quinta-feira, 22 de maio de 2008

JABUTIS VAGAROSOS DE CORPUS CRISTIE 22.05.2008.

— valci barreto
Valci Barreto,

Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com

O entusiasmo da advogada Rosilene Cunha, com sua simpatia, beleza e capacidade de agregar fez com que mais três novos pedalantes viessem ao Jabutis Vagarosos de hoje.

Cada pessoa que aparece para pedalar conosco, mesmo quando fazemos o mesmo roteiro, sempre forma novas hisstorias. È que estamos nos movimentando , girando nossas rodas pelas ruas da Bahia;e as pessoas em nossa volta circulam também.

A primeira a aparecer foi Rose, exemplo de pontualidade Juabuti. Em seguida, quase ao mesmo tempo, Verônica e Wellington. Sabendo todos que Jabutis não espera na saída, houve uma espécie de confusão inicial. É que, 8.55 Vinicius não havia chegado. Eu, como sempre, não me preocupo, não ligo nem espero ligação. Mas o Wellington começou a tremer, com medo do Vinicius “que já está vindo”, não chegasse a tempo. Deixei-o sofrer um pouco, de proposito, somente agora revelo.

8.56,57,58, monto na bike para a partida às nove , quando Wellington avisa: ele já está aqui na Sabino Silvo. “Ameaço” partir, mas sem stress; “ele nos pega lá na frente, dê o roteiro.."digo. Terminava a frase, Vinicius passa de carro e não entra na Rua.

Atendendo a imploração de todos, um quase motim, reluto:"O Vinicius já está na rua, só errou a entrada...penso: É caso de força maior , excpecional, erro escusável de quem vem pela primeira vez, vou aguardar. Mas fiz uma exigência: “espero, mas já montado na bike, e ele só tem o tempo de descer do carro”. Tudo dito na maior calma e ponderação que pode ter um Jabuti. Mas , até então, como é próprio do Jabuti, sem estress. Apenas organizando, cumprindo os “estatutos".

Deu pena ver o apavoramento do Vinicius ...desceu assustado ao ver todo mundo dando a partida. Saiu do carro amarrando o tênis, deixando claro para todos: “coitado, já sai de casa atrasado”.

Seria muita maldade não esperar “um minuto de relógio”, como se diz na roça...pelo companheiro de primeiro Jabuti...

Finalmente, tudo pronto: tênis amarrado, capacete na cabeça, pega a bike e aí tem início um dos mais autentico passeio Jabutis.

Sabindo Silva, Av. Centenário, entrada na biblioteca do Calabar, que por mais uma sorte , estava entreaberta. Quem estava lá era o Rodrigo. Gentilmente levantou a porta de aço e nos recebeu com uma contagiante simpatia. Apresentada a biblioteca comunitária, todos prometeram levar livros para ela. Justifiquei para Rodrigo que os poucos exemplares que estavam comigo seriam para NACCI, pois não imaginava encontrar alguem ali,entendendo ele a minha justificativa.

Na rua , estava o “Bonitão”, como para nós se apresentou, fotogrando a nossa turma , demonstrando ser uma pessoa desenibida e simpática do Calabar. Fez várias fotos nossa com sua máquina. E fizemos questão de sermos fotografados ao seu lado também. Convidamos para participar, conosco, de futuros pedais, convite aceito de imediato. Seu primo, que entrega gás naquela rua , fez igual promessa; e , gentilmente , ofereceu-se para distribuir nossos panfletos: “ A RUA NÃO É SÓ DO CARRO”. Prometemos e estamos garantido, organizar um pedal com eles e mais pessoas interessadas. Ficamos, eles e nós , animados com a idéia , que será executada em breve.

Seguimos pela Garibaldi, Vasco da Gama, para a próxima parada: OFICINA DO REGIS, na Vasco da Gama. Abraços, fotos, aperto no selim de Rose , seguimos para a Sete Portas, parado antes no Habbib s do Dique do Tororáo, para uma água. Ninguém do grupo havia antes entrado ali. Os atendentes muitos simpáticos não recusaram uma foto conosco. Seguimos para a próxima parada, oficina e loja do Espanhol Roberto, em frente ao Shopping Sete Portas, na Djalma Dultra. Em seguida, paramos no local de vendas de livros usados do senhor Alfredo, parte baixa da Ladeira do Funil,que apresentei aos amigos de pedal, pedindo, ao mesmo tempo, que eles levem livros usados para doar ao senhor Alfredo. Compramos alguns exemplares para levarmos para as crianças do NACCI. Seguimos pela Baixa do Sapateiro e subimos a ladeira ao lado do Jandaia. Empurrando as bicicletas, alcançamos o NACCI sem ninguém se cansar. Aqui fomos recebidos por seus funcionários RUAN e sua irmão CRISTINA, ambos de Jequié. Coincidentemente, estava na sala uma família de Jequié que acompanha o filho doente.

Fiquei olhando as bicicletas, conversando com RUAN, enquanto os companheiros eram conduzidos por Cristina para conhecer a casa e as crianças. Todos saíram de lá, como era de esperar, com os olhos lacrimejando... Dói mesmo. Mas é preciso sentirmos estas dores para aprendermos, tomarmos lições de humildade , e quem sabe, sermos menos egoistas e tentarmos ajudar. Aprendermos a ajudar. No meio da dor e do sofrimento, o sorriso, o dinamismo esperançoso dos funcionários, especialmente de uma radiante Cristina.

Deixamos o NACCI e seguimos contemplando os casarões do Bairro da Saúde. Para bebermos uma água, paramos em um pequeno mercadinho. Coincidentemente, sem programação, estávamos exatamente no ARMAZEM 437 , um restaurante de comida caseira famoso em toda a região. Vem gente de todo o canto da Bahia comer as delícias feitas por dona ZIZI.

