahia, recebe milhares de romeiros que buscam as graças divinas, fazem pedidos, pagam promessas, tentando aliviar as suas dores com as esperanças no Senhor Bom Jesus da Lapa, alimentados pela fé católica. De caminhão, moto, bicicleta, jumento, cavalo, a pé, barco, canoa, afluem de todos os cantos da Bahia e até de outros estados. Há também os que, religiosos ou não, para lá se dirigem movidos por interesses artísticos, políticos, econômicos.

No meio desta gente toda, há um grupo formado por centenas de motociclistas que, todo último domingo do mês de agosto, partem do Município de Sapeaçu, da localidade denominada BAIXA DA PALMEIRA, acompanhando os caminhões e carros que levam os romeiros para aquele município baiano.
Muita gente sai do Brasil, de todos os cantos do mundo, para fazer o caminho de Santiago de Compostela. Não entro na discussão qual o melhor dos dois : Se o baiano ou o espanhol.
Em relação à religiosidade, não tenho dúvida de que a escolha deve ser em favor do Bom Jesus da Lapa.
Afinal, não creio que os santos espanhóis sejam mais fortes do que os nossos. Mesmo porque, têm eles a mesma origem e muitas vezes as mesmas histórias, havendo ainda o mesmo santo que apenas tem nomes diferentes, de acordo com o povo ou região que o cultua. E, dentro do cristianismo, de um modo geral, o senhor BOM JESUS, da LAPA, ou de qualquer outro local, goza de hierarquia maior, merecendo orações e louvores, até mesmo de cristãos não católicos.
O que faz, então, os ricos, classe média baiana, brasileira, ir a Santiago de Compostela e sequer querer conhecer Bom Jesus da Lapa?
A religiosidade deve ficar afastada, cristãos de toda ordem, católicos ou não, têm o Senhor Bom Jesus como o verdadeiro Deus a ser adorado, festejado.
Quanto à beleza do lugar, certamente há lugares mais belos em alguns trechos do caminho espanhol do que o do baiano. Há trechos aqui, no entanto, que possuem beleza maior do que os de lá. Deus não iria ser injusto com nenhum dos dois.
Porque, então, Santiago e não Bom Jesus da Lapa? Quem leu Nelson Rodrigues, vai, pelo menos, ter uma dúvida, será que não é a mania de inferioridade do brasileiro?
Como os que podem, classe média, novos ricos (ricos de verdade não ligam para estas coisas: Lapa e Santiago é tudo igual.) vão preferir, por muito tempo, os caminhos de lá, e fazer a defesa mais simplificada: “Santiago tem estrutura”. Quem puder fazer os dois caminhos, melhor. Quem estiver na Bahia, e não puder ir a Santiago, vamos fazer o da Lapa, enquanto não existem as tais estruturas. Isto porque, quando elas vierem, com hotéis, campos de aviação , pousadas luxuosas, estacionamentos caros, poderá não haver mais espaços para os pobres. Aí, os pobres baianos não mais terão acesso à LAPA, senão como já acontece com o bacalhau: depois que o pessoal do dinheiro tomou gosto pelo salgado norueguês, vindo de Portugal, o preço foi lá pra cima, só é servido em local de “muita estrutura” e pobre só o vê do mesmo jeito que o Caminho de Santiago: pela televisão.
Quem tiver religiosidade, curiosidade, gostar de moto e vontade de ver maravilhas: dança de côres dos céus baianos , caminhos de asfalto, pedras, cachoeiras, o ainda majestoso Rio São Francisco, tudo ao som dos cânticos de romarias, apesar de toda a pobreza, vale a pena o passeio até a Lapa, com ou sem religiosidade. Eu vou pensando em Deus e em todos os santos, católicos ou não, que acompanham os baianos e os espanhóis nos caminhos da fé.
Em muitos locais da Bahia são formados grandes grupos de ciclistas que se dirigem, na mesma época, para a Lapa, percorrem grandes distâncias, inclusive grupos que saem da região sul e sudoeste do nosso estado. Santiago de Compostela é também aqui. Pobre, mas santo, igualzinho ao da Espanha. O de lá é apenas mais caro, para quem está aqui. O daqui é apenas mais caro para quem lá está. Ambos, porém, são belos, sagrados e merecem a fé e sincera contemplação dos homens.
Paulo Coelho preferiu Santiago. Nada de errado. Mas quem não tem o escritor consagrado, tem nós: motoqueiros, romeiros, religiosos, bicicleteiros, amantes dos caminhos do Bom Jesus da Lapa; e Meu Zine, que estará em Sapeaçu, no último domingo de agosto, deste ano, pelo menos para ver a saída dos crentes em direção ao SENHOR BOM JESUS DA LAPA.

Publicado no Meu Zine, link do site www.amigosdebike.com.br e no Muraldebugarin.com

Jabutis Vagarosos

Nos passeios jabutis, nas manhãs de sábado, George e Valci saem pelas ruas, becos, casas de tias, parentes, amigos, sebos, brechos, feira de livros usados, desbravando a cidade que o automóvel não consegue ver.

Diógenes e Ernesto encontraram a sobrinha de consideração, modelo que já enfeitou várias publicidades em Salvador.



