terça-feira, 24 de junho de 2008

FORRÓ DA TOCA!

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com
E da Folha do Recôncavo.

Há muitos anos não ia ao São João de Jaguaquara. Ano passado, tomei a decisão de matar a saudade dos antigos festejos que continuam encantando seu povo e visitantes.
Quando Jaguaquara ainda era uma pequena cidade, entre outras tradições juninas, havia as visitas às casas , sempre abertas, oferecendo canjica, amendoim e outras iguarias juninas; e o orgulho e alegria de quem recebia. Muitos fatores afastaram estes costumes que sobreviveram em Jaguaqura, com todo o vigor, até os anos setenta.
Posteriormente, nasceu uma nova forma das visitas, com grupos cada vez maiores, formados como verdadeiros blocos antigos de carnaval, com fantasias e sanfoneiros, com o nome de Arrastão.
Em um certo tempo, houve uma paralisia tanto das visitas quanto dos arrastões. Gerações novas que haviam participado ou visto, quando garotos, aqueles costumes, resolveram resgatá-los. Sob o comando de Jaguaquarenses, amigos e familiares, mesmo de outros cantos, com raízes ou amizades na cidade, como Sergio Beleza, (Albany)Alex e Marcos Amaral,(Planeta Othon); Elba, Edson, Edna Andrade;Glicério Lemos; Carlito e Cassiano Lemos, José Acúrcio,(Embasa) João Bidó,(CAR), João(tebelião em Salvador); Anaildes; Márcia;Ieda ; Graça, juntaram-se novos e antigos foliões juninos para manter, com outra roupagem, mas com a mesma alegria ,os “arrastões”.
São eles formados por amigos, parentes ou amigos de amigos para fazer o que se fazia antes: sair pelas ruas, visitando casas para comer, beber,festejar; e sempre acompanhados de um sanfoneiro, triangulo e zabumba. Não mais como antigamente, quando todas as casas ficavam com suas portas abertas para receber qualquer um que nela quisesse entrar, atualmente há um roteiro prévio, sabendo os foliões em quais casas serão recebidos. Há quem alugue casas, como os irmãos Alex e Marcos ,não somente para se hospedaram durante os festejos como para receber o Arrastão. Há quem vai ao São João jaguaquarense tão somente para participar desta parte dos festejos.
Este ano, pela primeira vez, o empresário Sergio, paraibano que representa a Souza Cruz em todo o nordeste, foi um dos novos que alugou casa e, com toda simpatia ,participou e recebeu o arrastão, oferecendo, entre outras iguarias, uma deliciosa feijoada. Levado pelos amigos Alex e Marcos Amaral, garantiu presença nos próximos. E olhe que o homem é de Campina Grande!
Há na praça da cidade também grandes shows com bandas forrozeiras se revezando até o dia amanhecer.
Fui este ano mais uma vez para o arrastão e também para matar as saudades “das coisas que ali deixei”, como diz a canção.
Aproveitei para levar algumas revistas usadas para as crianças do Bairro da Casca. Visitando a família Costa, no Alambique, fui surpreendido pela presença do casal João Bidó e Sonia que ali estavam para fazer exatamente o que eu fazia: matar saudade dos passeios que fazíamos em nossa infância e adolescência, levados pelas nossas escolas. Deixamos a casa da família Costa e seguimos em direção à sede da Colônia que enfeitava aqueles nossos passeios com o verde dos vales, a arquitetura da séde , charretes de colonos e um belo lago cheio de patos e gansos, peixes e cantos de passarinhos. Os passarinhos sumiram; o que era lago e bela séde são um brejo cheio de taboas, quase seco ,e um prédio caindo aos pedaços, mantendo ainda a data de sua construção: 1907.
Conversamos sobre o descaso das nossas autoridades em relação ao patrimônio histórico , comentando o amigo João Bidó: “Se eu tivesse grana, não precisava de governo para refazer tudo isto". “Estão enterrando aqui a história de muita gente; a minha inclusive”, disse João, confessando a sua tristeza, por mim compartilhada.
Algumas crianças brincavam ao lado da quase ruina. Aproveitei para retirar do carro mais algumas revistas usadas e lhes entreguei. Virou festa! Após recebê-las, deixaram as bricadeiras e correram , conduzindo-as para a casa visinha, onde moram, enquanto observávamos a alegria com que passavam as páginas.
Encantados , Sonia e Bidó prometeram fazer o mesmo daqui por diante. Iniciamos a conversa inevitável: muita gente deixa de dar presentes por não ter dinheiro. Não imaginam que podem fazer alegrias de muitas crianças com coisas tão simples como revistas e brinquedos usados.
Cumprida a visita, retornamos juntos, em carros diferentes, para a cidade; iriamos participar do Arrastão que tinha início previsto para as 12 horas. Deixei algumas revistas para entregar a outros meninos no bairro da Casca, mesmo caminho por onde retornaríamos. No trajeto, quando via crianças sentadas em algum lugar, parava o carro para fazer a entrega, enquanto João e Sonia assistiam ao “espetáculo”: as crianças “trocando tapa” por elas!
Foi uma manhã de festejo junino alegre e produtivo!
Depois ainda dizem que nosso povo não gosta de ler!
==============================================================
ARRASTÃO/ANIVERSÁRIO DE JOÃO BIDÓ .

Chegamos à praça e um amigo de João nos mostrou o livro, recém lançado , do Ex Prefeito de Jaguaqura, nosso amigo, ITALO RABELO DO AMARAL,
“JAGUAQUARA – DADOS HISTÓRICOS – INTENDENTES E PREFEITOS, Edição do Autor, de 2008,o qual estava á venda em uma banca ,ali no Jardim.
Compramos cada um exemplar e os depositamos no carro . A leitura ficaria para depois do Arrastão, que já se iniciava com todos o seus ingredientes: vendas dos lenços para os seus componentes, licor, amedoim , cerveja, e porque não ? pinga e wisky.
Em todas as casas visitadas, o de sempre: alegria, música, agradecimentos, terminando na casa de Márcia/Anaildes que, como sempre agracia os foliões com uma peça teatral, uma performance que é a marca do final do cortejo. Este ano, o tema foi o cangaço, com distribuição de boletim informativo sobre a história do bando de Lampião.
Após o arrastão , fomos eu e Ró para o Hotel Vaz, onde estávamos hospedados. No dia seguinte mais festa : Aniversário de João Bidó, com a tradicional feijoada, entrando e saindo gente, menos o aniversariante; Acurcio; “João, de Graça” , tabelião em Salvador, que há vinte e quatro anos escolhe Jaguaqura para os festejos juninos, com o seu timbau , e um amigo violinista e cantor amador, ambos nascidos e criados no Largo 2 de Julho. Ficaram todos nós animados e maravilhados com as músicas de todas as épocas, acompanhadas por todos os participantes . Para mim foi o último dia de festa.
Eu e Ró dormimos cedo e antes das cinco estávamos em pé.Após o banho, enquanto colocávamos as coisas no carro, iniciei a conversa com uma figura simpática que trabalha no Hotel Vaz, onde estávamos hospedados. Trata-se de Moisés Miranda. Quero saber dele e descubro que: nasceu na Vasco da Gama, em Salvador. Deixou a capital ainda criança guardando poucas lembranças de seu tempo de Capital. Sua mãe, filha de Jaguaquara , retornou para sua terra natal , mantendo uma banca de frutas. Moram no bairro da Casca. Restando algumas revistas no carro, pergunto se ele poderia entregá-las a qualquer criança daquele bairro. Respondeu-me que as leria e em seguida distribuiria .
Dscobrindo que Moisés é leitor, começei a atrasar a saída... conversa de revistas, livros, e sua distribuição, perguntei se poderia mandar mais para êle, pelo Correio. Respondeu que sim . E , entre outras coisas, falou que sonha ter uma biblioteca!
Não fosse Ró, com pressa para retornar, com medo dos engarrafamentos nas estradas, que também me acometia, certamente teria um grande motivo para atrasar ainda mais a saída da "Toquinha" e saber mais sobre Moisés e seu gosto por leitura.
Apressei um pouco, não sem antes tirar uma foto ao seu lado e ouvir dele o último reclamo:
“Fico triste, chateado até, ao ver professores cortando, rasgando livros e revistas para as crianças fazerem trabalhos escolares... deveriam mandar copiar”; e acrescentou: “se eu pudesse, não deixava”.

Quem quiser ajudar Moisés Miranda, a fazer sua biblioteca, pode entregar ou mandar livros e revistas, mesmo usadas, para o próprio Hotel Vaz, onde ele trabalha; O correio não entrega na sua residênica.

Além das ações filantrópicas que a turma do Arrastão promove nos festejos juninos, sugerimos mais este:
O ARRASTÃO DOS LIVROS ou FORRÓ DOS LIVROS: cada um leva um livro ou revista usada para entregar a qualquer criança, sugerindo o “plano piloto” no bairro da Casca.

A saída de Salvador para Jaguaquara foi complicada por um engarrafamento que se estendeu até Feira de Santana. Saímos seis da manhã e fomos chegar em Jaguaqura às 16 horas. Até Feira, foram seis horas!Nosso retorno para Salvador foi tranqüilo: saímos 6.12 de Jaguaqura e chegamos na Capital baiana às 12.30. Vimos devagar e não pegamos qualquer engarrafamento.

As fotos dos festejos e de outras vistas da Toca da Onça e algumas de Itiruçu, onde também estivemos, já estão postadas no muraldebugarin.com, em "galeria de fotos".

Clique mais de uma vez nas fotos para outras aparecerem e serem ampliadas.
Para ver as mais antigas, clique em "próxima", embaixo da página.

E mandem revistas e livros usados para Moisés e Terezinha Costa:

Terezinha Costa,

Rua Otavio Mangabeira, 98, Jaguaquara Bahia,CEP 45.345.000

--

MOISES MIRANDA,

Travessa D.Pedro II, 194, Hotel Vaz

CEP 45.345.000-Jaguaquara - Bahia.

Eles agradecem as doações e repassam para outras pessoas.

===============================
SÃO PEDRO E PEDAIS BAIANOS:

Passado o São João, vem aí São Pedro. No próximo domingo teremos o CANTO DA PRAÇA, no Jardim de Nazaré, das 10 às 12.30 horas. Entre os componentes, JOAO BANDOLA, POLY e outros apaixonados pela boa música. De graça e pode ir de bike . Se voce gosta de cantar, poderá dar uma canjinha.
No dia 02.07, cavalgada de 700 km, de Rui Barbosa até às romarias da Lapa, com participação de empresários, fazendeiros, advogados, médicos, comerciantes.
dia 18.08, Mundão, funcionário da Fundação Cultural do Estado da Bhaia, parte de Salvador, do Arenoso, Tancredo Neves, com o mesmo destino. Só que de bicicleta. Vai de barra circular, da Monark.
Em julho e agosto muitos pedais em Salvador. Veja a programação em muraldebugarin.com
Nesta semana, serão postadas, no muraldebugarin.com, as fotos do Forró da Toca.
Não jogue livros no lixo. Faça doações.
Deixe seu carro em casa e vá de bike.
22.09, dia sem carro. Veja na internet o moviento DIA MUNDIAL SEM CARRO. Faça o seu.