Enquanto conversavamos, ouvíamos a história do ARMAZEM e dos casarões visinhos, eis que aparece o nosso colega de advocacia trabalhista, Marcio. Aí foi festa! Não houve jeito, o pessoal fez questão de tomar uma cerveja para comemorar o momento. Marcio é um entusiasta do bairro, fez a maior “propaganda” do Armazém e foi chamar a proprietária, Dona Zizi, responsável pelos deliciosos pratos ali servidos e radiante simpatia.

Muita conversa, estórias, fotos e a minha visita paralela ao senhor PEPE, descendente de espanhol, visinho do Armazem, orgulhoso dos salgados que faz , vende ali mesmo ou por encomeda. Seus salgados, diz ele ,com muita emoção, é degustado por muitos europeus que por ali passa em suas visitas ao Centro Histórico. Fez questão de mostrar cartas de seus amáveis clientes que não esqueceram o sabor das suas empadas. Também gostei muito . Tanto sim que fiz questão de trazer algumas para minha casa. Rosangela, minha esposa, também adorou. Voltarei aí ,seu PEPE.

Em frente ao Armazém e ao seu Pepe , o numero 444, um lindo prédio de azulejo, está sendo reformado pelo cantor Gerônimo, que ali fará um centro cultural e estúdio musical, segundo nos informaram.

O pessoal se deliciou com o bolo de bacalhau da Dona Zizi. Fui pegar um, não havia mais nenhum na casa, os Jabutis comeram todos!

Beijos, abraços, seguimos pela Saúde e entramos na Joana Amgélica. Nossa próxima parada seria o MERCADINHO MINI TEM, na esquina da entrada do Tororó, de propriedade do meu amigo Maurição, figura querida na área e por onde passa. Hoje ele não estava. Mas os seus clientes, amigos, receberam-nos como as famílias de antigamente: churrasco, abraços, cortesias, gentilezas e , muito importante: promessa de participar, junto com seus familiares , de nossos futuros Jabutis.

O Mini Tem, especialmente nos feriados, domingos, é uma festa: os seus clientes, moradores da região, ou antigos moradores que às vezes vêm de longe para um reencontro, formam uma confraria da alegria, da cerveja, da “resenha”, da amizade. Na frente do Mini há uma churrasqueira improvisada pelos confrades. Cada dia um promove alguma "alegria para o estômago": carne, queijo, lingüiça, peixe, o que cada um desejar. Tudo temperado. Como há sempre um “cheff” de plantão, um topa tudo do fogão, põe este a carne para assar, a cerveja para gelar, enquanto o papo rola. Dali só saem após os telefonemas ameaçadores das esposas, namoradas, companheiras, conhecidos por todos os frequentadores destestes ambientes sagrados. Ainda bem que, sabendo eles que não passam das ameaças, no próximo feriado estão lá de novo. Fomos agraciados pela cortesia de um delicioso churrasco. Prometemos levar igual em um próximo Jabuti. Gentilezas como estas têm que ser respondidas com igual gesto, mesmo sem a igual fidalguia dos membros da confraria do MINI TEM.

Garantindo futuras passagens no Maurição, seguimos em direção ao centro da cidade; paramos para visitar o Centro Cultural da Caixa , mas estava fechado naquele horário. Subimos a Praça Castro Alves, estacionamos nossas magrelas no bicicletário da Câmara Municipal e seguimos para a Sorveteria Cubana. Sorvete e bolinho da arroz enquanto viamos chegar devotos católicos para o palco armado na Praça Municipal destinado a orações do Corpus Cristie. Após, seguimos em direção ao Terreiro de Jesus. Na esquina da entrada, chama-nos a atenção uma banquinha com frutas exóticas, arrumadas artisticamente pelo seu proprietário ,senhor Ailton, onde adquirimos algumas para degustá-las em casa.

Nossa parada terminou chamando a atenção de turistas que passavam para olhar, perguntar, comprar. Creio eu, que a arte da arrumação era tão atraente como as próprias frutas. Falando a respeito para ele, o senhor Ailton orgulhosamente diz: “ A arte de arrumar foi Deus que me ajudou”. Um artista, de verdade, o senhor Ailton. Seguimos em direção à loja da Central do Carnaval , ao lado da Igreja do Francisco, frente ao Banco do Brasil. A baiana Jai, da Central, estava de folga. Em seu lugar estava a sua companheira , não menos simpática . Reunimo-nos para mais fotos. A bela vendedora da loja, com sua beleza e simpatia, permitiu, com sua presença, embelezar a nossa foto.

Desejando bons negócios para todos, retornarmos. Demos uma parada em outro Ailton. No caso um artesão que vende seus trabalhos em frente à Igreja da Misericórdia. Dotado de atenção especial, permitiu-nos fotos, inclusive dos seus trabalhos. Aproveitei para comprar uma das suas miniaturas de bicicleta para minha coleção.

Retornamos por toda a Carlos Gomes e entramos no Largo Dois de Julho para mostrar a Loja de bicicleta ERVACICLO, do nosso companheiro Eraldo. Convidados por Verônica para bebermos uma água em sua casa, no Canela, foi o que fizemos. Esperava-nos, com uma jarra geladinha, a sua mamãe, retrato da filha, que nos deixou maravilhados com o “sabor” do líquido sagrado. Retornamos para o corredor da Vitória. Ultrapassado este, passamos no prédio do amigo , companheiro de pedal Prof. Deraldo Dias para pegarmos uma faixa que estamos levando para o passeio do AMIGOS DO TONY. Feito isto, deixamos Rose em casa, no Largo da Graça, e seguimos para o ponto de onde iniciamos o passeio de hoje.

Os companheiros aceitaram meu convite para mais uma água e um doce de leite ambrósia em nossa casa.
Foi assim o jabuti de hoje.
Muitos turistas nos abordaram e abordamos a outros, para falarmos dos nossos passeios. Um grupo do Ceará garantiu aparecer de hoje até domingo para um passeio pela nossa Capital. Garantimos um pedal especial para nossos companheiros nordestinos, da Terra do José de Alencar, Fagner, Raquel de Queiroz , dos mares bravios e das “velas do Mucuri......"