As vezes aparecem outros pedalantes, exemplo de Itana, Ernesto e Diógenes do Apibike. Algumas vezes uma filha de Valci ou um amigo de George liga: Tô querendo comer caranguejo. Aí, pode deixar o roteiro dos sebos e brechós e se dirigirem, na mesma bike, para a Pituba, Boca do Rio, onde esteja quem convidou para “traçar” os bichinhos. Em um desses passeios saíram Valci, George, Diógenes e Ernesto. Afastaram-se mais cedo os dois últimos e George e Valci continuaram e foram visitar Rui e o senhor Alfredo.

Rui é conhecido nos pedais como BIKE DISCO DE VINIL. Ele negocia discos usados de todos os tipos, faz gravações de vinil para CD em um pontinho na Rua do Paraíso, Centro, e tem recebido turistas do mundo inteiro, colecionadores dos bolachões. Já o senhor Alfredo, na Sete Portas, início da ladeira do funil, compra, vende e troca livros usados.



Neste mesmo passeio, a dupla encontrou o querido BIKE LANCHES, que afirmou estar treinando um grupo de garotos para pedalar pelas ruas de Salvador.



Momentos registrados nas fotos acima

Cicloabraços,

Valci

Aos amantes do pedal



Todos nós estamos participando de passeios ciclísticos encantadores. Eles estão explodindo em todos os cantos da nossa cidade. Informalmente, desenvolvemos atividades, ações que viabilizem a utilização da bicicleta como meio de transporte. Salvador é uma cidade plana para bicicleta. Muitos acham que tem ladeiras. Mas é falta de cultura para o uso da magrela nas ruas. É só observar que se pode sair de Stella Mares, Praias do Flamengo até a Avenida Suburbana, passando pelo Bonfim, Ribeira, sem subir uma ladeira sequer. Ou seja, os espaços planos são grandes em nossa Capital. Se pudermos ter acesso aos elevadores Lacerda, Plano Inclinado, escadas Rolantes do Terminal da Lapa, empurrando nossas bicis, que o direito nos assegura, mas as posturas administrativas nos impedem, ficará mais fácil ainda.

Temos feito gestões no sentido que nos seja permitido o acesso referido, transportando nossas bicicletas. O Vereador Reginaldo Oliveira autor da Lei que instituiu o Dia Municipal do Ciclista em Salvador, assegurou-nos realizar gestões junto aos órgãos públicos e privados neste sentido.

Independentemente de opções políticas de cada um, vamos colaborar no sentido do atendimento de tal reivindicação.

Não é civilizado, não está de acordo com os temos atuais, de economia e de proteção ao meio ambiente, que alguém more na Vitória e só possa ir à Praça da Sé de carro ou de ônibus. Não é civilizado que uma pessoa more na Barra e tenha que ir ao Center Lapa de carro ou de ônibus, que uma pessoa more na Pituba, Bonocô, e tenha que ir ao Iguatemi somente de carro, ônibus, táxi ou a pé. Também não é civilizado que alguém, morando na Calçada, só possa ir para o Comércio nas mesmas condições. É preciso criar espaços, ciclovias, ciclofaixas, banheiros, estacionamentos para os ciclistas. Só esperamos que não venham os emplacamentos, estacionamentos e carteiras a preços exorbitantes que inviabilizem o seu uso.

É preciso criar alternativa para o uso das bicicletas nas ruas de Salvador. Isto tem a ver também com o nosso turismo.

Vamos nós, independentemente de opões políticas, desenvolver ações no sentido de que a bicicleta tenha seu espaço garantido nas ruas de Salvador.

Cicloabraços,
Valci Barreto
valcibarretoadv@yahoo.com.br

CLASSIFICADOS, SERVIÇOS

CLASSIFICADOS .(OS ANUNCIOS SÃO GRATUTITOS) SERVIÇOS, ATIVIDADES, CURIOSIDADADES PARA VISITAS; ENCAMINHE-NOS, PODEREMOS, A NOSSO CRITÉRIO DIVULGAR. NORMALMENTE DIVULGAMOS.


1. MECANICOS DE BIKE –Marcelo, ciclista, ex competidor, primeiro beco, lado esquerdo de quem entra na PERINE DA BARRA, todos sabem . é um bequinho que tem algumas oficinas, frente a um posto de gazolina. Todos conhecem. Às vezes algum cliente conhecido deixa equipamentos usados: bicicletas, capacetes, em mãos de marcela para troca ou venda.

2. REGIS, NA VASCO DA GAMA, inicio do viaduto, que dá acesso ao Garcia e Praça dos Reis Católicos. Perguntando, todos informam.

3. MANICURE – e cabelereira CY, Box térreo no Shopping Sete Portas, Rua Djalma Dultra, em frente ao CLAUDIO SON.

4. LAVAGEM DE BICICLETAS, MOTOS E CARROS-lavanderia simples em frente à rua, mas feitos os serviços com muito carinho, por FARINHA. Bom menino –Rua Beco do Panta, final de linha do Garcia, próximo ao babeiro Cebola e ao Centro de Saúde do final de linha do Garcia.

5. MANICURE, RESTAURANTE A PESO, SERVIÇOS DE COMPUTAÇÃO, SERVIÇOS DE DIAGRAMAÇÃO, VENDA DE APARELHOS CELUAR, VARIAS LOJAS : SHOPPING SETE PORTAS, PEQUENO , SIMPLES MAS MUITO SIMPÁTICO, NA RUA DJALMA DULTRA, EM FRENTE AO CLAUDIO SOM, PRÓXIMO AO JORNAL TRIBUNA DA BAHIA.