======



=============================================

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Pedal Jabuti dos Desgarrados Agarrados - Dom 22 Jun 08

Texto de Itana Mangieri

Após uma tarde de sábado reunidos lavando carros e bicicletas, saboreando feijoada e programando o que faríamos neste São João ... decidimos pedalar, óbvio ! Por volta das 9 hs os telefones tocaram e nos reunimos para iniciar a pedalada, até então sem destino certo. Eu, Dimitri e Lu, que pendurou um saco de amendoim cozido na bike. Entramos na pista de bicicross da orla. Estava vazia e nós aproveitamos para nossa volta de reconhecimento. Eu me diverti rindo à toa, pois nunca havia pedalado ou me aventurado nesse estilo (muita adrenalina com 3 marmanjos do MTB rodando uma pista de bicicross .. hehe). Pegamos a ciclovia da orla e então notamos que nenhum dos 3 havia levado uma máquina fotográfica para registrar nosso pedal dos Meridianos (das Meridas). Pedal sem registro fotográfico não “Póóóde”. Principalmente esse num estilo genuinamente “Jabuti”. Então nosso destino se tornou o “Village Bugarin” para fotos e visita dominical. Seguimos pela orla tranquilamente. Devido ao feriadão prolongado o trânsito da ciclovia e do calçadão estava livre, leve e solto ! Paramos na cancela do estacionamento de Piatã para comer os amendoins de Lu. Estava tão gostoso que até os seguranças do estacionamento ficaram olhando e os convidamos para dividir conosco. Mais à frente fizemos outra parada no supermercado para beber um gatorade e para Lu tirar din-din no caixa rápido, chegamos a casa de Bugarin. Ninguém sabia ou lembrava o número da casa para chamá-lo pelo interfone. A cada número digitado o equipamento informava “esse número não existe” e o jeito foi tocar em todas as casas e usar o telefone celular para contactar Bugarin, até que Diego e um dos vizinhos nos atenderam e informaram o número correto. Fomos recebidos com a simpatia de sempre por Lucinha, Buga, Diego e Thiago que nos mimaram com água gelada, fotos, mingau de aipim, laranjas, petiscos de azeitonas e queijo e, Lu, com “loiras geladas”. Além de um gostoso bate-papo, o cão da casa, Kiron, passeava de colo em colo. Nos despedimos e retornamos pela orla, com direito as cenas extravagantes de cidadãos espaçosos, como desmontar uma bike para manutenção em plena ciclovia (! sic !). Chegamos ao Parque de Pituaçu com uma última parada para coca-cola, cerveja gelada e programação do próximo encontro que, com certeza, será neste São João !

Imagens registradas por Bugarin na "Galeria de Fotos"



==============================

publicado no www.correiodabahia.com.br, em 26.06.2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008


Recortado do DIGESTIVO CULTURAL NEWS LETTERS



Meus segredos com Capitu>>> Dom Casmurro foi desses livros que li pelo apelo escolar. Não me traumatizei por isso. Bobagem. As pessoas param de gostar de ler porque nunca aprenderam isso direito. Soubessem o que é e fariam mais, como fazem outras coisas no dia-a-dia. Ler não é coisa extraordinária, no sentido de incomum e anormal. Ler é uma coisa alimentícia. Coisa boa, certamente.por Ana Elisa Ribeiro+ 3 comentário(s)


Não gostar de Machado>>> Não gostar de Machado de Assis, no Brasil, é arriscado. Quero dizer, se você sair por aí dizendo que não gosta. Mesmo se lhe foi pedida uma opinião... Você não corre o risco de ser surrado (não sei se essa garantia serve caso você esteja nos corredores da ABL), mas com certeza receberá aquele olhar de piedade que apenas os seres superiores sabem produzir.por Daniel Lopes+ 23 comentário(s)





COMO AJUDAR PESSOAS DE FORMA PRÁTICA, BARATA E ATÉ SEM SAIR DE CASA!
Valci barreto,advogado
editor do bikebook.blosgspot.com
colaborador do muraldebugarin.com
e da Folha do Reconcavo.



Muitas pessoas, comovidas e estimuladas por apelos do programas de tv, sermões de religiosos e de membros de entidades filantrópicas, fazem doações generosas a pessoas carentes. Sem os apelos, talvez jamais fariam as mesmas doações. As cenas das carencias do nosso povo, apresentadas naqueles programas, sempre acompanhados de artistas famosos, sensibilizam a todos. Muitos dos doadores , no entanto, fora destas ocasiões, nem se lembram de que ao seu lado estão pessoas muitas vezes até mais necessitando do que as apresentadas na TV. Ambas precisam e devem ajudadas, independentemente dos apelos televisivos. Há formas bem simpels de ajuda que podem ser realizadas sem maiores sacrifícios físicos ou econômicos e que, no entanto, produzem efeitos maravilhosos.Há pessoas que têm o que comer e onde morar, não vivem maiores dificuldades de sobrevivencia e , no entanto, possuem outras carencias geradas por fatores não essencialmente econômicos. Estas também precisam de ajuda. Como exemplo, uma pessoa de boa condição econômica pode estar em um hospital necessitando apenas de algum consolo, carinho, visita de alguém.No interior, há pessoas que se alimentam, moram e vivem relativamente bem. Mas são carentes, por exemplo , de livros. Para obter um, ou mesmo revistas usadas, têm que se deslocar por vários quilômetros. Isto também acontece nas periferias das grandes cidades. Todas elas podem ser ajudadas por meios simples, baratos , descomplicados.A leitura poderá fazer a vida de muita gente mudar para melhor, independentemente de tornar-se ela rica economicamente; Uma forma simples, barata, é descobrir alguém , notadamente criança, adolescente,que gosta de ler, e dar-lhe livros e revistas usadas.Se a pessoa carente mora perto de sua casa, bairro, trabalho, voce pode levar pessoalmente a doação. Deixe na porta, na janela, independentemente de ela saber de onde está vindo a doação. Se souber, também não é problema.Se a pessoa a quem você quer doar mora longe , até mesmo em outro Muncipio, anote o endereço, com o CEP. Os livros e revistas usadas que você iria jogar fora, podem ser encaminhadas pelo Correio. Não precisa ser por Sedex, registrada, nem em caixas ou pacotes caros.O pacote pode ser feito com qualquer papel, até de jornal velho. Por fora, cole papel liso, de qualquer cor(com letras ou propaganda às vezes o Correio rejeita).Mande como simples encomenda, sem registro, pois é muito mais barato. E se o pacote for desviado, o que é muito raro, não tem problema, outra pessoa vai ler. Pode ser para uma entidade, escola, prefeitura, associação de moradores, igreja de qualquer credo. No ponto de vendas de livros usados do senhor Alfredo, na Sete Portas, parte baixa da Ladeira do Funil, um livro ou revista pode ser adquirida por valores de um a cinco reais. A remessa de um livro, pelo correio, custa entre 3 a cinco reais, a depender do peso. Uma revistinha infantil custa menos ainda.Pegue uma revistinha infantil, põe no seu carro, moto ou bicicleta e entregue em qualquer entidade, a exemplo do NACCI, em Nazaré, Salvador.A revistinha infantil pode custar até 0.50 centavos , usada. A que voce tem em casa serve também.Pelo menos uma vez por mes, semana ou quinzena, sem atrapalhar meu dia a dia, tenho feito isto. Algumas vezes ponho no Correio, outras, em frente a entidadades filantrópicas, igrejas, ou simplemente faço oferta a alguém que percebo ser interessada por leitura. Não é para ser "bonzinho", demonstrar espirito de caridade, tentaativa de pagar passagem para o céu ou medo do inferno. Sou religioso, mas não é por religiosidade também . É só diversão. É uma questão prática , pensada em favor do bem, sem sacrifício, sem incomodo, sem mudar meu rumo do dia a dia e sem necessitar de estimulos dos programas da TV. Nada tenho contra eles. Mas não preciso dos seus estimulos para lever uma revistinha infantil ou um brinquedo, mesmo usado, para uma criança. São muitas as coisas que as pessoas jogam no lixo, inclusive livros, revistas, brinquedos que servem para muitas pessoas. Por tudo e tudo, é melhor doá-las do que jogar no lixo.Vez em quando passo de bicicleta pelo NACCI, no bairro de Nazaré e deixo lá algumas revistinhas infantis. As crianças adoram. Quanto me custa isto? Já estou passeando por ali, estou pedalando, divertindo-me; tenho livros e revistas que já não cabem em minhas prateleiras, porque não levar-las para aquelas pessoas?Deixo também na bibiloteca do Calabar. Tudo isto sem mudar meu rumo e sem me acrescentar qualquer despesa.Outro dia, lendo uma revista na fila do Elevador Lacerda, um rapaz não tirava os olhos dela. Perguntei-lhe se gostava de ler; "Leio tudo." " E meus irmãos também"´. -Leve esta para você, disse-lhe, ao que reagiu como se estivesse recebendo um grande prêmio. Agradeceu festivamente, no meio de todo mundo, como poucas vezes vi alguém assim proceder ao receber uma coisa tão simples e barata. Era uma revista semanal, usada.E acrescentou: "meus irmãos vão adorar!". Não sei quem é ele. Também não sabe quem eu sou. Nem faz isto qualquer diferença.Pois é , no centro de Salvador, onde há revista por todos os cantos, um rapaz tinha carência de uma que se pode encontrar em qualquer esquina. Foi mais uma lição para mim.Conheço duas pessoas que tiveram suas vidas modificadas por gestos simples, despretenciosos praticados por outrem. Um deles, ele próprio me contou a história, real, verdadeira:quando criança, diz ele, estava sentado em frente à sua casa quando passou um rapazinho com uma garrafa contendo um peixe vivo que pescara na praia . Este rapaz presenteou-lhe com o peixe despertando-lhe o prazer pela sua criação em aquário. Até hoje vive em salvador do comércio de peixes ornamentais, mantendo um grande interesse por cruzamentos e reprodução das mais variadas espécies. Comercializa , também, aquários e rações.O outro, não o conheço pessoalmente. Porém, primeiro vi seu depoimento na TV relatando como começou o seu interesse pelo mar e pela navegação. Tudo começou, disse ele, com um simples óculos de mergulho que recebeu de um amigo.Trata-se do navegador brasileiro, baiano, com ascendência russa, ALEIXO BELOV, cujas aventuras pelo mar, acompanhava eu , através das reportagens dos jornais da época.De um simples óculos de mergulho que recebeu de um amigo, resultou na grande aventura que o transformou no primeiro navegador brasileiro a fazer a volta ao mundo em solitário.Sua historia é contada no livro de sua autoria , A Volta ao Mundo em Solitário, impresso pela BIGRAF, em colaboração com a FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA, editado em 1981.Morava eu em Barreiras, interior da Bahia, quando o livro foi lançado. Devia a mim mesmo a sua leitura. Encontrei-o no Sebo do Daniel, Rua da Ajuda ,número 3, esta semana. Vibrei com o achado. E vi, em suas páginas, o que já conhecia dos depoimentos do autor nos programas televisivos.Diz Belov em seu livro:-"lembro-me muito bem. Jadiel Oliveira, um amigo nosso, resolveu estudar no Itamarati. Assim sendo, mudou-se naquele tempo para o Rio de Janeiro e, entre as coisas que resolveu não levar e distribuir com amigos, me coube um óculos de mergulho. Isto foi em 1957, creio que fora a primeira vez que tive a oportunidade de ver uma máscara de mergulho. ........jamais imaginei aonde estes óculos um dia iriam me levar. ""Afirmou Belov, no programa de TV, que está construindo um navio escola para que crianças possam descobrir os segredos do mar, dizendo ele querer devolver-lhes o que de graça também recebeu.Pelo que li, embora não declarado pelo autor, não foram apenas os óculos que o levou tão longe. Creio que, muitas leituras, antes e durante a viagem , prestaram-lhe grande ajuda.Alguém pode perguntar: "e você, o que tem a ver com isto?" Como diria Caetano e Gil, juntos:" tudo... ou nada...."Em vez de óculos de mergulho, e garrafa com peixes, tive eu, de graça, de meu pai e dos meus avós de consideração, moradores da pequena localidade do Alambique, em Jaguaquara, as revistas O Cruzeiro. Elas me levaram ,e ainda me lavam, a grandes viagens, sem sair de casa e sem os riscos das tormentas enfrentadas por Belov.Para doar livros e revistas a outras pessoas, é infinitamente mais barato do que a construção de um barco. Alguns dão barcos , comida, óculos de mergulho. Qualquer um pode doar livros e revistas usadas. E não são menos importantes.Caetano Veloso costuma dizer que queria mesmo era fazer cinema. Foi para a música porque era mais barato.Talvez por isto, mesmo tendo tido muita vontade de navegar por aí, até mesmo em canoa, jogar na seleção brasileira, ser cineasta, tive que escolher livros e bicicletas. Não somente por falta de talento para os outros “brinquedos” mas pelos mesmos motivos que fizeram Caetano escolher a música. Despertando os livros em mim aprendizados e sensações gostosas, sempre que posso quero partilhá-las com outras pessoas. Terezinha Costa é uma pessoa muito querida minha. Minha primeira infância foi no local onde ela ainda mora.Por ela gostar de ler, frequentemente mando-lhe um livro, revista, através do Correio. Está ela avisada de que, se algum não for do seu gosto, pode entregar em qualquer ônibus escolar que passar em frente da sua casa, ou a qualquer criança que demonstrar interesse por livro.A festa de crianças por revistinhas infantis acontece em qualquer lugar do planeta. Aí está o endereço de Terezinha Costa, para quem quiser mandar livro ou revista. Depois das leituras, estes mesmos livros serão entregues para as crianças que passarem em ônibus escolares em frente da sua casa.