Se não houve algo errado? Também houve: nosso amigo Wellington perdeu seu charmoso óculos escuros. As fotos vão dizer mais ou menos até onde eles passearam em nossa companhia.

Por opção de todos, não almoçamos. E precisava?

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As fotos e filmetes que fizemos vão estar no muraldebugarin.com

quarta-feira, 21 de maio de 2008

E mail do SERGIO SOUZA OU SERGIO BELEZA(Albany)

QUEM QUISER CURTIR UM SÃO JOAO COM A ALMA INTERIORANA, É SO APARECER EM JAGUAQUARA. É ONDE ESTAREI NO SÃO JOÃO.

Está aí o protesto de sergio. Mas , também, O MAPA DA MINA . OU MELHOR, O MAPA DO SÃO JOÃO JAGUAQUARENSE!

valci barreto


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Caros parentes e amigos
Recebi do amigo BARBOSINHA as informações sobre a festa do “FORRO DA ONÇA”. Como sempre, acontecerá na nossa brilhante e pujante Jaguaquara, no próximo São João. A seguir vários são os encontros que já estão agendados, dentre eles, destacam-se:

è Sexta-feira, dia 20/06/08, a partir das 15h00min: “ODISSÉIA ECOLÓGICA” – novo desfio - na fazenda de Remo Pace. Ainda não confirmada, homem viajando.

è Sábado, 21/06/08, a partir das 08h00min: “CAMINHADA DA PAZ” – primeiro desafio – Jaguaquara à Itaquara: café da manhã casa dos primos TONCA / PAULA.

è Sábado, à tarde a partir das 13h00min: “CHURRASCO RECORDAÇÃO”, na casa do insubstituível Raimundo Amaral.

è Domingo, 22/06/08, a partir das 10h00min: “ARRASTÃO”, saída na casa do saudoso Antônio Souza.

è Segunda, 23/06/08, a partir das 11h00min: “AMIGOS DA TOCA”, local ainda a ser definido.

è Segunda, á tarde a partir das 16h00min: “FORRÓ DA ONÇA”. Conforme abaixo.

ü DATA DA FESTA: 23 DE JUNHO ÀS 16h NO ESPAÇO J. LEMOS (antiga fábrica de móveis, na Palmeira, do inesquecível Sr. Elízio, pai do felino Neto);

ü CAMISA: ATÉ DIA 10 DE JUNHO R$60,00 COM COMIDA E BEBIDA FREE, A VENDA NA TICKETMIX.
ü ATRAÇÕES: BLACK STYLE, CANGAIA DE JEGUE E CARRASCOS DO FORRÓ.
Temos de prestigiar todos, especialmente, o FORRO DA ONÇA, porque se não o fizermos, a coisa vai pegar!, o Barbosinha está muito desiludido, pois, continua no vermelho e não recebe apoio de ninguém... Quem mais deveria prestigia, não o faz; a propósito, com a palavra, a Prefeitura. Vamos falar com o prefeito, Sr. Ademir, porque senão a festa não vai mais acontecer e quem perde será a nossa querida JAGUAQUARA...
EU Vou. Ocilene , Jéssica, e o “pegador de filha dos outros”, também.
è De sexta a terça, ou seja, do dia 20 a 24/06/08, todas as noites estão livres para os foliões participarem do grande São João na praça! E quem ainda tiver disposição e força, fará a diferença...

EU Vou. Ocilene não sei não, Jéssica, e o “pegador de filha dos outros”, provavelmente também.


Beijos;

SRS, o Belleza.

PS: repassem para quem vocês quiserem. Vamos encher nossa terra de gente boa e fazer do São João de Jaguaquara o mais querido do Brasil...
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Nós, da ACCRBA (Associação Cultural Clube do Rock - Salvador / BA, ativa desde 1991), estaremos nos reunindo com os representantes das comunidades da AGENDA 21 do bairro de ITAPOÃ. Apresentaremos o que é o projeto PALCO DO ROCK no Carnaval. Mais uma vez, a intenção é a desmistificação e informação.
Gostaríamos de convidar a todos a comparecerem nesta quarta feira, dia 21/05, às 18:30, no Hotel Praia da Sereia (famoso por ter a imagem de um Netuno Dourado na frente), localizado na Av. Dorival Caymmi, em Itapuã

O que é a Agenda 21
Fonte: http://www.meioambiente.salvador.ba.gov .br/index.php?option=com_content&task=vi ew&id=49&Itemid=14
Setor de Políticas Sustentáveis e Equilíbrio Ambiental
Agenda 21 Local - Foi criada com o objetivo de construir um processo participativo para a elaboração da Agenda 21 de Salvador. No município de Salvador, alguns bairros iniciaram a construção da Agenda 21 local. Em Itapuã, desde o ano de 2002, a população e lideranças vêm reunindo-se objetivando discutir questões relativas ao bairro: transferência da feira livre, criação do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG), potencial turístico da região entre outras.

Atenção: Você pode solicitar esta palestra para sua Escola, Faculdade, ou ainda solicitar à AGENDA 21 do seu bairro ou às associações para intermediarem.
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
Chico Xavier

SITE: www.accrba.com.brFOTOLOG: www.fotolog.com/accrbaRÁDIO/PODCAST: www.accrba.com.br/radio.htm ORKUT: www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5760159MSN: accrba@hotmail.com Abraços,Sandra de Cássia e Gabriel AmorimPresidência ACCRBA

terça-feira, 20 de maio de 2008

FRANKFURT (AFP) - O homem mais rico do mundo, o megainvestidor americano Warren Buffett, declarou-se hoje em Frankfurt a favor da candidatura do democrata Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos.