6. SHOPING SETE PORTAS, PEQUENO, MAS SIMPATICO, LIMPINHO, com os serviços acima e outros.

7. Diversão:

8. Varanda do SESI, no Rio Vermelho, próximo ao antigo TEATRO MARIA BETANIA, todos os dias, shows com artistas locais, de domingo a domingo. Grupos e artistas baianos como : Mandaia, Barravento,

9. Mande o seu, não cobramos para postar seu endereço e serviço. A decisão de postar ou não é do blog.

VENDO DE BIKE




VENDO EM PASSEIOS DE BIKE

CRIANÇAS PINTAM NA RUA DE LAZER ,FAROL DA BARRA



As crianças pintam o sete, o oito o nove na Rua de Lazer, farol da Barra, Salvador-Ba.,

sexta-feira, 13 de julho de 2007

PROGRAMAS , PASSEIOS EM SALVADOR

Flagrante Social no Espetos e Crepes!
by valci


Programas imperdíveis em Salvador

ACONCHEGO DA ZUZU

No final de linha do Garcia, próximo ao Posto de Saúde, na Rua Quintino Bocaiúva, número 18, mora uma família numerosa e muito unida. É a de ``seu Barroso´´. Da casa, a família destacou um espaço transformando-o em simples, porém atrativo local de encontro para feijoada, shows musicais, locando também para eventos, denominando-o ACONCHEGO DA ZUZU. As comidas feitas e servidas pela própria família e poucos auxiliares, tem atraído artistas e apreciadores da boa música, notadamente de chorinhos e ``rodas de samba´´.
Aos sábados e domingos, tem feijoada. Nos sábados a partir das 19 horas, quem manda é o chorinho. Vários grupos se sucedem, oferecendo, a um público atento, o melhor deste estilo musical, participando, inclusive professores e alunos de música da UFBa. Neste período são servidos vários tipos de pratos e tira-gostos, notadamente acarajé, abará, escondidinho e vários tipos de caldos. Imperdível para quem gosta do bom chorinho.
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BECO DE ROSÁLIA, estudioso de políticas públicas, inclusive no exterior, o paulistano, empresário e poeta Fabrício, já há alguns anos na Bahia, instalou uma mistura de bar, livraria, exposição de artes, teatro e espaço para exibição de filmes. Vários clientes se utilizam do espaço que é oferecido para apresentação de suas artes lítero/musicais.

O cenário é composto por uma decoração criativa que o próprio Fabrício vai executando a partir das 18 horas com exposição de livros, revistas de artes, fotos de artistas da MPB, além de tapetes, toalhas, lençóis coloridos,bordados, pendurados por todo o espaço do Bar, que funciona em frente à Biblioteca Central dos Barris. Vários petiscos e tira-gostos compõem o cardápio, havendo uma preferência pelo bolo de aipim com carne de charque.

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VARANDA DO SESI DO RIO VERMELHO.

Além da programação normal de shows e peças teatrais, que são exibidas na parte interna do Teatro do Sesi, na VARANDA DO SESI, de segunda a sexta, uma programação musical variada é oferecida a uma platéia que gosta de ouvir boa música e bater papo descontraído, na maior intimidade com os artistas.

Nas quintas feiras, a atração principal é o grupo de chorinho MANDAIA, quase sempre com um convidado surpresa.

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CHORINHO NO CLUBE FANTOCHES
by valciPor Valci Barreto

Após um longo período de ´´casa cheia´´ no Teatro Vila Velha, vários grupos de chorinho amadores, profissionais, professores e alunos de música escolheram o CLUBE FANTOCHES, no Largo Dois de Julho, como novo espaço para as suas apresentações.

Não há duvida de que será um grande ponto de encontro de amantes do chorinho.
Os Ingênuos, a cantora Claudinha, ex Mandaia, mestre Cacau do Pandeiro, os irmãos Marcelo e Gabriel, Edson e Gilson Sete Cordas e muitos outros são atrações permanentes.
Cobrando um ingresso simbólico de R$ 5,00 por pessoa para ajudar a manter acesa a chama do chorinho na Bahia.
Todas as terças feiras, a partir das 18 horas, pontualmente, vários grupos de músicos se revezam para divulgar a sua arte.


Registradas, entre muitas outras, a presença da advogada DOLORES BARREIROS e da médica ROSANGELA CARICCHIO que prometeram voltar sempre.

Publicado em MEU ZINE, link do site www.amigosdebike

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Programas e Dicas
by valciRESTAURANTE GRÃO DE VIDA

Rua das Pitangueiras, nº 15, Largo dos Paranhos, Brotas, em frente à entrada de Cosme de Farias.

Música ao vivo, sextas e sábados a partir das 19 horas , estimado até duas horas da manhã.
Cardápio: frutos do mar e petiscos.