Aí está o enderço de Terezinha. Mas voce pode escolher pessoas ou outros endereços de qualquer local do planeta.

Fosse o nosso povo mais chegado à leitura, os livros poderiam ser colocados em frente das nossas casas para os interessados apanharem. Porém, esta não é a melhor forma: eles irão parar no lixo; ou catadores de papel os levarão para as trituradoras da industriia de reciclagem que, com certeza, será um bom destino para livros e revistas; ainda que usadas.

Aí está o endereço de
TEREZINHA COSTA, Av. Otavio Mangabeira, 98, CEP 45.345.000 , JAGUAQURA-BAHIA. Este é endereço de sobrinhos dela que moram na cidade. Onde ela mora o Correio não chega mas os seus sobrinhos levam-nos até ala. Há milhares de locais no mundo, até mais difíceis, onde podem chegar suas doações de brinquedos, livros e revistas usadas, sem ter você que desviar seu rumo para casa , escola, trabalho, lazer ou ter que esperar o novo programa de TV.Fazendo assim, quem sabe não estamos ajudando a formar cientistas, literatos, construtores, ou simplesmente levando emoções para as pessoas, a preço tão barato?Amyr Klink afirma que não foram barcos os primeiros a lhe despertar o desejo de navegar. Diz sempre que foram os livros que lhe mostraram os caminhos; foi lendo as histórias dos grandes navegadores que se interesssou por navegação. Mineiro, sem mar, foi com seus livros parar em Paraty. Para Belov, bastaram os óculos; o mar estava aos seus pés, na Ladeira do Paiva. Ambos contando belas histórias, começadas com coisas e gestos tão simples, ao alcance de qualquer um : livros e óculos usados.Muitas coisas usadas que voce não quer mais, podem mudar vidas. O livro é uma delas. Não os jogue no lixo; faça doações a bibliotecas comunitárias; sebos; Igrejas, de qualquer credo, ou simplesmente entregue a alguém na rua, como fez o rapaz com o peixinho; e o Jadiel com o Aleixo.Espalhem esta idéia, esta prática. Vai ajudar a muita gente; se não a ganhar dinheiro, descobrir remédios para os males da humanidade, pelo menos a provocar-lhes gostosas emoções contidas nos mistérios e nas deliciosas artimanhas da leitura.=======
====================================================================
Dica de leitura a respeito deste tema:

SAÍ DA MICROSOFT PARA MUDAR O MUNDO, editora sextante.

Nesta obra , John Wood, alto exectutivo da Microsoft, comovido com as crianças sem livros do Nepal conta porque deixou o emprego para desenvolver grandes projetos para ajudar as crianças do NEPAL, CAMBOJA, INDIA a aprender a ler. è um mega projeto social, há anos já em execução. Mas voce pode fazer o seu, fazendo do jeito que voce puder.
==================================================================
relação de sebos, pontos de livros usados nobikebook.blogspot.com
====================================================================

quinta-feira, 19 de junho de 2008

AJUDE, PODE SER BARATO E ATÉ DE GRAÇA

Valci barreto,advogadoeditor do bikebook.blosgspot.colaborador do muraldebugarin.com

Folha do Reconcavo.

Muitas pessoas, comovidas e estimuladas por apelos do programas de tv, sermões de religiosos e de membros de entidades filantrópicas, fazem doações a carentes que em outras circunstâncias jamais fariam. As cenas das carencias do nosso povo, apresentadas naqueles programas, sempre acompanhados de artistas famosos, sensibilizam a todos. Muita gente, no entanto, fora destas ocasiões, nem se lembram de que ao seu lado estão pessoas que também precisam de ajuda , muitas delas até mais necessitadas do que as mostradas na TV, que precisam e podem ser ajudadas até de forma mais fácil. Há pessoas que somente conseguem se desprender de algo, quando envolvidas por apelos televisivos ou sermões de entidades religiosas ou filantrópicas.
Há formas de ajudar muito simples que podem ser realizadas sem maiores sacrifícios físicos ou econômicos e que, no entanto, produzem efeitos maravilhosos.
Há pessoas que não possuem carencias economicas maiores, têm o que comer e onde morar tendo no entanto , outras carências geradas por limitações que não são essencialmente econômicas. Como exemplo, uma pessoa de boa condição econômica pode estar em um hospital necessitando apenas de algum consolo, carinho, visita de alguém.
No interior, há pessoas que se alimentam, vivem bem sem maiores dificuldades econômicas. Mas são carente, por exemplo , de livros. Para obter um ou mesmo uma revista usada, têm que se deslocar por vários quilômetros. Isto também acontece nas periferias das grandes cidades. Estas pessoas necessitam e merecem , também de ajuda . E podem ser ajudadas por meios simples, baratos , descomplicados.
A leitura poderá fazer a vida de muita gente mudar para melhor, independentemente de tornar-se ela rica economicamente; e qualquer pessoa, mesmo sem maiores condições econômicas, pode ajudar.
Uma forma simples, barata, é descobrir alguém , notadamente criança, adolescente,que gosta de ler e dar-lhe livros e revistas usadas.

Se a pessoa mora perto de sua casa, bairro, trabalho, leve pessoalmente. Deixe na porta, na janela, independentemente de ela saber de onde está vindo. Se souber, também não é problema.
Se a pessoa a quem você quer doar mora longe da sua casa, anote o endereço, com CEP. Os livros e revistas usadas que você iria jogar fora, podem ser encaminhadas pelo Correio. Para encaminhar pelo Correio, não precisa ser por Sedex, registrada, nem em caixas ou pacotes caros.
O pacote pode ser feito com qualquer papel, até de jornal velho. Por fora, cole papel liso, de qualquer cor(com letras ou propaganda às vezes o Correio rejeita).Mande como simples encomenda, sem registro, pois é muito mais barato. E se o pacote for desviado, o que é muito raro, não tem problema, outra pessoa vai ler. Pode ser para uma entidade, escola, prefeitura, associação de moradores, igreja de qualquer credo. Ou para uma criança qualquer que você apenas anotou o endereço.
No ponto de vendas de livros usados do senhor Alfredo, na Sete Portas, parte baixa da Ladeira do Funil, um livro ou revista usada pode ser adquirida por valores de um a cinco reais. A remessa de um livro, pelo correio, custa entre 3 a cinco reais, a depender do peso. Uma revistinha infantil custa menos ainda.Pegue uma revistinha infantil, ponha no seu carro, moto ou bicicleta e entregue em qualquer entidade, a exemplo do NACCI, em Nazaré, Salvador.A revistinha infantil pode custar até 0.50 centavos , usada. A que você tem em casa serve também.Pelo menos uma vez por mes, semana ou quinzena, sem atrapalhar meu dia a dia, tenho feito isto. As vezes ponho no Correio, às vezes deixo em frente a entidadades filantrópicas, igrejas, ou simplemente faço oferta a alguem que percebo ser interessada por leitura, de qualquer idade. Não é para ser "bonzinho", demonstrar espirito de caridade. Nada disso. É uma questão prática , pensada em favor do bem, sem sacrifício, sem incomodo, sem mudar meu rumo do dia a dia e sem precisar ver os necessitados nos programas de Tv. São muitas as coisas que as pessoas jogam no lixo, inclusive livros, revistas, brinquedos. Por tudo e tudo, é melhor doá-las do que jogar no lixo.

Vez em quando passo de bicicleta pelo NACCI, no bairro de Nazaré e deixo lá algumas revistinhas infantis. As crianças adoram. Quanto me custa isto? Já estou passeando por ali, estou pedalando, divertindo-me com o pedal;tenho livros e revistas que já não cabem em minhas prateleiras, porque não levá-lasr para aquelas pessoas?
Deixo também na bibiloteca do Calabar. Tudo isto sem mudar meu rumo e sem me acrescentar qualquer despesa.
Outro dia, lendo uma revista na fila do Elevador Lacerda, um rapaz não tirava os olhos da revista. Perguntei-lhe se gostava de ler. "Leio tudo. E meus irmãos também"´. -Leve esta para você, disse-lhe, ao que reagiu como se estivesse recebendo um grande premio. Agradeceu festivamente, no meio de todo mundo, como poucas vezes vi alguém assim proceder ao receber uma coisa tão simples e barata. Era uma revista semanal, usada.E acrescentou: "meus irmãos vão adorar!". Não sei quem é ele. Também não sabe quem eu sou. Nem faz isto qualquer diferença.
Pois é , no centro de Salvador, onde há revista por todos os cantos, um rapaz tinha carência de uma bem comum . Foi mais uma lição para mim que estou transmitindo por achar interessante, útil, alégre, barata.
Conheço duas pessoas que tiveram suas vidas modificadas por gesto simples, despretencioso feito por alguém. Um deles, ele próprio me contou a história, real, verdadeira:
Quando criança, diz ele, estava sentado em frente à sua casa quando passou um rapazinho com uma garrafa contendo um peixe vivo que pescara na praia . Este rapaz deu-lhe aquele peixe de presente que determinou, com o tempo, o prazer pela criação de peixes em aquário. Até hoje vive da criação de peixes ornamentais em Salvador, mantendo um grande interesse por cruzamentos e reprodução das mais variadas espécies, vendendo ainda aquários e rações.
O outro, não o conheço pessoalmente. Porém, primeiro vi seu depoimento na TV, relatando como começou o seu interesse pelo mar e pela navegação. Tudo começou, disse ele, com um simples óculos de mergulho que recebeu de um amigo.
Trata-se do navegador brasileiro, baiano, com ascendência russa, ALEIXO BELOV, cujas aventuras pelo mar, acompanhava eu , através das reportagens dos jornais da época.
De um simples óculos de mergulho que recebeu de um amigo, resultou na grande aventura que o transformou no primeiro navegador brasileiro a fazer a volta ao mundo em solitário.
Sua historia é contada em livro de sua autoria , A Volta ao Mundo em Solitário, impresso pela BIGRAF, em colaboração com a FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA, editado em 1981.
Morava eu em Barreiras, interior da Bahia, quando o livro foi lançado. Devia a mim mesmo a sua leitura. Encontrei-o no Sebo do Daniel, Rua da Ajuda ,número 3, esta semana. Vibrei com o achado. E vi, em suas páginas, o que já conhecia dos depoimentos do autor nos programas televisivos.