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O bilionário filantropo declarou em entrevista à imprensa que ficaria "muito feliz se Obama fosse eleito presidente".

"Tenho claramente uma preferência, ele é a minha opção", acrescentou.

Segundo a revista Forbes, Buffett, 77 anos, possui uma fortuna estimada em 62 bilhões de dólares, o que o torna o homem mais rico do mundo, diante do fundador da Microsoft, Bill Gates.


recortado do yahoo. de 19.05.2008
O BEM MAIS PERDIDO

Pe. Antônio Vieira - O bem mais perdido.


... HÁ BENS MAIS PERDIDOS, E BENS MENOS PERDIDOS. O bem perdido menos perdido é aquele que depois de perdido se pode recuperar: o bem mais perdido, e totalmente perdido, é aquele que perdido uma vez, não pode recuperar-se. Perde um homem a Deus, e perde o tempo: qual a maior perda? Em razão de bem é Deus, em razão de perdido é o tempo; porque Deus perdido pode recuperar-se; o tempo perdido não pode recuperar.

Pe. Antônio Vieira em "Discurso Primeiro" - Obras Completas do Padre Antônio Vieira, Lello e irmãos, Porto, Volume V, p.634.

trancrito do site de ricardo godim
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tempo e as jabuticabas
Ricardo Gondim
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se protegerem e se perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: - Gosto, e ponto final!Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.Já não tenho tempo para ficar explicando aos medianos se estou ou não perdendo a fé porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus.
Caminhar perto delas nunca será perda de tempo.

-colaboração encaminhada pela advogada KARLA MENZES
PALESTRAS TRANSPORTE PÚBLICO E ACESSIBILIDADE, DO DIA 19.05.2008.

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com

Atendendo a convite da Vereadora Olívia Santana, estivemos no auditório do Hotel Bahia do Sol, no Corredor da Vitória, para assistir a palestras sob o tema TRANSPORTE PÚBLICO E ACESSBILIDADE, ministradas por ILCE MARILIA DANTAS PONTO, doutora em engenharia de Transporte e professora da Ufba; Islandia Costa e Heron Cordeiro, Arquitetos da Comissão Civel de Acessibilidade de Salvador.

No horário marcado estávamos eu, Maurício Cruz, da ASBEB e meu amigo Marambaia, evangélico, liderança comunitária de Cajazeira, ali residente desde que foram construídas as primeiras casas. E ,desde então, até os dias que correm, um militante em favor das causas sociais do bairro, usando diariamente a sua bicicleta para os mais diversos afazeres. Matamos as saudades de nossos encontros em sua casa, sempre ao lado de um gostoso cozido ou feijoada, que sua esposa, Julinda, nos oferecia com o maior carinho.
Antes mesmo do início da reunião com a vereadora ,combinamos um passeio bicicloteca em Cajazeira.

Iniciada a reunião com um pouco de atraso, autorizou-nos Maurício a representá-lo, vez que tinha compromissos que se chocariam com o tempo reservado para sua intervenção.

Espuseram os palestrantes os problemas do transporte urbano, traçando, todos eles, um cenário preocupante do que já é o trasporte urbano em Salvador. Salientaram que, se medidas urgentes não forem implementadas em curto prazo, a cidade , simplesmente, vai parar.

Tudo foi abordado de forma muito proveitosa: engarrafamentos, falta de educação no transito, uso excessivo do carro, poluição, alternativas para o carro, moto , bicicleta , pedestre.

Participaram representantes de motoristas e de motociclistas, estes representados pelo seu presidente Henrique Baltazar da Silveira Filho, com trocas muito importantes de informações e experiências.

Coube-me levar nossas reivindicações, experiências, mensagens já conhecidas em favor das bicicletas nas ruas. Deixamos clara a idéia de que é possível pedalar em Salvador, apesar de todos os obstáculos. Conclamamos os presentes a pedir a quem dirigir carro, a quem tem parentes motoristas , especialmente de ônibus e táxi , para respeitar o ciclista, a moto, o pedestre; infomamos o que já estamos fazendo para que ciclistas também tenham o mesmo respeito pelos outros.

O nosso querido ARY GIL, como sempre contundente, emplogante, objetivo, didático, inteligente, levou a sua mensagem, suas experiências tendo recebido os costumeiros aplausos.Como é do seu perfil, avisou da existência dos nossos passeios, sites, estimulando todos a pedalar. A acreditar na promessa dos presentes, teremos muitos novos em Salvador.

Entre os motociclistas encontrava-se também o Moisés, que já pedala conosco; fotografou o evento e nos encaminhará as fotos ; Niara Lopes, que participa de nossos pedais e o colega Antas, militante do PCB , também pedalante e nosso colega de profissão. O auditorio era pequeno para o numero de participantes, ficando muita gente em pé, demonstrando o interesse que o tema provoca.

Conhecemos uma figura muito simpática, pedalante e autentico Jabuti, o senhor HUMBERTO LIMA, autêntico jabuti, inclusive no tipo de bike: bagajeiro, pára-lama, buzina trin trin, espelho e descanso; e não gosta de correr. Quer fazer um longo passeio , em rítimo Jabuti, tipo um ou mais meses pedalando pela Bahia e estados vizinhos. Pedala todos os dias para o trabalho, feira e a passeio. Fiquei fã do senhor Humberto e trocamos figurinhas para futuros pedais.

Conheci, o que esperava há muito tempo, a engenheira da Rede Ferroviária ,competente e simpática Denise Ribeiro, que tem tese acadêmica relacionada ao uso da bicicleta como meio de transporte.Em vários escritos nossos, aqui publicados, fizemos referencias a ela e ao seu trabalho acadêmico, citada em várias reportagens na imprensa baiana. Falou-me que já foram implantados vários bicicletários na Rede ferroviária. E que mais ainda serão. Pertence ao Movimento Ver de Trem, nosso conhecido, que tem seu colega Gilson como um dos coordenadores. Ficamos de desenvolvemos ações TREM/BICICLETA, inclusive com um pedal em direção a Rede Ferroviária.