Durante o dia pratos comerciais (cinco reais), com buffet livre de saladas.

fone: 33830651

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CICLISMO PASSEIOS JABUTIS VAGAROSOS

RESENHA DO ´´JABUTIS VAGAROSOS´


Valci Barreto- Advogado,
Editor MEU ZINE,link do site www.amigosdebike.com.br


Sabino Silva, Centenário, Ladeira do São Raimundo, Avenida Sete de Setembro, Piedade, Joana Angélica, Ladeira do Barbalho, Lapinha, Liberdade, Largo do Tanque, Viaduto dos Motoristas, Uruguai, Calçada , São Joaquim, Comércio, Subida da Ladeira da Preguiça, Carlos Gomes, Rua Rui Barbosa, Pelourinho, Carlos Gomes, Campo Grande, Corredor da Vitória, Graça, Shopping Barra, Padaria Apipão, da Sabino Silva. Este foi o nosso trajeto do DIA 03/02/2007, realizado das 09 às 15 horas, com apenas dois componentes: VALCI BARRETO e DIOGENES EVANGELISTA.

Como sempre, com um elevado grau de improvisação e deixando de lado as emoções que a escrita não consegue traduzir, fomos, na Lima e Silva, 567, Liberdade, atraídos por uma faixa: ´´TROCA-SE LIVROS´´. JABUTIS VAGAROSOS não pode ver este tipo de aviso sem uma parada, uma visita, uma conversa. Entramos e ouvimos a história do trabalho da professora Nilza em favor da distribuição da cultura, beneficiando, notadamente, os mais carentes. De uma simpatia contagiante, vai logo contanto a história do seu trabalho e como tudo começou: dava reforço escolar, especialmente para pessoas de menores recursos, em uma mesinha em frente à sua casa. Percebendo a carência de livros para seus alunos, e que muita coisa poderia ser feita através da simples troca, passou a utilizar-se deste instrumento para aliviá-la. Nasceu, assim, naturalmente, um ponto de troca de livros entre seus alunos, amigos , pais ou parentes deles. A comunidade correspondeu, fazendo doações. O movimento foi crescendo. De repente, viu formada uma biblioteca comunitária, em que qualquer pessoa, sem qualquer formalidade, preenchimento de ficha ou apresentação de documentos pode ler ou trocar livros. No momento da nossa visita, algumas voluntárias, vestindo camisetas da biblioteca, atendiam na maior simpatia, pessoas das mais variadas idades que ali buscavam, a custo zero, um pouco de sabedoria.. Atualmente é um misto de sebo, livraria, biblioteca e ponto de troca de livros usados. Suas paredes ostentam , para orgulho da professora , várias reportagens de jornais de Salvador, contando a história daquele casa .

Diferente das bibliotecas públicas de um modo geral, a boa vontade, simpatia, bom humor, ausência de qualquer burocracia, deixa todo mundo se sentindo dentro de sua própria casa, com a vantagem de ainda ter alguém para pegar o livro e deixá-lo em suas mãos. Gentilmente, a Professora ,doou para Diógenes ,um brinde especial: um livro com textos de CECILIA MEIRELES. Retirou da parede, cópia emoldurada de reportagem do Correio da Bahia ,que conta a história da sua biblioteca , e me ofertou sem que eu pudesse esconder a emoção por receber aquele presente. ( Já está em um dos cômodos da minha casa, professora!).

Deixamos a biblioteca e seguimos em frente. No retorno, próximo à Feira de São Joaquim, quase em frente ao prédio da PETROBRAS, a grande maldade que ainda portam não poucos motoristas de ônibus: Apesar de estarmos seguindo os padrões de comportamento determinados pelas leis de trânsito, exatamente às 11:10 hs. conduzindo um ônibus da Joevanza, o seu motorista quase atropela o DIÓGENES. Não havia a mínima razão para que o motorista se comportasse daquela forma, naquele local, tendo á sua frente um ciclista em movimento, na sua mão, e devidamente equipado com capacete e luva. Fosse Diógenes alguém com menos intimidade no pedal certamente teria sido atropelado. Aí vieram os questionamentos, as sugestões para que fizéssemos algo para que estas pessoas tivessem mais respeito pelo seu semelhante e que fossem educados pelos seus empregadores, independentemente de ser ou não a vítima um ciclista.

Não tivemos dúvida: vamos escrever para a JOEVANZA, narrando o fato, certos de que a empresa fará algo pela educação de todos os seus motoristas.Não vamos esquecer da nossa parte: desenvolver campanhas junto aos ciclistas para que também se comportem de acordo com as regras de trânsito , do bom viver e se mantenham bem atentos para se livrar dos males que estes maus condutores possam lhe causar. Vamos, todos nós, denunciar, por escrito, às empresas, estes fatos, lamentavelmente tão comuns, que têm desestimulado tanta gente a experimentar o prazer de pedalar , de usar a bicicleta como transporte , esporte ou lazer.

Contra a maldade, porque aí não é somente falta de educação, temos que criar ações que evitem tais absurdos, levar às empresas o conhecimento do comportamento dos seus motoristas, divulgar e denunciar os fatos desta natureza. Tendo procedido às devidas anotações e cuidados para evitarmos erros e injustiças, estamos nos referindo, ao motorista QUE CONDUZIA UM ÔNIBUS da EMPRESA JOEVANZA, COM O REGISTRO 4004, ÁS ONZE HORAS E DEZ MINUTOS DO DIA 03/02/2007, NAS PROXIMIDADES DO PRÉDIO DA PETROBRÁS, PRÓXIMO Á FEIRA DE SÃO JOAQUIM.