Diz Belov em seu livro:

-"lembro-me muito bem. Jadiel Oliveira, um amigo nosso, resolveu estudar no Itamarati. Assim sendo, mudou-se naquele tempo para o Rio de Janeiro e, entre as coisas que resolveu não levar e distribuir com amigos, me coube um óculos de mergulho. Isto foi em 1957, creio que fora a primeira vez que tive a oportunidade de ver uma máscara de mergulho. ....
....jamais imaginei aonde estes óculos um dia iriam me levar. ""
Afirmou Belov, no programa de TV, que está construindo um navio escola para que crianças possam descobrir os segredos do mar, dizendo ele querer devolver a elas o que de graça também recebeu.
Pelo que li, embora não declarado pelo autor, não foram apenas os óculos que o levou tão longe. Creio queb muitas leituras, antes e durante a viagem , prestaram-lhe grande ajuda.
Alguém pode perguntar: e você, o que tem a ver com isto?
Como diria Caetano e Gil, juntos:" tudo... ou nada...."
Em vez de óculos de mergulho, e garrafa com peixes, tive eu, de graça, de meu pai e dos meus avós de consideração, moradores da pequena localidade do Alambique, em Jaguaquara, as revistas O Cruzeiro. Elas me levaram e ainda me lavam, a grandes viagens sem sair de casa e sem os riscos das tormentas enfrentadas por Belov.Doar livros e revistas , é infinitamente mais barato do muitos outros gestos filantrópicos. Alguns doam barcos , tijolos, comida, óculos de mergulho. Qualquer um pode doar livros e revistas usadas. E não são menos importantes.
Caetando Veloso costuma dizer que queria mesmo era fazer cinema. Foi para a música porque era mais barato.
Talvez por isto, e por falta de talento para viver deles, tive que escolher livros ,revistas, bicicletas usadas e baratas , mesmo tendo tido muita vontade de também navegar por aí, até mesmo em canoa; jogar na seleção brasileira; fazer cinema, cantar com os Beatles, namorar Brigitte Bardot e suas concorrentes da minha adolescencia. Despertando em mim aprendizados e sensações gostosas, sempre que posso quero partilhá-las com outras pessoas. Tenho lido, andado de bicicleta e estimulado as duas práticas, apenas como diversão gostosa e barata. O mesmo faço com doações de livros e revistas usadas.
Terezinha Costa é uma pessoa muito querida minha. Minha primeira infância foi entre o Alambique, onde ela ainda mora, e a localidade de Agua Doce, pequeno povoado que não mais existe. Por ela gostar de ler, frequentemente mando-lhe um livro, uma revista, através do Correio. Está ela avisada de que, se algum não for do seu gosto, ou não tiver onde guardaar, está autorizada a entregar em qualquer ônibus escolar que passar em frente da sua casa, ou a qualquer criança que demonstrar interesse por livro.A festa de crianças por revistinhas infantis acontece em qualquer lugar do planeta. Aí está o endereço de Terezinha Costa, para quem quiser mandar livro ou revista, que vão terminar, depois das leituras, nas mãos das crianças que passam em ônibus escolares em frente da sua casa:
TEREZINHA COSTA, Av. Otavio Mangabeira, 98, CEP 45.345.000 , JAGUAQURA-BAHIA. Este é endereço de sobrinhos dela que moram na cidade. Onde ela mora o Correio não chega.

No São João de 2008 hospedei-me no Hotel Vaz, em Jaguaquara, onde descobri um funcionário daquele hotel que me revelou o gosto pela leitura, dizendo ele sonhar em ter uma biblioteca. Trta-se de Moisés Miranda, para quem podem os leitores interessados mandar livros pelo correio. Promete ler , guardar e também repassar para as crianças do bairro da Casaca , onde mora e onde também o correio não chega.

MOISES MIRANDA,
Hotel Vaz, Av. Dom Pedro II, Muritiba,
Jaguaquara Bahia , CEP 45.345.000-Jaguaquara Bahia.

Há milhares de locais no mundo, até mais difíceis, onde podem chegar suas doações de brinquedos, livros e revistas usadas, sem ter que desviar seu rumo para casa , escola, trabalho, lazer. E pode começar logo. Não precisa esperar os pedidos e apelos da TV e dos sermões.

Fazendo assim, quem sabe não estamos ajudando a formar cientistas, literatos, construtores, ou simplesmente levando emoções para as pessoas?
Amyr Klink afirma que não foram barcos os primeiros a lhe despertar o desejo de navegar. Diz sempre que foram os livros que lhe mostraram os caminhos. As histórias dos navegadores que lia em sua infância foram os grandes inspiradores. Mineiro, sem mar ,foi com seus livros parar em Paraty. Para Belov, bastaram os óculos; o mar estava aos seus pés, na Ladeira do Paiva, em Salvador. Ambos contando belas histórias, começadas com coisas e gestos tão simples, ao alcance de qualquer um : livros e óculos usados.
Muitas coisas usadas que voce não quer mais, podem mudar vidas. O livro é uma delas. Não os jogue no lixo; faça doações a bibliotecas comunitárias; Igrejas, de qualquer credo, ou simplesmente entregue a alguém na rua, como fez o rapaz com o peixinho trazido da práia; e o Jadiel que transformou a vida do Aleixo.Espalhem esta idéia, esta prática. Vai ajudar a muita gente; se não a ganhar dinheiro, descobrir remédios para os males da humanidade, pelo menos a provocar-lhes gostosas emoções contidas nos mistérios e nas deliciosas artimanhas da leitura.
=======
relação de sebos, pontos de livros usados , pessoas e locais para quem quiser fazer doação de livros.
bikebook.blogspot.com

quarta-feira, 18 de junho de 2008


Materia completa: http://farmale.blogspot.com/2008/02/ces-usados-como-isco-para-tubaro-em.html Petição: http://www.30millionsdamis.fr/agir-pour-les-animaux/petitions/signer-petition/petition-signature/1.html


Cães usados como isco para tubarão em ilha francesa


Cães e gatos, vivos e mortos, estão a ser usados como isca para tubarões por pescadores amadores na ilha sob administração francesa de Réunion, revelaram organizações de defesa dos direitos dos animais e as autoridades locais.A pequena ilha vulcânica localizada ao largo da costa oriental de África está repleta de cães vadios, mais de 150000, diz Reha Hutin, presidente da organização com sede em Paris Fondation 30 Millions d'Amis.
Hutin enviou uma equipe de filmagens a Réunion no Verão passado, para obter provas documentais de que os animais vivos estavam a ser usados como isca para tubarões, com o objectivo de expor esta bárbara prática no programa de defesa dos direitos dos animais da organização na televisão.
Não foi preciso muito tempo para que a equipe descobrisse três casos, diz ela. Um vídeo e fotografias mostram os cães com diversos anzóis profundamente presos nas patas e focinho.
"Foi a partir daí que todos começaram a levar a situação a sério, percebemos que era mesmo verdade."Um veterinário conseguiu tratar com sucesso um dos cães, o cão de seis meses de idade com um anzol no focinho que se vê na foto acima, na SPA (Société Protectrice des Animaux) da capital de Réunion, St.-Denis.
Ao contrário da maioria dos animais usados nesta prática, o cão era o animal de estimação de alguém, revela Saliha Hadj-Djilani, repórter do programa televisivo da organização. O cão tinha, aparentemente, escapado aos seus captores e foi levado à SPA por um cidadão preocupado. Totalmente recuperado, o animal já está de regresso a casa e à companhia dos donos.
Os outros dois casos descobertos pela organização francesa eram animais vadios, que vivem agora em França com novos donos. A Fundação planeja financiar um programa de esterilização dos animais vadios da ilha para reduzir o excesso destes animais mas não será uma tarefa fácil. Hutin refere que muitos dos locais consideram os animais vadios como pestes, "a vida de um cão vadio não tem valor nenhum lá".
Stephanie Roche da Fundação Brigitte Bardot, outro grupo de defesa dos animais com sede em Paris, confirmou que animais vivos estavam a ser usados como isco na ilha de Réunion. Mas, considera ela, não se trata de uma prática comum.A organização Bardot tem vindo a combater esta prática desde há uma década mas esta é a primeira vez que os políticos de Réunion reagiram fortemente e com rapidez para acabar com esta prática, diz Roche. No mês passado, passou a ser ilegal aos barcos de pesca transportar cães e gatos, vivos ou mortos.A embaixada francesa em Washington, D.C., emitiu um comunicado escrito condenando a utilização de cães como isco de tubarão, enfatizando que tais actos são ilegais e não serão tolerados em território francês. Segundo a embaixada, estes são "casos muito isolados e as autoridades da ilha estão a controlar a situação de perto".
No início deste mês realizou-se o primeiro processo em que um pescador foi acusado de usar cães vivos como isco. As autoridades descobriram um cachorro com sete meses de idade na propriedade de John Claude Clain em Julho, já com três anzóis espetados nas patas e focinho.Clain, um entregador de pão com 51 anos, foi considerado culpado de crueldade contra os animais e multado em €5000, relata o jornal local Clicanoo. No entanto, o pescador amador alega que não usou o cachorro como isco mas que o animal se tinha enredado numa armadilha para protecção da capoeira.
O caso de Clain não é único, diz Fabienne Jouve da GRAAL (Groupement de Réflexion et d'Action pour l'Animal), uma organização de defesa dos direitos dos animais com base em Charenton-le-Pont, França. "Ultimamente, quase todas as semanas, temos encontrado cães com anzóis na ilha, para não falar de gatos encontrados nas praias e parcialmente devorados por tubarões."
Uma vez que os pescadores capturem os animais, colocam-lhes imediatamente anzóis, "ou pelo menos no dia anterior, para que sangrem o suficiente". Alguns escapam antes de serem atirados ao mar, outros não têm essa sorte.Após os anzóis serem colocados nas patas e/ou focinhos, os animais são atados a tubos infláveis com linha de pesca e largados no mar, relata o Clicanoo. Para evitar a detecção, os pescadores colocam o isca no meio da noite e regressam de manhã para verificar se capturaram algum tubarão.
"Este tipo de prática bárbara não tem qualquer tipo de desculpa em pleno século XXI", diz Jouve.A organização americana Sea Shepherd Conservation Society de Friday Harbor, no estado de Washington, está a oferecer uma recompensa de U.S. $1000 aos agentes da polícia de Réunion que prenda pessoas que utilizem cães e gatos como isco para tubarões.
Tanto a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals do Reino Unido, como a Fondation 30 Millions d'Amis estão a apelar aos amigos dos animais que assinem uma petição exigindo ao governo francês a implementação de medidas legais contra a utilização de cães e gatos vivos como isca de tubarões.



"O Homem tem feito na Terra um inferno para os animais."

Arthur Schopenhauer

terça-feira, 17 de junho de 2008

MURALDEBUGARIN.COM = FAÇA UMA VISITA A ESTE BLOG
Em 18.08.2008, Mundão, que trabalha na Fundação Cultural do Estado da Bahia, e que já foi personagem de reportagem do REDE BAHIA REVISTA, partirá em sua bicicleta Monark Barra Circular,( foto),em direção às romarias de Bom Jesus da Lapa.


Quem quiser ajudar o Mundão, com camisetas, roupas, ou mesmo , de preferencia, uma graninha, ele aceita e agradece.
A viagem de Mundão tem apoio do muraldebugarin.com e do bikebook.blogspot.com.
Sairá do Arenoso, Tancredo Neves, Salvador, onde mora.
Aí está o fone do Mundão: 91665133
AJUDE, PODE SER BARATO E ATÉ DE GRAÇA

Valci barreto
advogado
editor do bikebook.blosgspot.com
colaborador do muraldebugarin.com
folha do reconcavo.