Creio termos conseguido transmitir nossas mensagens ,no que foi possível no limitado tempo de tres minutos que nos foi destinado.

Deixamos nossas mensagens, reivindicações, convites para pedalarem conosco e, sobretudo, travamos conhecimentos e relações com pessoas e lideranças que passaram , com certeza, a ver com mais carinho a bicicleta. Trouxemos a certeza de que sensibilizamos mais um membro do poder municipal em favor da nossa causa. Contactamos pessoas que nos deixou convicto de que irão fazer parte deste mundo mágico das bicicletas.
Covidamos todos para participar do nosso grande passeio do dia 01.06.2008, da ASBB/ASBEB e a acessar nossos sites.

O convite para os ciclsitas participar do evento, nos anima a ir mais longe. A final, com a adesão da Vereadora , já são quatro membros da Camara Municipal sensíveis à nossa causa: Valdenor Cardoso, Reginaldo Oliveira, Everaldo Augusto.
Vamos esperar mais participações , inclusive nos nossos passeios, pedalando sempre.

As fotos serão publicadas no muraldebugarin.com na “galeria de fotos”, assim que o Moisés Santos nos encaminhar.

Saibam como participar dos nossos pedais, visitando nossos sites e blogs:

muraldebugarin.com
bikebook.blogspot.com
amigosdebike.com.br
pedaisnaestrada
pedaladadanoite
sincronia
mundodabike,
amigosdotony
jarraw

todos links dos mesmos sites e blogs

domingo, 18 de maio de 2008

LEGISLAÇÃO DO TRANSITO, E A BICICLETA

Valci Barreto

advogado, cicloativista baiano
editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com
e da FOLHA DO RECONCAVO, jornal impresso da cidade de Candeias.



Os artigos 58 e 59 do Código de Trânsito Brasileiro disciplinam que a bicicleta deverá rodar nas bordas da pista, tendo preferência sobre veículos automotores. Se houver , porém , ciclovias ou ciclofaixas, deverão os ciclistas por esta transitar. Autoriza a legislação que a bicicleta possa transitar em passeios, desde que autorizados por sinalização. A finalidade da lei é usar para bicicletas passeios onde não haja muito movimento de pedestres.

Outra coisa importante a ser observada é o uso dos equipamentos obrigatórios, previsto pelo próprio código e regulamentado pelas resoluções 02/98 e 46/98 do Contran.

A primeira considera, como não poderia deixar de ser, o freio um equipamento obrigatório;

Já a segunda prevê que bicicletas com aro superior a vinte deverão ser dotadas de espelho retrovisor do lado esquerdo, acoplado ao guidão e sem haste de sustentação; campainha, entendido como tal o dispositivo sonoro mecânico, eletromecânico, elétrico, ou pneumático, capaz de identificar uma bicicleta em movimento; sinalização noturna, composta de retro-refletores, com alcance mínimo de visibilidade de trinta metros, com a parte prismática protegida contra a ação das intempéries, nos seguintes locais:

a) na dianteira, nas cores branca ou amarela;
b) na traseira na cor vermelha;
c) nas laterais e nos pedais de qualquer cor.

A mesma resolução 46/98 dispensa do uso do espelho retrovisor e da campainha as bicicletas destinadas à prática de esportes, quando em competição de mountain bike, down hill, free style, competição olímpica e pan-americana, competição em avenida, estrada e velódromo e, outros.

Curiosamente o capacete não é previsto como equipamento obrigatório. houve projeto delei recomendando a imposição do uso do capacete. Mas o texto final , aprovado não estabelce a obrigatoriedade do uso do capacete. Há no entanto, o desenvolvimento de uma cultura, entre os ciclistas, em favor do uso do capacente, considerando sua inestimável importância para a segurança de quem pedala.

O art. 255 do Código prevê que conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, suscita a remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.

Caso sua bike seja removida, tenha a mão a Resolução 53/98 do Contran, que em seu art. 2º diz que caberá ao agente de trânsito responsável pela apreensão do veículo, emitir Termo de Apreensão de Veículo, discriminando os objetos que se encontrem no veículo, os equipamentos obrigatórios ausentes, o estado geral da lataria e da pintura, os danos causados por acidente, se for o caso, a identificação do proprietário e do condutor, quando possível, e os dados que permitam a precisa identificação do veículo.

O Termo de Apreensão será preenchido em três vias, sendo a primeira destinada ao proprietário ou condutor do veículo apreendido, a segunda ao órgão ou entidade responsável pela custódia do veículo e a terceira ao agente de trânsito responsável pela apreensão.

Estando presente o proprietário ou o condutor no momento da apreensão, o Termo de Apreensão de Veículo será apresentado para sua assinatura, sendo-lhe entregue a primeira via. Se você recusar-se a assinar, o agente fará constar tal circunstância no Termo, antes de sua entrega.

O agente de trânsito recolherá a contra entrega de recibo ao proprietário ou condutor, ou informará, no Termo de Apreensão, o motivo pelo qual não foi recolhido.

O prazo da custódia poderá variar de um a trinta dias, tendo em vista as circunstâncias da infração e a penalidade.


Os artigos 72 e 73 do Código Trânsito, estabelecem que que todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes a este Código; e que os órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito têm o dever de analisar as solicitações e responder, por escrito, as solicitações, sobre possibilidade ou não do atendimento.

sexta-feira, 16 de maio de 2008



Valci e filhas: jornalista e advogada Luciana Barreto; Psicóloga Mariana Barreto e o senhor AGAZZI da Osteria AGAZZI, na Federação, local escolhido para comemorar o aniversário de Mariana.
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SEBO AMADEUS, EM FOZ DO IGUAÇU



Na feira de artesanato e artes, da cidade de Foz do Iguaçu, Valci faz vistia a AMADEUS.