Após isto, seguimos o nosso caminho. Resolvemos visitar a Rua Rui Barbosa, pródiga em antiquários, brechós, oficinas reformadoras e lojas de móveis antigos. Já no início daquela Rua, ao lado do Sebo do Brandão, paramos no ANTONIO ANTIGUIDADES, onde, eventualmente, compro algumas canetas, fotos e miniaturas de bicicletas. Eduardo, seu proprietário, sabendo das minhas preferências, apresenta-me uma coleção de caneta PARKER, muitas delas gravadas com o nome do saudoso ARCEBISPO PRIMAZ DO BRASIL, DOM AVELAR BRANDÃO VILELA. Sem grana naquele momento para aquisição de uma sequer, voltarei lá para uma pechincha , esperando que meu amigo, Procurador do Município, Renato Simões, não chegue antes e leve todas. Eduardo e sua esposa ADRIANA prometeram para em futuro breve participar das nossas pedaladas e levar na garupa a sua filhota EDUARDA a qual herdou o sorriso fácil e a simpatia do casal. Que seja logo meus caros!

Seguimos parando em várias lojas de antiguidades, buscando com elas aprender um pouco da História da Bahia , escondida em suas ruas estreitas e tortuosas, que somente é contada para quem com ela tenham afinidades, andam a pé ou de bicicletas, invisível quem é para os demais que preferem o carro e a pressa.

Em todas as lojas que visitamos, sentimos a simpatia dos seus proprietários e funcionários por estarmos passando por ali com as nossas magrelas. O Antonio e sua esposa prometeram, para um futuro breve, participar das nossas pedaladas. Que seja logo meus caros!

Comércio já fechando, seguimos para a ´´colônia gourmética de Santo Amaro´´, no Pelourinho: PONTO VITAL, fones 81546151 91463124, adorado por Caetano Veloso, Jorge Portugal , George Argolo, Itagildo Mesquita e.... nós! O prato escolhido por Diógenes, acompanhado por mim, foi a moqueca de maturi, sob o olhar da NEGA FELICIA, pintada e emoldurada pelo artista plástico ARLEU, mestre dos ´´meninos de Santo Amaro´´, hoje senhores freqüentadores do VITAL, nos primeiros segredos do sexo, entre uma e outra lavada e enxaguada de roupa que fazia às margens do Subaé. Premiados pelo festivo atendimento do ADELSON e simplicidade do VITAL, sentimo-nos no ´´umbigo do recôncavo´´.

Estômagos e almas lavados e enxaguados, retornamos para nossas casas, certos de muitos outros pedais que faremos pelas ruas e becos da Bahia, fazendo exercício e poesia, sobre as duas rodas de um meio de transporte simples, barato e tão encantador!

(Texto de VALCI BARRETO.)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

CURIOSIDADES - MIUDEZAS ANTIGAS

CURIOSIDADES - MIUDEZAS - BIGINGANGAS ANTIGAS É NO ORIXAS CENTER.

Em Salvador, no prédio ORIXAS CENTER , viaduto São Raimundo , parte alta, um apaixonado por anquiguidades, miudezas antigas, discos de vinil, fotos de bicicletas, motocicletas, fotos de cenas de filmes e de artistas das decadas de 30 a 2000, soldadinhos de chumbo, latas de cerveja, coca cola, gramofones , voce encontra na Loja de antiguidades de Humberto. Mesmo para quem não vai comprar, vale a penas uma visita e um papo com humberto a respeito destes temas.

publicado no bike & book

quarta-feira, 11 de julho de 2007

PASSEIOS DE BICICLETA


Por Valci Barreto



Amamos passeios de bicicletas. Não apenas pedalamos. Em nossos passeios, desenvolvemos ações filantrópicas e educativas para o trânsito. Todo primeiro domingo do mês, a ASBEB, Associação dos Bicicleteiros do Estado da Bahia, organiza um passeio ciclístico pelas ruas de Salvador, com saída do Estacionamento da Fonte Nova, ou do Parque de Pituaçu. Dele participam em torno de oitocentas pessoas, de todas as idades, com todo tipo de bicicleta, desde que rode. Tem apoio dos órgãos de trânsito e da Polícia Militar. A pedalada é uma festa! Participe dos nossos passeios, corridas, trilhas e de nossas ações em favor das bicicletas nas ruas de Salvador, acessando os sites e blogs:
www.amigosdebike.com.br – www.muraldebugarin.com – http://mundodabike.blog.terra.com.br – http://pedaladadanoite.blog.teraa.com.br – Pedais na Estrada – Sincronia.

Leia MEU ZINE, link dos sites acima.

A CENTRAL DO CARNAVAL DISPÔE DE LOJAS NO AERO CLUBE , IGUATEMI , SHOPING BARRA, onde você pode adquirir: brindes, camisetas, chaveiros, bolsas, ingressos para shows, tudo com a marca da central do carnaval. Visite a loja e o site www.centraldocarnaval.com.br

Colaborações:
Valci Barreto - Advogado, Editor do Meu Zine e colaborador do www.muraldebugarin.com
George Argolo - Diretor Administrativo e de Eventos Ciclísticos Nordeste
Itana Mangieri - Editora e Correspondente Norte
Alberto Bugarin - Fotógrafo e Editor do www.muraldebugarin.com

RUA DE LAZER - FAROL DA BARRA

RUA DE LAZER, FAROL DA BARRA.