Muitas pessoas, comovidas e estimuladas por apelos do programas de tv, sermões de religiosos de membros de entidades filantrópicas, fazem doações a carentes que em outras circunstâncias jamais fariam. As cenas das carencias do nosso povo, apresentadas naqueles programas, sempre acompanhados de artistas famosos, sensibilizam a todos. Muita gente, no entando, fora daqueles apelas, nem se lembram que no dia a dia podem ajudar a pessoas que estão ali ao saldo e com as mesmas ou maires carencias do que os motrados na TV. Há pessoas que somente conseguem se desprender de algo, quando comovidas por aqueles apelos.
Há formas de ajudar muito simples que podem ser realizadas sem maiores sacrificos, físicos ou econômicos e que, no entando, produzem efeitos maravilhosos.

Há pessoas que não possuem carencias economicas maiores, têm o que comer e onde morar. Pussuem no entanto , outras carências geradas, muitas vezes por limitações outras que não são essencialmente econômicas. Como exemplo, uma pessoa de boa condição econômica pode estar em um hospital necessitando apeas de algum consolo, carinho, visita de alguem.
No interior há pessoas que se alimentam, vivem bem sem maiores dificuldades econômicas. Mas são carente, por exemplo , de livros. Para obter um livro ou uma revista, muitas vezes tem que se deslocar por vários quilomentros. Isto acontece também nas periferias das grandes cidades. Estas pessoa necessitam e merecem , também de ajuda que pode ser feita por meios simples, baratos , descomplicados.
A leitura poderá fazer a vida de muita gente mudar para melhor, independentemente de tornar-se ela rica economicamente.
E qualquer pessoa, mesmo sem maiores condições econômicas, pode ajudar.
Uma forma simples, barata, é descobrir alguem , notadamente criança, adolescente,que gosta de ler, e dar-lhe livros e revistas usadas.

Se a pessoa mora perto de sua casa, bairro, trabalho, leve pessoalmente. Deixe na porta, na janela, independentemente de ela saber de onde está vindo. Se souber, também não é problema.
Se a pessoa a quem voce quer doar mora longe da sua casa, anote o endereço, com cep. Os livros e revistas usadas que voce iria jogar fora, podem ser encaminhadas pelo Correio. Para encaminhar pelo Correio, não precisa ser por Sedex, registrada, nem em caixas ou pacotes caros.
O pacote pode ser feito com qualquer papel, até de jornal velho. Por fora, cole papel liso, de qualquer cor(com letras ou propaganda às vezes o Correio rejeita).Mande como simples encomenda, sem registro, pois é muito mais barato. E se o pacote for desviado, o que é muito raro, não tem problema , outra pessoa vai ler. Pode ser para uma entidade, escola, prefeitura, associação de moradores, igreja, de qualquer credo. ou para uma criança qualquer que voce apenas anotou o endereço.

No ponto de vendas de livros usados do senhor Alfredo, na Sete Portas, parte baixa da Ladeira do Funil, um livro ou revista usada pode ser adquirida por valores de um a cinco reais. A remessa de um livro, pelo correio, custa entre 3 a cinco reais, a depender do peso. Uma revistinha infantil custa menos ainda.

Pegue uma revitinha infantil, põe no seu carro, moto ou bicicleta,e entregue em qualquer entidade, a exemplo do NACCI, em Nazaré, Salvador.

A revistinha infantil pode custar até 0.50 centavos , usada. A que voce tem em casa serve também.

Pelo menos uma vez por mes, semana ou quinzena, sem atrapalhar meu dia a dia, tenho feito isto. As vezes ponho no Correio, às vezes deixo em frente a entidadades filantrópicas, igrejas, ou simplemente faço oferta a alguem que percebo ser interessada por leitura., de qualquer idade. Não é para ser "bonzinho", demonstrar espirito de caridade. Nada disso. É uma questão prática , pensada em favor do bem, sem sacrifício, sem incomodo, sem mudar meu rumo do dia a dia e sem precisar ver os necessitados nos programas de Tv. São muitas as coisas que as pessoas jogam no lixo, inclusive livros, revistas, brinquedos. Por tudo e tudo, é melhor dolas do que jogar no lixo.

Vez em quando passo de bicicleta pelo NACCI, no bairro de Nazaré e deixo lá algumas revistinhas infantis. As crianças adoram. Quanto me custa isto? Já estou passeando por ali, estou pedalando-me com o pedal, tenho livros e revistas que já não cabem em minhas prateleiras, porque não levar para aquelas pessoas?
Deixo também na bibiloteca do Calabar. Tudo isto sem mudar meu rumo e sem me acrescentar qualquer despesa.
Outro dia, lendo uma revista na fila do Elevador Lacerda, um rapaz não tirava os olhos da revista. Perguntei-lhe se gostava de ler. "Leio tudo. E meus irmãos também"´. -Leve esta para voce, disse-lhe e ele reagiu como se estivesse recebendo um grande premio. Agradeceu festivamente, no meio de todo mundo, como poucas vezes vi alguem agradecendo o recebimento de uma coisas tão simples e barata. Era uma revista semanal, usada.E acrescentou: "meus irmãos vão adorar!" Não sei quem é ele. Também não sabe quem eu sou. Nem faz isto qualquer difrença.
Pois é , no centro de Salvador, onde há revista por todos os cantos, um rapaz tinha carencia de uma bem comum . Foi mais uma lição para mim.
Conheço duas pessoas que tiveram suas vidas modificadas por gesto simples, despretencioso, de alguém. Um deles, ele próprio me contou a historia, real, verdadeira:
Criança, estava sentado em frente à sua casa quando passou um rapazinho com uma garrafa contendo um peixe vivo que pescara na praia . Este rapaz deu-lhe aquele peixe de presente despertando-lhe o prazer pela criação de peixes de aquario. Até hoje vive da crianção de peixes ornamentais em Salvador, mantendo um grande interesse por cruzamentos e reprodução das maris variadas espécies, vendo ainda aquários e rações.

O outro, não o conheço pessoalmente. Porém, primeiro vi seu depoimento na TV relatanto como começou o seu interesse pelo mar e pela navegação. Tudo começou, disse ele, com um simples óculos de mergulho que recebeu de um amigo.

Trata-se do navegador brasileiro, baiano, com ascendencia russa, ALEIXO BELOV, cujas aventuras pelo mar, acompanhava eu , através das reportagens dos jornais da época.
De um simples óculos de mergulho que recebeu de um amigo, resultou na grande aventura que o transformou no primeiro navegador brasileiro a fazer a volta ao mundo em solitário.
Sua historia é contada em livro de sua autoria , A Volta ao Mundo em Solitário, impresso pela BIGRAF, em colaboração com a FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA, editado em 1981.
Morava eu em Barreiras, interior da Bahaia, quando o livro foi lançado. Devia a mim mesmo a leitura sua leitura. Encontrei-o no Sebo do Daniel, Rua da Ajuda ,número 3, esta semana. Vibrei com o achado. E vi, em suas páginas, o que já conhecia de depoimento do autor em programa de TV:
-"lembro-me muito bem. Jadiel Oliveira, um amigo nosso, resolveu estudar no Itamarati. Assim sendo, mudou-se naquele tempo para o Rio de Janeiro e, entre as coisas que resolveu não levar e distribuir com amigos, me coube um óculos de mergulho. Isto foi em 1957, creio que fora a primeira vez que tive a oportunidade de ver uma máscara de mergulho. ....
....jamais imaginei aonde estes óculos um dia iriam me levar. ""
Afirmou Belov, no programa de TV, que está construindo um navio escola para que crianças possam descobrir os segredos do mar, dizendo ele querer devolver a elas o que de graça também recebeu.
Pelo que li, embora não declarado pelo autor, não foram apenas os óculos que o levou tão longe. Creio que, muitas leituras, antes e durante a viagem , prestaram-lhe grande ajuda.
Alguem pode perguntar: e voce, o que tem a ver com isto?
Como diria Caetano e Gil, juntos:" tudo... ou nada...."
Em vez de óculos de mergulho, e garrafa com peixes, tive eu, de graça, de meu pai e dos meus avós de consideração, moradores da pequena localidade do Alambique, em Jaguaquara, as revistas O Cruzeiro. Elas me levaram a ainda me lavam, a grandes viagens, sem sair de casa e sem os riscos das tormentas enfrentadas pelo Belov.Para doar livros e revistas a outras pessoas, é infinitamente mais barato do que a construção de um barco. Alguns dão barcos , comida, óculos de megulho. Eu posso doar livros e revistas usadas. E não acho menos importantes.
Caetando Veloso costuma dizer que queria mesmo era fazer cinema. Foi para a música porque era mais barato.
Talvez por isto, mesmo tendo tido muita vontade navegar por aí, até mesmo em canoa, jogar na seleção brasileira, ser cineasta, tive que escolher os livros pelos mesmos moitivos que Caetano escolheu a música. Nem por isto são menos importantes.

Terezinha Costa é uma pessoa muito querida minha. Minha primeira infancia foi no local onde ela ainda mora.

Por ela gostar de ler, frequentemente mando-lhe um livro, uma revista, através do Correio. E foi ela avisada de que, se algum não for do seu gosto, pode entregar em qualquer ônibus escolar que passar em frente da sua casa, ou a qualquer criança que demonstrar interesse por livro.

A festa de crianças por revistinhas infantis acontece em qualquer lugar do planeta.

Aí está o endereço de Terezinha Costa, para quem quiser mandar livro ou revista para ela:
TEREZINHA COSTA, Av. Otavio Mangabeira, 98, CEP 45.345.000 , JAGUAQURA-BAHIA. Este é endereço de sobrinhos dela que moram na cidade. Onde ela mora o Correio não chega. Há milhares de locais no mundo , até mais difíceis, onde podem chegar suas doações de brinquedos, livros e revistas usadas, sem voce ter que desviar seu rumo para casa , escola, trabalho, lazer.

FÁCIL, NÃO? Será que é preciso dos apelelos televisivos, ongs, associaçoes , gente carente na TV, para merecer gestos tão simples, barato e tão importante quanto?
Fazendo assim, quem sabe não estamos ajudando a formar cientistas, literatos, construtores, ou simplesmente levando emoções para as pessoas, a preço tão barato?
Amir Klink afirma que não foram óculos nem barcos os primeiros a lhe fazer a opção pelo mar. Diz sempre que foram os livros que lhe mostraram os caminhos; as histórias dos navegadores que lia em sua infancia foram os grandes inspiradores. Mineiro, sem mar foi com seus livros vros parar em Paraty. Para Belov, bastaram os óculos; o mar estava aos seus pés, na Ladeira do Paiva. Ambos contando belas histórias, começadas com coisas e gestos tão simples, ao alcance de qualquer um : livros e óculos usados.

Muitas coisas usadas que voce não quer mais, podem mudar vidas. O livro é uma delas. Não os jogue no lixo; faça doações a bibliotecas comunitarias; Igrejas, de qualquer credo, ou simplesmente entregue a alguém na rua, como fez o rapaz com o peixinho trazido da práia; e o Jadiel que transformou a vida do Aleixo.

Espalhem esta idéia, esta prática. Vai ajudar a muita gente; se não a ganhar dinheiro, descobrir remédios para os males da humanidade, pelo menos a provocar-lhes gostosas emoções contidas nos mistérios e nas deliciosas artimanhas da leitura.
=======
relação de sebos, pontos de livros usados no
bikebook.blogspot.com


=================================================================

segunda-feira, 16 de junho de 2008

BIKEBOOK.BLOGSPOT.COM

MUNDÃO VAI DE BICICLETA PARA BOM JESUS EM AGOSTO.

Todos os anos, no mes de agosto, milhares de pessoas, de todos os cantos da Bahia dirigem-se para o Municipio de Bom Jesus da Lapa.