Na cidade de Foz do Iguaçu, todos os domingos, acontece uma feira de artesanato, artes e cultura. Entre os expositores está a figura simpática do Amadeus, que negocia livros usados, revistas, discos de vinil e mantem o SEBO AMADEUS, que atende a pedidos do Brasil inteiro, através dos correios.Áí está o seu fone: 32744988(ver código de Foz do Iguaçu)

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RUBENS PINHEIRO está participando, todos os sábados, das 09 às 12, da feira de selos, moedas, postais , na séde dos correios da Cidade de Aracaju. De segunda a sexta, Rubens atende em Salvdor, na Rua Barros Falcão, proximo ao Bom Preço no mesmo prédio da Igreja Adventista. Fone e endereço completo do Rubens nos links do bikebook.blogspot.com

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

JABUTIS VAGAROSOS DE 18.05.2008Ver Editar
O conteúdo Post do blog foi atualizado.
sab, 17/05/2008 - 19:27 — valci barreto
Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com
-e do Jornal impresso, FOLHA DO RECONCAVO, de Candeias.

A nova “internancional” pedalante é nossa querida Rosilente Cunha, advogada militante da Justiça do Trabalho. Sou testemunha desta nova paixão de Rose que não se limita a pedalar, mas a “agarrar pelo pescoço” pessoas, especialmente colegas de profissão, para pedalar. Além da advocacia e do filho, Rose não fala de outra coisa depois que fez o primeiro pedal no Jabutis Vagarosos.

Demonstrando que veio para falar, convidar e fazer, já adquiriu uma bike toda charmosa, pronta para enfrentar grandes trilhas e estradas. Está começando e, segundo diz, adorando o JABUTIS. Porém, logo logo estará pronta para grandes trilhas e pedais. Preparação fisica, adqurida em diária malhação, corpo atlético e muita disposição são ingredientes que não lhe faltam. Ao contrário, até sobra!

Com o de hoje, foram apenas dois pedais, mas com um avanço , crescimento de poucos. No primeiro foi com o grupo até a entrada do Jardim Zoológico.

No de hoje já avançou por demais: tomou coragem e veio do Largo da Graça pedalando sozinha até a Padaria Apipão, onde teria início o segundo da sua carreira de amante do pedal.

Demonstrando disciplina de poucos, às 08.30 já estava no ponto da partida dos Jabutis. Aproveitamos os trinta minutos para conversarmos sobre nossos passeios, projetos para futuras trilhas e ações cicloativistas. Covidou vários colegas para o de hoje, entre eles o nosso colega João Marinho. Este garantiu-lhe a semana inteira que participaria. Mas às 07 da manhã , demonstrando gentileza de poucos, ligou para Rose, avisando que não mais viria, apresentando as suas justificativas.

Às nove horas estava um belo e exuberante corpo moreno, cheio de saúde e de alegria , subindo em uma nova e linda bike,toda equipada ,para o seu segundo passeio pelas ruas de Salvador. Decidimos fazer o batismo de Rose "em centro" da nossa Capital, no trajeto tradicional que fazemos para iniciantes que já possui o condicionamento de Rose: Início na Sabino Silva, em direção a Centenário. Entramos no Calabar para apresentar-lhe a biblioteca comunitária daquele bairro a qual não abre aos sábados. Hoje, porém, estava funcionando para atender a ensaios de teatro das crianças do bairro. Como sempre, fomos muito bem recebidos pela simpática monitora e pelas meninas que se animaram quando dissemos do nosso desejo de uma foto ao lado delas. Feitas as fotos , despedimo-nos deixando um livro de doação, o que fazemos em nossos Jabutis. Despedidas , fotos realizadas, retornamos para a Centenário e seguimos em direção ao Centro .Deixamos a Centenário pelo pequeno aclive, antes do tùnel que dá acesso ao Bom Preço da Garibaldi,e pedalamos em direção à Praça dos Reis Católicos. Queria mostrar para Rose a oficina de bicicleta do Regis, (DISK SPORT, 32611094),na Vasco da Gama. Seguimos toda a avenida, na mesma pista e fluxo dos carros;retornamos na Vasco da Gama para alcançar o início do viaduto onde está instalado o Regis. Coversas, fotos, despedida, seguimos : Dique do Tororó, parada na banca de livros usados do senhor Alfredo, na Sete Portas , onde adquirimos alguns para doar ao NACCI. Generoso, o senhor Alfredo mandou alguns exemplares como doação suas para a criançada. Seguimos pela Baixa do Sapateiros; subimos a ladeira ao lado do antigo Cine Jandaia , empurrando, jabotísticamente, as nossas magrelas. Nenhum cansaço da Rose. Deixamos os livros para as crianças do NACCI e seguimos pela Saúde, contemplando o que resta dos azulejos, portas, janelas , da bela arquitetura colonial barroca baiana daquele bairro.
Seguimos a rua principal onde ainda se pode contemplar pequenas quitandas, oficinas, barbearias , comadres e compadres conversando em janelas e portas seculares, algumas ainda levando docinhos cobertos por pequenos panos brancos para as vizinhas. Deixando tudo isto para traz, alcançamos a Av Joana Angélica. Nesta, na entrada do Tororó, uma parada para água e visita ao meu amigo “Bonitão da entrada do Tororó”, Maurição, engenheiro agrônomo do Estado, fazendeiro em Cruz das Almas , umas das mais queridas pessoas que eu conheço, por muitos anos meu colega do ex INSTITUTO DE TERRAS DA BAHIA.

Exaltando a exuberância e alegria de Rose, só não prometeu pedalar: o carro já lhe deu uma crônica preguiça de andar a pé ou de bicicleta, mesmo sendo da cidade das laranjas e das magrelas, muito curtidas em sua infância e adolescência.