VALCI BARRETO,

Editor do Meu Zine,
link do site www.amigosdebike.com.br
colaborador do muraldebugarin.com


Todos os domingos, no Faral da Barra, em Salvado-Bahia, as ruas são fechadas para carros. No horário das 09 às 14 horas aquela rua é das crianças, que dispõem de papel, caneta, lápis de cores, ceras, e de vários tipos de brinquedos, alguns pagos outros gratuitos, oferecidos por parceiros da Rua de Lazer, a exemplo do Shopping Barra. Há qudriciclos, bicicleta, que tamém são utilizadas pelos adultos. Naquele dia e horário aquela ré é das crianças , caminhadas, pedaladas, leituras, danças e aulas gratuitas de ginástica.

Vale a pena levar seus filhos , netos ou simplesmente dar um passeio no Farol da Barra nas manhãs de domingo.

publicado no blog Bike & Book:
http://www.blogger.com

valcibarretoadv@yahoo.com.br
publcado no

terça-feira, 10 de julho de 2007

Minha bike tem cestinha e sou feliz !



O que eu já escutei de preconceito sobre minha cestinha não está escrito ....
Já me aborreci, me magoei, me indignei, mas não desanimei. Por quê ? Se ela não prejudica ninguém ! Ao contrário, ajuda !
Eu caminhava diariamente da minha casa até o supermercado pela manhã para me exercitar. Comprava minhas frutas e retornava carregando sacolas. Um dia pensei: preciso botar minha bike na ativa. Vou a uma bicicletaria, instalo uma cestinha na minha bike, me exercito e ainda trago mais frutas pra casa sem carregar tanto peso nas mãos. Isso privilegiará a melancia, o melão, a manga e as vitaminas necessárias para minha saúde. E dependendo da época, a jaca também. Sem exageros, mas eu adoro frutas.
Com o passar do tempo, a marginalidade cresceu e decidi não mais sair de casa sozinha para pedalar. Hoje só pedalo em grupo por medida de segurança. Mas em grupo não tem jeito ... o preconceito vai junto ... rsrsrs. Os bikers olham para a “Branca de Neve”* e espontaneamente perguntam: “de cestinha ?”. E aí eu respiro fundo e penso: “Calma Itaninha. É só mais um exercício de paciência !”
E seguem outros questionamentos: “pra quê essa cestinha aí ?”, “vc não acha que essa cestinha atrapalha ?”, “essa cestinha deixa sua bike pesada !”, “essa cestinha não combina com nosso pedal”, “porquê você não tira essa cestinha ?” ...
Porquê ? ... Por quê eu gosto assim e pronto, oras !
Na Europa, em Amsterdan, na Holanda, ... a utilização da bicicleta é muito maior do que aqui no Brasil e lá todas tem cestinhas. Independente de ser um símbolo feminino (conceito do brasileiro), é “prática”. Carrega-se de tudo: livros, bolsa, merenda, compras, brinquedos, cachorro, gato, gaiola, papagaio, qualquer coisa que der vontade de levar e etc. É ... mas na hora dos passeios em grupo, depois das paradas, sempre tem alguém que utiliza minha cestinha para depositar embalagens vazias como latinhas e garrafinhas. E eu, orgulhosamente, procuro uma lixeira para o descarte. A cestinha também faz parte da minha consciência ecológica.

Outro dia eu estava colocando a “Branca de Neve”* no carro, quando ouvi dois senhores, vizinhos do meu condomínio, comentarem assim: “Mulher andando de bicicleta é melhor do que batendo o carro”. Olhei pra eles, dei um sorriso e respondi: “Os senhores têm razão. Tenho mais chances de sobreviver a um acidente de bicicleta do que num de carro”. Como se já não bastasse a polêmica com a cestinha, ainda tenho que enfrentar o preconceito machista... Esse papo de que mulher pilota bem fogão e tanque é verdade, e daí ? São raros os homens que lavam suas roupas e mais raros ainda os que deixam o colarinho da camisa limpo.
Agora resolvi aprender e praticar o estilo Montain Bike. Imaginem a cara dos integrantes do grupo quando cheguei com minha cestinha ? Teve gente que colocou as mãos na cintura, feito açucareiro, torceu o nariz e disse: “Essa cestinha aí não vai dar certo” ! Rsrsrs. Bom, neste caso eu até que concordo, pois a cestinha pode enroscar no meio do mato, dificultar meu desempenho numa manobra ou até mesmo me machucar numa queda. Para este estilo ciclístico eu abrirei uma exceção: tirarei a cestinha da bike quando for para as trilhas. Para outros passeios, ela retorna para o lugar dela. Mas só até quando eu comprar outra bicicleta específica para o Montain Bike. Mas minha intuição diz que durante alguma trilha eu precisarei dela. Quando, por exemplo, me deparar com lixo no meio do mato, largado lá por algum “Porquinho Ecologicamente Incorreto” ou quando encontrar frutas pelo caminho da trilha. Porque eu não vou me embrenhar no meio do mato, de bike, só pra fazer esforço, manobras de equilíbrio, cair, me estabacar na lama, produzir adrenalina e ter aventuras pra contar ... Também quero curtir e sentir o que a natureza tem pra oferecer: manga, jamelão, carambola, jambo, siriguela, jabuticaba, umbu, goiaba ... se o dono do sítio não estiver vendo, claro !
Por isso sou advogada de defesa da cestinha !

* Branca de Neve é o nome da minha bike.