Entre elas, no mes de agosto, está indo, de bike, o nosso querido colega da FUNDAÇÃO CULTURAL DO ESTADO DA BAHIA, MUNDÃO, com faz questão de ser chamado.

Quem quiser ajudar de alguma forma, O MUNDÃO aceita e agradece.

Vai de Barra Forte.

Mundão foi personagem de reportagem do Rede Bahia Revista.
BICICLETA DÁ VOTO, CAOS DO TRANSITO PODE ELEGER
SONINHA, SEGUNDA NA INTENÇÃO DE VOTOS NA MAIOR CAMPITAL DO PAIS!

BICICLETA DÁ VOTOS!

SONINHA, EM SÃO PAULO , É EXEMPLO

Valci Barreto
editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com
folha do reconcavo.

A nota abaixo, nos dá muito recado:

Vitimas de todas as mazelas dos grandes centros, o automóvel , como senhor absoluto das ruas pode estar com seus dias contados. A população, de carro ou sem carro, já não suporta o caos do transito, aliado a outros cancros sociais como drogas, pobreza, falta de educação.

A soninha, tem como nota maior da sua ação, as propostas para o transporte alternativo , ações de proteção ambiental entre outras .

Precisamos de uma SONINHA na Bahia, "homem ou mulher, "para apoiarmos estas ações.

Já temos tres vereadores envolvidos nos nossos pedais: Everaldo Valdenor Cardoso, Everaldo Augusto e Reginaldo Oliveira.

Que eles, seguindo o exemplo da Soninha, além de pedalar, consigam espaços para nossas bicicletas nas ruas.

Porém, ninguem pode fazer nada senão conhecendo os pedais. È que já fazem , em São Paulo, Soninha e Renata Falzoni


===================================

ACIDENTES GRAVES , NO SÃO JÃO DE 2008, REPORTAGEM RECORTADA DO CORREIO DA BAHIA DE 26.06.2008


Clássicos da literatura vão parar no banheiro
26/06/2008 - 2h23m



Tamanho do texto





*Da Redação, com informações do G1redacao@portalibahia.com.br


Um simples rolo de papel higiênico está colocando clássicos da literatura ao alcance de todos. Na Europa e no Brasil.
Leitura no banheiro nunca foi novidade. Mas no papel higiênico ainda estava para ser inventado. Estava.
Na Espanha isto já virou moda os rolos de papel higiênico com trechos de clássicos de literatura.
A idéia nasceu no palco. Um grupo de teatro encenava uma peça que contava a historia de um empresário que queria tornar o mundo mais culto e passou a imprimir clássicos literários em rolos de papel higiênico.
O espetáculo ganhou um prêmio de teatro na Espanha e logo a idéia virou domínio público. Clássicos de García Llorca, Pablo Neruda e Camões estão sendo impressos nos rolos.
A empresa que fabrica o material vende cada rolo por o equivalente no Brasil a R$ 9,40 e vende cerca de 200 rolos por dia. As encomendas são feitas por email.
O Brasil virou o campeão de pedidos. Por causa disso, os empresários passaram a fabricar rolos com trechos de obras de Mário de Andrade e Carlos Drummond Andrade.

domingo, 15 de junho de 2008



wold neked bike rider
JABUTIS VAGAROSOS DO DIA 15.06.2008.
Valci Barreto

Editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com
e da
folha do reconcavo


Logo cedo Itana ligou, avisando que não poderia vir para o JABUTIS de hoje: alguém estacionou em frente ao seu carro, em seu condomínio, impedindo a sua saída. Tendo aparecido apenas Rose, e com uma pequena ameaça de chuva, adentramos na Padaria Apipão. Estávamos chupando uma melancia, quando aparece o casal, George Argolo e Olívia. Virou festa! . Mas não vieram para pedalar: iriam ao show do Parque da Cidade; mas de carro. Seriam nossos “batedores”. Após os bate papos, iniciamos nosso passeio. Nas bicicletas, apenas eu e Rose. Logo na região dos hotéis nossos batedores se perderam de nós. Ou nós deles?

Seguimos por Ondina, Avenida Ademar de Barros, Garibaldi, Rio Vermelho, Itaigara até chegarmos ao nosso destino.

Tendo chegado antes do início do show, ficamos circulando pelos standes que estavam armados para divulgação de artes, campanhas de proteção ao meio ambiente e muitas ongs patrocinadas pela Petrobrás.

Enquanto isto, apareceu Dolores Barreiros, com a sua alegria e festa, cheia de óculos escuros, chapéu branco, tudo muito colorido, com seu sorriso marcante.

Dirigimo-nos para o anfiteatro. Até começar o show, a espera foi muita.. Mas , como jabutis não se estressa, ficamos papeando. Muita gente, entre elas George Argolo que levou seus pais, Hamilton e Celeste. Tive a ventura de reencontrar uma ex cliente minha que não via desde os anos 80. Aposentada, é uma candidata forte para nossos pedais.

Encontramos a querida Luzinete, Presidente do PEDALDELAS que veio de Paripe no pedal com uma amiga.

O show primeiro foi de Xangai, como sempre, uma preciosidade. A espera para arrumar o som para o Moi de Coentro foi outro sofrimento para público que começou a ficar indócil e reclamar , embora de forma educada.

Lamentável que estas coisas ainda aconteçam. Os artistas presentes, mas os equipamentos de som com dificuldades.

Não sofremos. A final ,a alegria da Dolores permitiu-nos a espera.

Ficamos apenas para duas músicas do maravilhoso Virado.... Mas preferimos seguir nossos caminhos. Dolores seguiu de carro e eu e Rose de bike. Na cartilha do |Jabutis, almoçamos da Casa Verde, Pituba, e seguimos: Dias da Silva, Rio Veremelho, Ondina e casa.

Cumprida nossa missão de hoje, batizada Rose na pista da Dias da Silva e Orla, deixamos também por onde passamos os nossos panfletos e mosquitinhos educativos buscamos, mais adeptos para o livro e a bicicleta e pedindo respeito dos motociclistas para os nossos pedais.

Pelo menos muitas promessas de novos bicicleteiros aconteceram.Entre elas , a artista plástica, Alessandra, por coincidência, vizinha de Rose.

Taí mais uma vantagem da bicicleta como esporte e meio de transporte: se não aparecer ninguém, fazemos o pedal do mesmo jeito. E se aparece apenas uma pessoa , como o de hoje, a festa não é melhor nem pior .. É sempre ótima. E o de hoje foi perfeito. As fotos vão estar no muraldebugarin.com.

Agora, Itaninha, com voce, ficaria bem melhor. Com certeza!

Agora , é esperar os próximos. Não só passeios dos Jabutis, mas de todos os pedalantes baianos.

Acessem o site http//renatafalzoni.com/

E o bikebook.blogspot.com
DIA MUNDIAL SEM CARRO, 22 SETEMBRO DE 2008. PREPARAÇÃO.

Valci Barreto

editor do bikebook.blogspot.com
muraldebugarin.com



O movimento denominado DIA MUNDIAL SEM CARRO, tem data fixa : 22 de setembro.

Fiquemos atentos: TODOS OS GRUPOS CICLISTICOS DA BAHIA DEVEM AGENDAR ESTA DATA PARA FAZERMOS UM GRANDE MOVIMENTO EM SALVADOR, EM FAVOR DAS BICICLETAS NAS RUAS . AS GRANDES CIDADES BRASILEIRAS DEVEM ADERIR A ESTE MOVIMENTO.

O Código Brasileiro de Transito assegura ao ciclista o mesmo direito garantido aos carros para trafegar nas pistas urbanas , interestaduais, intermunicipais.

Acontece que milhões são gastos em pistas asfalticas, elevados, estradas, para os carros e nenhum metro para as bicicletas.

Temos que lutar, não somente em favor de ciclovias, ciclofaixas, como do respeito dos motoristas a quem anda de bicicleta.

Quando há grupos maiores de ciclistas nas ruas, os motoristas de carros acham que estamos atrapalhando o trânsito.

Sucede que o carro é que atrapalha o trânsito: engarrafa, mata , extressa , violenta. Vamos dizer a estas pessos que estamos prontos para marcar o território das bicicletas nas ruas de Salvador.

Agendem, porque em 22 de setembro de 2008, todos os grupos, ciclistas, cicloativistas, já estão convidados para participar deste movimento. Cada grupo pode fazer seu proprio movimento, fazer sua bicicletada. Podem também se agregar a outros grupos. Ou simplesmente sair pedalando por aí.

para saber o que é o dia mundial sem carro, acesse no google ou outros sites de busca:

DIA MUNDIAL SEM CARRO.

Não há necessidade de lideranças, comandos, palavras de ordem. Mas podemos nos organizar, tão somente para haver mais coesão e repercursão da nossa luta em favor das bicicletas nas ruas de Salvador.

Para quem quiser participar como grupos, vão logo desenhando, fabricando, lavando, fazendo pequenos cartazes que possam ser conduzidos nas bicicletas.

Não será corrida, e tudo será feito de uma forma que o transito de carro flua normalmente. oS CICLISTA OCUPARAÃO APENAS O LADO DIREITO DAS PISTAS.

A propota é: ACA UM FAZ O SEU MOVIMENTO. Mas se todo mundo se juntar , melhor.

NOSSOS BLOGS E SITES DIVULGARÃO TODA A MOVIMENTAÇÃO.

Os políticos, artistas, orgãos publicos serão contactados para que haja um grande aviso para a população baiana: NOS, CICLISTAS, NÃO VAMOS DESISTIR DE PEDALAR NAS RUAS DE SALVADOR.

Quem tiver parente motorista de ônibus, carros de um modo geral, taxi, que, pelo menos neste dia acessem nossos sites e respeitem os ciclistas que ocuparão as ruas de salvador, com respeito, educação e muitas palavras e avisos de ordem.

Não precisa de comando, liderança, corredenação. mas se esta acontecer, nada mal.
Valci Barreto,


acessem o site www.renatafalzoni.com

editor do bikebook.blogspot.com
muraldebugarin.com
folha do reconcavo



Renata Falzoni, uma das maiores cicloativisas, fotografa de aventuaras do Brasil; uma das líderes, em São Paulo, do Wold Niked Bike Ride.

fotos copiadas do blogo oficial de Renata Falzoni

==================================================

Participantes da 'World Naked Bike Ride' (Passeio de Ciclistas Nus, em tradução livre) no Hyde Park, em London, 14 de junho de 2008. Centenas de participantes incentivam o nudismo como forma de mostrar a fragilidade dos ciclistas no trânsito.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Corrida ao Dia dos Namorados
Texto de Itana Mangieri

Mais um dia dos namorados é comemorado e a confusão também. Confusão entre comércio e amor.

O comércio está cheio de ofertas: DVDs, celulares, roupas, lingeries, jóias, eletroeletrônicos, restaurantes, motéis ...

E o namoro também. Trezenas, simpatias, truques, orações, receitas, Santo Antônio. Ops ! Esse não. Santo Antônio agora só atenderá em 2009 e com hora marcada.

Namoros negociados e comercializados. Vale tudo para se conseguir um namorado(a) com presentes ou misticismos. Um presentinho, uma surpresinha ou um mimozinho não faz mal a ninguém. E quem não gosta ? Uma lingerie por exemplo: ... rendas que pinicam, espartilhos que sufocam, elásticos que irritam, fechos que enroscam ... Um momento de sacrifício que vale a pena. Mas só na vertical, porque na horizontal o destino da lingerie é o chão.

O comércio está aquecido. Mas e os corações ?

Ainda não vi lojas vendendo declarações de amor. A não ser aquelas declarações clonadas vendidas pelos proliferados serviços de Disk Mensagens. Serviço que faz a alegria dos covardes. Daquelas pessoas que não tem coragem de expressar-se e pagam para um dublê dizer algo por telefone.