Com muita vontade de comer todas as jacas ali expostas, (lembrei muito de você, Itana!)oferecidas pelo Maurício, sabendo ele como apreciamos esta fruta sem igual, fizemos as fotos, tomamos água, e com esperanças de nosso amigo um dia participar dos nossos pedais, despedimo-nos para seguir a viagem. Entrei no Convento Joana Angélica para “apresentar a Rose os livros usados ali vendidos , recebidos de doações e o brechó, portador de todo tipo de bugigangas também recebidas e vendidas para as obras sociais da Igreja. Adquiri apenas um, Curso de Ingles, para futura doação. Com poucos livros, e sem a trava das bikes, liberei Rose de entrar. Isto porque a senhora que ali atende disse-nos que os livros agora estão na Igreja do Rosário. Seguimos para lá, pela Piedade. No Rosário, pedimos a um dos rapazes da Igreja para olhar as nossas bikes enquanto visitávamos a biblioteca. Nesta, um excelente estoque de livros. Olhei com atenção para as minhas futuras compras e divulgações. Vários rapazes arrumavam e liam livros daquelas estantes. Tímidos, não se deixaram fotografar. Mas fizeram nossa foto. “Foi a primeira vez que entrei nesta igreja”, disse Rose. “E se não fosse a bicicleta, você talvez não entrasse jamais." brinquei.

Deixamos a igreja, pegamos a Carlos Gomes, Corredor da Vitória. No largo da Igreja da Vitória a CET interrompia o trafego de carro para descer a Ladeira da Barra. Tomamos informações: era o movimento ante manicômio . Deixei Rose em frente ao seu prédio, no Largo da Graça. Conversando, eis que aparece o nosso querido jurista, aposentado como advogado da Rede Ferroviária , Eduardo Costa. Não gosta de ser fotografado. Mas não o dispensei do registro daquele momento.

Era meio dia e vinte. Despedidas, abraços, promessas de próximos pedais, desci a Princiesa Isabel. No trajeto para casa, passaria na Barra para ver o “DIGA NÃO AO MANICOMIO”.

A ladeira, toda engarrafada para carro, suas bordas estavam completamente livres para a minha bike que descia facilmente deixando para trás aquele “monte de ferro, aço,plástico, borracha , dinheiro, estress e poluição,quese todos levando uma pessoa só... ‘

Alcancei o Porto, segui pela Orla e cheguei ao Farol, onde os “loucos” , de fora dos manicômios oficiais, pulavam, cantavam, muitos deles enfeitados; muita gente bonita, e várias "louquinhas coloridas " como minha querida Jamille, “Mona Liza”,como a batisei na intimidade de colega da minha filha Mariana.

Claro que o movimento me fez lembrar “ O ALIENISTA “, de Machado de Assis!.

Fotografado o movimento dos “loucos de fora”, em favor dos “loucos de dentro” do manicômio oficial, segui para casa, onde cheguei certo de que foi um Jabuti completo. Não olhei o relógio. Ele só é olhado para a hora de saída . Para o retorno não tem qualquer serventia,principalmente para o Jabuti de hoje, que contou com um dos mais raros, belos, simpáticos e bem humorado exemplar de autentico Jabuti: a querida colega Rose, agora prontinha para muitos e mais Jabutis, inclusive para o próximo, já marcado: até o Clube dos Advogados,em Práias do Flamengo, com direito a chuveirada, piscina , muita conversa , tira gosto, promessa que já fiz aos nossos amigos , diretores do Clube:Rita, Geraldo, Adilson.

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As fotos vão estar no muraldebugarin.com em “galeria de fotos”. Clicando nas fotos, outras aparecem. Clicando de novo, elas são aumentadas. Clicando em “próxima” milhares de outras, de outros passeios surgem .
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Pedalando de Práias do Flamento, até o Bonfim, Ribeira, Suburbana, você não sobe uma ladeira sequer. E ainda passa pelo Elevador Lacerda Comércio, tudo no plano! E tem gente dizendo que Salvador tem ladeira!..
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Dica de Leitura: PORQUE DEIXEI A MICROSOFT PARA CONQUISTAR O MUNDO, DE JOHN WOOD

“O ALIENISTA”, DE MACHADO DE ASSIS, EM HOMENAGEM AO MOVIMENTO ANTE MANICÔMIO

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“DEIXE SEU CARRO EM CASA, VÁ DE BIKE” –Bugarin.
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AOS DOMINGOS, ASSISTAM AO NOTA DEZ, CANAL FUTURA. No mesmo dia, PANORAMA RURAL. Ambos com as repórteres baianas, respectivamente, Elen, baianinha de Salvador, e Simone Carvalho, baianinha de Itiruçu.
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TOME CAFÉ DA MANHÃ NA ALBANI(FRENTE SÉDE DOS CORREIOS NA PITUBA) CAFÉ DA MANHA A PESO, COM BANANA DA TERRA FRITA, FAROFA, MINGAU, CARNE DO SOL, BANANA COZIDA, e muito mais, tudo a peso.
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Conheça a boa música, de forma bem íntima com os artistas, na Barraca do Mário, após o Shoping Ponto Sete , na Pituba.

A RUA NÃO É SO DO CARRO. É DA MOTO, PEDESTRE E BICICLETA - DIVULGUE ESTA IDÉIA.
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RUA É DO CARRO, MOTO, BICICLETA E PEDESTRE.

Valci Barreto,
advogado, cicloativista
Editor do bikebook.blogspot.com
colaboradora do muraldebugarin.com e da Folha do Reconcavo.