Itana Mangieri
FEIRA DE CARTOES POSTAIS , SELOS, MOEDAS ANTIGAS

Valci Barreto, advogado
Editor do Meu Zine, link do site www.amigosdebike.com.br
colaborador do muraldebugarin.com



Todos os sábados, das 09 às 12 horas, são instaladas, na séde dos Correios, Pituba, Salvador-Ba., pequenas barracas onde são vendidos selos, cartões postais, cartões telefônicos, moedas antigas, para colecionadores.

Mesmo não tendo os selos os atrativos de antigamente, é muito importante a prática do colecionismo. Além de uma atividade lúdica, a coleção de selos, moedas, cartões postais, mesmo nos tempos de internet, é muito importante para a educação , especialmente de crianças e adolescentes. Vale a pena fazer seu filho conhecer a feira e começar a colecionar selos, moedas, cartões postais. Se voce fizer isto ele vai lhe agradecer muito e lembrar sempre de você, mais ainda.

Enre os vendedores está Rubem Pinheiro, filho de um ciclista , do mesmo nome, que pedalou de Salvador a nova York. Partiu da capital Baiana em 1927 e chegou em Nova York em 1929. A viagem foi contada em livro, do qual dispõe Rubens de alguns exemplares.

publicado no www.blogger.com/post-creat e no

domingo, 8 de julho de 2007

CRESCE O NUMERO DE SEBOS EM SALVADOR.
by valci

VALCI BARRETO, Advogado.

O comércio de livros e revistas usadas em Salvador, há alguns anos atrás, estava restrito ao Sebo do Brandão, na Rua Rui Barbosa :LIVROS USADOS, ainda funcionando, na parte baixa do Viaduto da Sé, Ladeira da Praça, Graúna, que até há pouco tempo estava no Aero Clube e mais alguns pequenos pontos escondidos em algum beco da cidade. Quem precisa ou não se importa em comprar livros usados está festejando o crescimento do numero de sebos em Salvador.


Os viciados em leitura, colecionadores ou mesmo pessoas que buscam livros didáticos mais baratos, têm sido beneficiados pelo crescimento do comércio de Livros e revistas usadas em nossa Capital. Há muitos anos sou freqüentador destes locais. Tenho a sorte, atribuída a poucos, de ter duas filhas e um enteado que também se apaixonaram por eles. É impossível para nós sairmos de um sebo sem algum livro embaixo do braço. Meu estoque tem crescido. Terminei por arranjar um ´´depósito´´ para eles. Não sei quando vou arrumá-los. Também não estou com pressa. Enquanto isto, no entanto, vou lendo o que posso, em momentos preciosos que ali passo na companhia de Machados de Assis, Graciliano Ramos, Rubem Braga, Drumoond, Rui Castro, Dostoiewski, Guido Guerra, Raimundo Reis e muita gente que, mesmo falecidas, estão sempre bem humorados e destituídos de qualquer vaidade ou arrogância . Nunca se importam com ano, dia ou horário em que os procuro. Não têm ciúmes uns dos outros. Mesmo em Carnaval, Festa do Bonfim, estão sempre prontos a me dar lições e emoções gostosas que sòmente quem curte a boa leitura pode experimentá-las. Quem escolhe o dia e a hora sou eu. E eles nunca me dizem não. Não se importam em dormir ao lado ou em cima um do outro. Não estão nem aí para luz ou sombra, claro ou escuro. Não cobram férias, décimo terceiro, FGTS , repouso remunerado e muito menos indenizações por danos morais quando os pego de mal jeito e eles tomam uma quedinha da minha mão ou da prateleira.

Os viciados em leitura, colecionadores ou mesmo pessoas que buscam livros didáticos mais baratos, têm sido beneficiados pelo crescimento do comércio de Livros e revistas usadas em nossa Capital. Há muitos anos sou freqüentador destes locais. Tenho a sorte, atribuída a poucos, de ter duas filhas e um enteado que também se apaixonaram por eles. É impossível para nós sairmos de um sebo sem algum livro embaixo do braço. Meu estoque tem crescido. Terminei por arranjar um ´´depósito´´ para eles. Não sei quando vou arrumá-los. Também não estou com pressa. Enquanto isto, no entanto, vou lendo o que posso, em momentos preciosos que ali passo na companhia de Machados de Assis, Graciliano Ramos, Rubem Braga, Drumoond, Rui Castro , Dostoiewski, Guido Guerra, Raimundo Reis, e muita gente que, mesmo quando falecidas, estão sempre bem humorados e destituídos de qualquer vaidade ou arrogância . Nunca se importam com ano, dia ou horário em que os procuro. Não têm ciúmes uns dos outros. Mesmo em Carnaval, Festa do Bonfim, estão sempre prontos a me dar lições e emoções gostosas que sòmente quem curte a boa leitura pode experimentá-las. Quem escolhe o dia e a hora sou eu. E eles nunca me dizem não. Não se importam em dormir ao lado ou em cima um do outro. Não estão nem aí para luz ou sombra, claro ou escuro. Não cobram férias, décimo terceiro, FGTS , repouso remunerado e muito menos indenizações por danos morais quando os pego de mal jeito e eles tomam uma quedinha da minha mão ou da prateleira.

Para quem gosta de ler, e não se importa em adquirir livros usados, aí estão alguns endereços em Salvador-Bahia.

-Berinjela, no terminal do ônibus da Rua Chile, térreo.

-Sebo do Daniel, porta de um prédio antigo, também no Terminal da Rua Chile, próximo a GUIDO ANTIGUIDADES.