Alguém aí vai fazer uma declaração de amor pessoalmente ? Vai fazer valer o ditado: Ame e dê vexame ? Vai expor seus sentimentos mais puros e íntimos escondidos lá no fundo do coração ? Vai se aventurar no fogão para preparar algo que o outro goste ? Vai fazer uma serenata ou um piquenique ? Vai dividir a culpa de devorar uma caixa de chocolate inteira ? Vai relembrar e rir de momentos especiais dos dois ? Vai arrumar as gavetas ? Vai dançar de toalha ? Vai dormir de conchinha ? Vai incentivar seu amor na realização de um sonho ? Vai transformar a experiência em sentimentos maduros ???...

Não importa se a data é comemorativa do Dia dos Namorados, Dia do Meio Ambiente, Dia da Sogra, dos Avós, da Independência da República, ...

Não importa quando e nem onde. O que importa é que temos milhões de oportunidades de declarar nosso amor de maneira simples. Tão simples e marcante como aprender a andar de bicicleta ... e que não nos esquecemos mais.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

by bike Salvador.muraldebugarin.com
bikebook.blogspot.com




Será que esta moça está sem namorado? Ou a fila de pretendentes está aguardando a senha para montar nesta bike?
foto do site CICLOTURISMO EM GOIAS

==============================
PARA FICAR SABENDO COMO FUNCIONAM, OS DIAS, HORARIOS E ROTEIRO DE PASSEIOS CICLISTICOS EM SALVADOR, acessem o muraldebugarin.com . Clicando, em baixo da página, na palavra "próxima", outras vão surgindo.Se em cada palavra "próxima" voce for clicando as materias mais antigas vão sendo destacadas. Visite também "galeria de fotos". Clique sobre as fotos. Em seguida, clique em "proxima". as antigas fotos , de igual forma são exibidas.

No blog bikebook.blogspot.com, veja PERFIL DO JABUTIS VAGAROSOS. Para pesquisr assuntos publicados no blog, há um quadro em branco , à esquerda da pagina,part superior. Você põe a palavra , o tema, e clique em ok. A busca pode ser feita também clicando em ".....antigas."
===========================

A respeito de livros, pesquise em !"DICAS DE LEITURA".

INDIQUE IGREJAS , CRECHES, ENTIDADES QUE RECEBEM DOAÇÕES DE LIVROS , FAZENDO CONSTAR ENDEREÇO COMPLETO , FONE, E PONTOS DE REFERENCIA.
Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
colaborador de:
muraldebugarin.com
folha do reconcavo

A RUA NÃO É SÓ DO CARRO. NÃO DEIXE O ESPIRITO DE AGRESSÃO, EGOISMO DE MUITOS MOTORISTAS DE CARRO TOMAR CONTA DE VOCE. DENUNCIE OS ABUSOS.

==================================================


PASSEIOS DE BICICLETA, PRA QUE TANTA CONFUSÃO?

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com
Colaborador da Folha do Recôncavo.

Há comportamentos curiosas e contraditórias onde há mais de uma pessoa. Nada mal. A polêmica, contradição, discussão, idéias, mudanças, só os irracionais não podem operar de vontade própria.

Vamos filosofar um pouco, aprender, ensinar, falar e ouvir. esta caso, sobre o tema das nossas bicicletas.

O que devemos buscar é a felicidade. E se ela não aparecer, ou não existir, vamos buscar, pelo menos, as boas alegrias. E restas sempre estarão presentes quando se faz o que dá prazer. E é um prazer barato, simples, descomplicado. A bicicleta é uma das coisas mais simples que a humanidade já construiu. E que, para quem gosta, as alegrias e surpresas que oferece são infinitas.

Mas o curioso é que, mesmo em uma coisa simples, há quem preferia complicar. Mas é que o caro "o belo", o esteticamente "correto" também dá prazer. E muitos vão atras. Nada errado, nada de mal. Que se busque o belo, o caro, o padrão imorrerdor da beleza grega, mesmo nos pedais. Mas ai começa a ficar complexo e sempre bem mais carros. Mas há quem os prefira. Nada contra. Muito pelo contrário, apoio e também gosto.

Mas vamos às contradições, complicações que, no caso de carnaval e bicicleta acho desnecessárias.

Há uma incontestável vocação do nosso povo para festa. Nenhum povo do mundo põe tanta gente na rua em festa, como fazemos com o carnaval.

Pois bem, o Carnaval começou como todos sabem: uns “malucos” pulandom em batuques nas ruas. Depois, no caso da Bahia, atrás de um carro sonorizado, sem cantor. Depois, com cantor. Hoje com bandas e parafernálias que todos conhecem. Antes um simples pedaço de pano para a fantasia. Hoje, minusculos abadas. Porém, belos e, para partircipar dos blogos, uma fortuna , para muitos. Não tinha corda de isoalmento. Hoje é impensavel o carnaval baiano sem elas.
Os "maltrapilhos" "povão,acabaram com as festas suntuosas, “nobres”, “burguesas” dos clubes sociais. Estes vieram para as ruas, para ficar com a "alegria do povão".De repente, este povo começa a se enfeitar, colocar corda, por trios elétricos de custos elevados, indumentárias a preços que o pobre não pode pagar. Mas isto não foi coisa feita pelo rico. Foi pelos dois: pobres e ricos iniciaram a usar cordão, trios, isoamentos dos "mais povão". “Tiraram o povo da rua”,dizem os “intelectuais” . “Privatizaram o carnaval”, e outras "besteiradas antropológicas", estas ladainhas de todos os anos, especialmente nos programas da TV pública que, não tendo maiores problemas com patrocínio, pode fazer um monte de gente falar à vontadee a conversa é demorada. E põe demorada nisso, para discutir: a corda é isto , a corda é aquilo... a corda .... a corda..... a corda....e haja corda e cordeiro.....

Meu pensamento é: quem pode, está com vontade, paga. Qual o problema? Se alguém paga é porque acha que vale a pena. Artistas, cantores, compositores, eletricitas, carpinteiros, precisam de trabalhar, de ter dinheiro para o seu sustento. O pais é capitalista. E se fosse comunista não haveria carnaval, pelo menos com nossas bendidas parafernalias e grandiosos trios e artitas. Estes, excepcionais, de dentro e de fora dos grandes trios. Então, não pode ser de graça. Nem o artista nem o trio. Nem o bloco. Seja de pobre ou de rico. E não acho que o Estado tem que bancar uma festa do porte que assumiu o nosso carnaval. E quem gostar mesmo de carnaval pode fazer a sua festa em qualquer outro local. Até dentro de casa . Não precisa ir para as ruas onde estão “as cordas”, os trios, os grandes artistas de qualquer culto ou credo. Quem gosta da festa, sabe fazer. E faz fora das cordas, cria seus espaços. E se não gostar de trios, prefere outros cantos. E eles existem. Ou só pode ser feito carnaval na Avenida Sete, Barra e Ondina? Somente nestes locais se pode brincar o carnaval?

Não defendo a história de que “povo que se dane”. Nada disso. O povo tem direito a tudo. Mas os grandes blocos são formados também por povo. E tem mortalhas, abadás, que acolhem muita gente do povo, que também prefere as cordas. E por isto paga.

Esta minha conversa comprida é para fazer comparação com os movimentos das bicicletas nas ruas de Salvador. Igual ao carnaval, não estão sendo simples passeios: Já são uma grande festa. E até trios elétricos alguns já usam. (sou a favor dos trios no carnaval. Mas sou contra sua presença nos passeios ciclísticos e na festa do Bonfim.Mas se estes aparecem em profusão, como já aconteceu na Festa do Bonfim, tempos atrás, não mais pedalarei nestes passeios e grupos. Mas continuarei pedalando, longe deles, como brinco meu carnaval, ao meu modo, fora das confusões e apertos das ruas e dos camarotes. Não suportaria trios elétricos na na Festa do Bonfim, nem nos passeios ciclísticos. Do mesmo jeito, não suportaria um trio elétrico em uma missa dentro de uma igreja. Mas não deixaria de fazer minhas orações em outro local. Um trio elétrico, em uma missa no estado da Fonte Nova ou Maracanã,até que seria uma boa idéia.Porem, desde que tocassem as músicas próprias da missa. No meu caso, católicas.

No evento "Desafio Ciclístico" em pleno horário e local da exibição dos ciclistas e motociclistas ,um trio elétrico, ao lado deles, "detonavam " seus decibeis. Deixei lá o trio e o Desafio. Fui pedalar em outro canto. Não assisti às provas, por causa do trio. Confesso, porém, que longe dele me senti senti bem melhor.

Mas, se algum grupo colocar trio, apenas um , posso até participar, mas se fizerem com os passeio ciclísticos o que fizeram com a Festa do Bonfim, há tempos atrás, vou estar de fora; e com muito prazer. Mas não vou reclamar. Do mesmo jeito que não reclamo das cordas do carnaval. Hoje não vou ao Carnaval de rua porque não tenho mais prazer na confusão que se instalou. Nem nos camaortes me divirto. Muita confusão. Fico melhor longe deles. Pode ser idade. Mas não sofro. Divito-me fazendo o PEDAL FOLIA, com meu amigo Lazaro e outros, quando não saio de Salvador. Mas há milhões de pessoas se divertindo nas ruas e camarotes. E torço pela alegria delas.

Quando os trios elétricos passaram a fazer parte da Festa do Bonfim, deixei de participar dela.Afastaram os trios, a ela voltei. Fui feliz indo, fui feliz sem ir. Agora, estou indo bem mais feliz, porque de bike. E que coisa gostosa!

Não encontrei nada que me traz tanto prazer na vida, depois de alguns poucos itens, (familia, dinheiro, que é quem paga o prazer o feijão e o sonho; saúde, estar vivo)do que Livro, fotografia, boa musica ,escrita e bicicleta. E aí está uma lição para muitos : tenho as alegrias que estas coisas , que podem ser feitas a baixissimos custos econômicos, me proporcionam. Não podendo pagar as coisas caras, que bom gostar das coisas ao alcance até de pessoas destituidas de recursos economicos avantajados!
Nos sebos, pontos de vendas em ruas, como no senhor Alfredo, Daniel, O Gaucho, compro bons livros de até cinco ou menos reais. Compro uma bicicleta usada, no Regis, de R$ 50, R$ 100,00. E me conduzem às mesmas distancias que uma de cinco mil ou mais.

Porém, aí vem as contradições, as complexidades, que muitos buscam em tudo que realiza, querendo sempre “o melhor”. Existe , sim, o melhor. E devemos buscar. Mas custa mais caro.

Quem vai para a bicicleta, está buscando o simples. NORMALMENTENTE!!

Mas tem gente que já começa fazendo , na minha opinião, o mais complicado, o mais dificil o mais caro. Se podem fazer, porque não? Mas aí começam:” vamos fazer a camiseta do grupo. “ Depois de esta feita, vem a sequência: “vamos comprar uma camisa melhor,contratar um artista plástico , criar um site "bacana", oganizar um grupo maior.....fazer dvd, gravar, ........colocar um trio elétrico.....e isto não tem fim.

Uma camiseta vai custar 10, 20, 50 reais. Seja quanto for, já afasta muita gente. Aí, os de dez não vão se “misturar “ com o de cinqüenta. Igualmente aos abadás do carnaval. Normalíssimo!

“voce precisa comprar uma bicicleta melhor”, ouve-se muito. Mas a melhor, é o mesmo que o abadá: o mais caro, o mais chic, o que tem Bel, Ivete, Claudinha Leite.

A “melhor” bicicleta pode-lhe levar mais rápido, com mas conforto. Mas há quem não pode, nem vai, jamais , poder pagar o preço. Mas a baratinha, desde que rode, vai fazer voce feliz, se é a felicade que voce busca. A simples leva a todos os cantos do mundo. Grandes viagens ciclisticas foram e estão sendo feitas pelo mundo, neste exato momento, em bicicleta simples, sem marcha. E isto é possível porque o ciclista ama o pedal e a viagem. A mais cara, com certeza, não leva mais longe do que a mais barata, desde que ambas estejam sempre bem conservadas, revisadas, com as peças estragadas sempre repostas.

Vamos um pouquinho mais longe: depois da camiseta, da bicicleta cara, vem outra seqüência: -meu passeio tem que ter: carro de som, trio elétrico. E outra seqüência: vou buscar patrocínio, pois eu não posso bancar só. Nesta hora voce já quase não está mais pedalando. Está sendo um produtor, empresário, e, em vez de estar pedalando, estará trabalhando, criando, adminsitrando. Já não dá mais para pedalar! E isto é que não quero. Pelo menos eu.

A consequencia, nos grupos,é que outros, que nao tem o trio, vai se sentir inferiorizado e vai querer também ter o trio, depois os artistas ZE ZE DE CAMARGO E LUCIANO , ao vivo!!!

Do jeito que estão indo os passeios,já havendo trio, só falta agora os cantores e as cordas. Mas muito cuidado com as cordas. Os intelectuais detestam. Ou não, como Como diria Caetano Veloso.

Eu é que tô fora. Passeios cheios de ” arenguetenques”, camisetas e tênis de marca, bicicletas caras e ainda com trio elético,” tô fora”. Do mesmo jeito que já estou do Carnaval. E olhe que este, sem trio, sem corda , sem abada , sem Bel , Ivete, Claudinha Leite, Camaleão, Nana , Durval Lelis , as cores e desenhos do Pedrinho da Rocha, simplemente não tem graça nenhuma. Do jeito que estão indo as coisas, topo até participar dos passeiso com camistas e bicicletas mais bonitas, um pouquinho mais caras do que as que tenho.Mas se for sem sofrer para pagar. A gora, com trio elétrico, não vou achar graça nenhuma. Prefiro voltar para o carnaval , que é o lugar destas poderosas maquinas de fazer alegria, no carnaval e de fazer tristeza, para mim, na Festa do Bonfim e nos passeios ciclisticos. Muitas pessoas vão adorar trio nos passeios ciclisticos. Eu não. Quero-os bem longe nestas horas!...Para mim, basta uma kombi, com um cdezinho.Tá bom demais. E não pode ter som alto nem ruim...o que é a mesma coisa. Mas há quem goste.

Vamos descumplicar, minha gente, o carnaval precisa de corda, trio, tudo que está aí , sim; mas bicicleta, pelo menos para mim, basta rodar. E qualquer roupa serve, desde que não fiquemos nus; e quem sejam bem leves para agüentar nosso generoso clima, mesmo no verão.

Não estou falando de competições. Estou falando de passeios ciclísticos.

Igual às novelas, nos próximos capitulos, darei continuidade a este texto/novela. Tenho muito o que dizer. E ninguém é obrigado a ler.

======
TODOS AGENDANDO: dia 20.07: GRANDE PASSEIO CICLISTICO DOS COMERCIÁRIOS EM SALVADOR.

VAI BOMBAR!

Podem participar pessoas de qualquer idade, desde que pedale; com qualquer bicicleta, desde que rode. A lei não exige o uso de capacete. Se não puder comprar um capacete, vá sem ele. Não se envergonhe. A lei não exige uso de capacete. MAS USE-O: ELE PODE SALVAR A SUA VIDA. COM CERTEZA.

Todos os ciclistas , de todos os cantos do planeta , estão convidados. Orgulhe-se da sua camiseta, da camiseta do seu grupo, ou da que você já usa no baba. Tenha, sobretudo, orgulho de você, que é quem, realmente, pode fazer alegre a “sua festa”. Para sermos felizes, não precisamos estar ao lado de barcos, navios, aviões. Muito menos de roupas e bicicletas caras. Bicicleta é coisa simples, basta rodar, basta pedalar.

NO PEDAL DOS COMERCIÁRIOS serão distribuídas camisetas , mediante doação de alimentos. E sorteadas bicicletas. Se você não conseguir uma camiseta, faça o pedal com a que voce tiver.A alegria do pedal está em voce, no seu orgulho de ser gente, de não se apequenar perante os poderesos, complicados, cheios de "arenguetengues". A alegria deve estar em voce e no pedalar. Jamais no preço da bicicleta, camiseta ou trio elétrico.Estarei neste pedal que, com certeza, já nasce com o sucesso: com volta de Luciene, para “chamar o povo”.

E vamos nos educar: nada de barulheira, plástico no chão, subir em passeios, fazer ziguezagues, acrobacias, xixi na rua. Não somos animais. E vamos pedalar atrás do carro – guia, dexando uma pista livre para os carros passarem. Já aprendemos muito com os passeios da ASBB e ASBEB.

Jabutis vagarosos vai estar no domingo no PARQUE DA CIDADE, ASSISTINDO o “VIRADO NO MOI DE COENTRO." O show começa às 11 horas, dia 15.06.2008.

E aí SUBA AI E AMIGOS DO TONY, QUE TAL SEGUIRMOS, JUNTOS OU SEPARADOS ATÉ O PARQUE. `É COM VOCES A BOLA. ou melhor, a roda da bicicleta.

Presenças já garantidas de ITANA, ROSE, MARILIA, VALCI, e quem mais aparecer.

Saída pontual, 8.30, da frente da padaria apipão, Sabino Silva. Os estressados, apressados, mal humorados, já estão DESCONVIDADOS.

Vamos invadir o PARQUE DA CIDDAE NESTE DOMINGO!!!

================================================

terça-feira, 10 de junho de 2008



O mingau e feijoada de dona Rosana são servidos aos domingos, de manhã cedo, na Av. Centenário, entrada do Calabar, em frente à Oficina Jeonavanessi

============================================


Depois da feijoada de Dona Rosana, a alegria da clietela vizinha.
JABUTIS VAGAROSOS

Em diração ao retiro, para participar do pedal do AMIGOSDOTONY, o Jabutis Vagarosos para na Centenário, em frente à entrada do Calabar para degustar o mingau e feijoada de dona Rosana. Donda Rosana monta seu feijão todos os domingos , pela manhã. Comida gostosa , higienica e com um atendimento temperado com ótimo atendimento.

= Materia recortada do www.correiodabahia.com.br=

Autógrafo coletivo
Vencedores do Braskem de Literatura lançam seus livros de estréia

Ana Cristina Pereira
Inédito em livro, o trio Herculano Neto, Márcia Tude e Victor Mascarenhas acumula experiências em searas como a MPB, o jornalismo cultural e o cinema, respectivamente. Vencedores do Prêmio Braskem Cultura e Arte 2007 na categoria literatura, eles realizam noite conjunta de autógrafos amanhã, às 18h, na Fundação Casa de Jorge Amado (Pelourinho), instituição parceira do concurso. Herculano (Cinema) e Márcia (Calendário) estreiam com poesia, e Victor (Cafeína), com contos.


O livro de Márcia Tude nasceu a partir de uma oficina literária de dois anos, com o veterano Ildásio Tavares. A escolha do nome Calendário, explica a autora, remete ao período que cada poema foi escrito. E também para “reafirmar a preponderância dos astros sobre a natureza humana, já que, desde a pré-história, o homem se deslumbra pelo nascer e pôr-do -sol, pelas estrelas e pelo espetáculo das fases da lua”, afirma.


De perfil clássico, a poesia de Márcia aparece em formatos como sonetos, hexassílabos e décimas. Autor do prefácio, Ildásio não poupa elogios à pupila. “Assim que conheci os primeiros versos de Márcia Tude, dei-me conta de que estava deparando com uma genuína vocação poética”, anota o escritor, que destaca o “dom lírico”, a “originalidade metafórica” e o “poder de concisão” dela. Formada em publicidade e com especialização em produção editorial, Márcia atualmente dirige a editora Livro.com.

Blogueiro, cineclubista e compositor, o santo-amarense Herculano Neto faz uma homenagem à setima arte em Cinema, emprestando dela a terminologia utilizada no volume. “É um livro que tem uma carga muito grande de imagens, me faz relembrar da infância até os dias atuais”, descreve o poeta, que tem um texto irônico e bem-humorado. Ele dividiu o trabalho em três partes: Filmografia (com poemas sobre sua realidade hoje), Curta-metragem (poemas curtos) e Matinê (com poemas que remetem à meninice em Santo Amaro).


Herculano participou das coletâneas Os outros poemas de que falei e Sob prescrição, já publicou na revista Cult e escreve nos blogs herculano.zip.net e oataque.zip.net. Já teve músicas gravadas por artistas como Alcione, Fagner e Roberto Mendes.


Apostando no conto, o publicitário e roteirista Victor Mascarenhas apresenta 12 histórias curtas em Cafeína. Ele foca personagens anônimos pela cidade como prostitutas, porteiros, motoristas de táxi e garçons. O painel foi definido pelo cantor e compositor carioca Fausto Fawcet, autor do prefácio, “como um passeio dantesco por vidinhas que andam em círculos de imobilidade mental, social, sentimental”. Destaque para a capa do livro, assinada por Cau Gomez.
Disponível também na internet (www.livrocafeina.blogspot.com) a obra já foi desdobrada, pelo próprio autor, em dois roteiros para cinema e uma peça de teatro. “O importante é que o trabalho chegue ao maior número de pessoas possível”, afirma Victor, que foi um dos roteiristas do longa Esses moços e assistente de direção de 3 Histórias da Bahia.


***


FICHA


Livro: Calendário
Autora: Márcia Tude
Selo: Casa das Palavras
Preço: R$10 (77 páginas)


Livro: Cafeína
Autor: Victor Mascarenhas
Selo: Casa das Palavras
Preço: R$10 (132 páginas)


Livro: Cinema
Autor: Herculano Neto
Selo: Casa das Palavras
Preço: R$10 (121 páginas)

==============================

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cena comum no transito:

Um ciclista trafega na frente de um carro. O motorista do carro acha que a bicicleta está atrapalhando o transito.Agride, buzina, atropela, mutila, mata. Na verdade, quem atrapalha o transito é o carro.

Em nossos passeios ciclísticos, em grandes eventos, autorizados pelo poder público, é muito comum aparecer um carro com um motorista todo apressado, agressivo, estressado, querendo passar por cima de todo mundo, dizendo que a rua não é lugar para bicicleta, que aquele evento é ilegal, atrapalha o transito.

Não fosse a brutalidade do motorisata, gostariamos de lhe falar . Como é impossível, sem possibiliade de uma agressão por parte dele, vamos escrever e deixar nos bancos dos seus carros a seguinte mensagem:

Meu caro, a rua não é só do carro. Esta pista foi construída com os recursos públicos. É ,por conseguinte, do carro, da moto e também da bicicleta. A rigor, o senhor é que está atrapalhando o transito das bicicleta e não está respeitando o passeio a que temos direito de realizar.O senhor têm a rua à sua disposição todos os dias.Estamos usando este asfalto, que também é nosso, do jeito que o senhor está vendo, somene uma vez por mes. E é destinado, também, à sua educação.

Óbvio que, quando aparece o soldado que, por direito nosso, apoia os nossos eventos, aí o motorista, por mais bruto que seja, fica logo bonzinho. Pede até desculpas.Uma pena que seja assim. Mas é. Temos que mudar. Vamos espalhar por todos os cantos esta mensagem:

"A bicicleta tem direito a circular nas mesmas ruas por circulam os carros.É da lei."


Valci Barreto

editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com e
folha do reconcavo