-Sebo do senhor Juvenil, terminal da Lapa, em uma galeria ao lado de uma loja de tecidos, após subir as escadas rolantes.

-Livros Usados, entre o Conjunto dos Comerciários e o IPERBA, Brotas.
-Sebo Papiro: primeiro ponto de ônibus, antes de chegar ao Terminal da Lapa. Há uma placa bem visível.
-Graúna: Shopping AERO CLUBE, de EDUARDO SARNO.
-Sebo do senhor Tomás: em uma rua estreita, em frente ao prédio da antiga Perini, na Pituba.
-O mesmo senhor Tomás, tem ainda uma loja na Avenida Centenário, entre o Shopping Barra , próximo ao Posto de Gasolina da Centenário.
-´´O LIVREIRO´´ pequena loja em frente à sede do Ministério Público, na Avenida Sete de Setembro, próximo à Escola Eletromecânica, esquina da Rua da Poeira com a Joana Angélica. Esta funciona de segunda a sábado no horário comercial, não fechando para almoço.
-´´Livros usados´´: parte baixa do Viaduto da Sé, início da Ladeira da Praça.
-O VELHO DO LIVRO, Sr. Alfredo , uma figura simpática, humilde, muito querido, vende livros e revistas na parte baixa da Ladeira do Funil, ao lado do Mercado da Sete Portas, em frente à empresa de refrigeração RESUL. Também os expõe aos domingos pela manhã.
-CACARECO, recentemente instalado na Barra, em frente ao muro da Associação Atlética da Bahia, próximo à entrada do Bom Preço. Davi é o seu proprietário.
-DIADORIM, Livros, cds, discos de vinil e revistas, na Rua Forte de São Pedro, 157, Galeria Plaza, Loja 16, Campo Grande, nas proximidades da Padaria Favorita e do próprio Forte de São Pedro.
-Em Aracaju, dentro do Mercado Municipal, o FUMAÇA, apaixonado por cantorias e literatura de Cordel, tem um Box , SEBO DO FUMAÇA. Sempre o visito quando vou à vizinha Capital. No final de abril, no FUMAÇA, adquiri o que há tempos procurava: ´´RUBEM BRAGA, 200 crônicas escolhidas´´, do CIRCULO DO LIVRO, por três reais. De bonificação , ainda algumas estórias recitação de cordéis do FUMAÇA.

-Sebo do Brandão, Rua Rui Barbosa, conhecido por todos.

Apaixonados por leitura compram livros novos. Mas, excetuando os de rendas gordas, preferem os sebos . Para os amantes da leitura, um Machado de Assis recém lançado tem o mesmo valor de um mofado pelos anos, dedos, axilas e olhos dos seus leitores. Para eles, contrariando muitas regras, mas atendendo a outras tantas, ´VÁRIOS MACHADOS VELHOS´´ valem mais do que ´´UM SÓ MACHADO NOVO´´. Rumo, então, aos sebos!


NÃO JOGUEM SEUS LIVROS E REVISTAS USADAS NO LIXO.

Muita gente dribla o desemprego vendendo livros e revistas usadas pelas esquinas, calçadas e pequenos sebos espalhados pela cidade. Apaixonados por livros, colecionadores, pessoas que não tem recursos para comprar livros ou revistas novos, utilizam-se destes pontos para alimentarem sua fome de leitura. Muitas bibliotecas comunitárias tem-se formado através deste comércio. Elas são bem mais importantes socialmente do que as trituradoras da indústria de papel.

É comum as pessoas pegarem seus livros e revistas usadas e jogarem no lixo. Em vez disso, faça doações a bibliotecas comunitárias, aos pequenos sebos ou pessoas, como o senhor Alfredo, pessoa humilde e simpática que , para melhorar um pouco a sua pequena aposentaria, vende livros e revistas na Ladeira do Funil, Sete Portas.

Fazendo doações de seus livros e revistas usadas estamos incentivando a leitura dos mais carentes, ajudando algumas pessoas a driblar o desemprego , formar bibliotecas comunitárias, fazer circular o conhecimento, especialmente entre os mais carentes.

Pessoas e locais que recebem e agradecem as doações:

Senhor Alfredo, Ladeira do Funil, Sete Portas, em frente à empresa Resul, de segunda a domingo ao meio dia, menos nos dias chuvosos.

O LIVREIRO, pequeno sebo em frente ao Ministério Público Estadual, esquina da Poeira com a Joana Angélica.

Professora Nilza, mantém uma mistura de biblioteca publica comunitária, ponto de troca e de venda de livros usados, na Rua Lima e Silva, 567, Liberdade.

Convento da Lapa, Avenida Joana Angélica que os utiliza para formação de biblioteca comunitária e também os vende para manter suas atividades filantrópicas.

Aproveito para dar dica de dois livros que falam do prazer da Leitura:

“Uma História de Leitura, de Alberto Manguel.”

“A PAIXÃO PELOS LIVROS”, Editora Casa da Palavra, com textos de D’ Alembert, Castelo Branco , Charlamov, Doyle, Drumond, Flaubert, Mindlin e outros.


A Conturbada História das Bibliotecas, Matthew Battles, Editora Planeta.

Entre Livros, José Mindlin

-Publicado em MEU ZINE, Editado por Valci Barreto e link do site www.amigosdebike.com.br