O motorista acha que a rua é só dele. Que é só do carro. Que todos têm que sair da sua frente quando ele dirige. Esta atitude é mais acentuada pelos motoristas de ônibus, táxis, mauricinhos e patricinhas que saem atrasados para escola, baladas ou para devolver o carro para alguém da família.
Um bom número de carros utilitários e de órgãos públicos mantém uma atitude hostil em relação a quem está em sua frente: buzina insistentemente, aciona motores e faróis, agressivamente, para que todos saiam correndo da sua frente. Criam, com estas atitudes, um mundo agressivo, mal educado, perigoso, estressante.
O Brasil mata mais gente no trânsito do que muitas guerras em nosso planeta. Muitos estão mortos, mutilados, inutilizados para uma vida normal por causa de motoristas irresponsáveis. A maioria das mortes e mutilações são causadas pelo uso do alcóol, sono e excesso de velocidade.
Vamos ajudar a modificar estas atitudes. A mudança é boa para todos.
O ciclista, a moto ou mesmo outro carro, não é obrigado a sair da frente, a se jogar na calçada porque um motorista assim o deseja. A bicicleta, por lei , tem preferência e direito de circular na mesma pista do carro. Não há pista exclusiva para carro, salvo as exceções reguladoras dos órgãos de trânsito. A preferência no transito é da bicicleta.
Vamos ocupar os espaços das ruas com nossas bicicletas, independentemente de ciclovias e de ciclofaixas. Que elas (as faixas especiais) venham para a maior segurança de todos.
Mas, se o motorista respeitar as leis de trânsito, respeitar o semelhante, ainda que através de um policiamento ou multa alta, não há necessidade de ciclovias nem de ciclofaixas.
Jamais governo de lugar nenhum do mundo irá implantar ciclovias ou ciclofaixas em toda a extensão de qualquer cidade grande. Estas nascem, crescem e desenvolvem-se dando privilégio ao automóvel em detrimento do ciclista e do pedestre.
Salvador é 'plana' para a bicicleta. Podemos pedalar de Stella Maris até a Suburbana, passando pelo Bonfim, Ribeira, sem subir uma ladeira sequer.
As ladeiras do Centro de Salvador são pequenas e podem ser vencidas facilmente empurrando a bicicleta por alguns poucos minutos. Ninguém é obrigado a subir ladeira montado na 'magrela'.
Quem mata, estressa e mutila é o carro. Quem atrapalha o trânsito é o carro, é o ônibus. O veículo automotor, a cada dia mais blindado, reforçado, fechado hermeticamente a ponto de isolar o motorista e caronas dos pedestres, pedintes e ladrões de sinaleira está matando as cidades. A bicicleta tenta ressuscitá-las.
A bicicleta - magrela, camelo, margarida, jegue - seja qual for o nome, é uma tendência evolutiva. Menos poluição, menos corrida pela cara energia, menos estresse e mais exercicios físicos. Mais tempo para olhar as pessoas, as paisagens (ainda que das selvas de pedra), mais diversão sob a forma de transporte.
Mais bicicletas e menos carros nas ruas, para o bem de todos!


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quarta-feira, 14 de maio de 2008



Diógenes, Marcelo, Valci e Valdenor Cardoso.


Vereador Valdenor Cardoso, Valci, Marcelo e Diógenes
ESTAMOS CHEGANDO LÁ -AUDIENCIA PÚBLICA
Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com



Temos os mais variados problemas e conflitos em nossa sociedade para serem enfrentados e solucionados: drogas, falta de dinheiro, emprego, educação, saude.

Pelo menos em um destes estamos enfrentando, com muitos saldos positivos: as dificuldades para pedalar em Salvador.

Todos nós, cicloativistas, por onde andamos, com quem conversamos, tentamos fazer novos ciclistas, conversar com motoristas e taxistas, parentes destes, pessoas que dirigem, familiares nossos, para trazê-los para pedalar. Não somente para pedalar. Também para, por meio destes pedais, levar mensagens de saúde, conservação do planeta, educação para o transito.

Entre as grandes vedetes do mundo atual, sem duvida, está a bicicleta, por tudo que ela proporciona e pode proporcionar.

Em nossas ações, em Salvador, sensibilizamos políticos que, mesmo tendo relações fortes com outros esportes, como futebol, ainda não conheciam os movimentos dos bainos como Gilson Cunha, Mauricio, Itana Mangiere, Antonio, do Amigos de Tony, Geniavaldo, George Argolo, Jarraw,Fernando, Lu Saraiva, Bugarin, toda a ASBEB, ASBB, Lázaro, Guerreiro, Cezar Brasileiro, Tio Lu, Luzia, Luzinte, e tantos outros, em favor das bicicletas nas ruas de Salvador.

Por várias razões, temos tido contatos permanentes com os vereadores Valdenor Cardoso, Everado Augusto, Reginaldo Oliveira . Mesmo sendo, na maioria das vezes, informais estes encontros, tratamos sempre, com proveito, do tema bicicleta.

Importante é que eles, não apenas estão à disposição como políticos: estão pedalando, uns mais , outros menos, mas todos já apaixonados pelos passeios ciclíticos.

As fotos, no muraldebugarin.com, revelam, atestam estes fatos.

Recentemente, recebi um amável convite do vereador Valdenor Cardoso para um almoço, através do seu filho Marcelo e do nosso amigo, também cicloativista, procurador da Câmara Municipal, Diógenes Evangelista. Brincando, disse-lhe que só aceitaria o convite se o assunto fosse bicicleta!.

No almoço , não só tratamos de bicicleta. Olhando para o mar da Bahia, contou-nos o vereador de viagem que fez à França, a convite de navegadores franceses, interessados em navegação de lazer, turismo, pesca , educação marítima. Dissse-nos Valdenor do encantamento dos frances quando constataram a riqueza que proporciona a nossa Bahia de Todos os Santos para todo tipo de navegação. (Amyr Klink, em palestra a que assisti, também disse o mesmo, recomendando instalação de escolas náuticas, comuns na Europa, notadamente na França)

Bicicleta, navegação, transporte, educação, música, enfim, todos os temas foram postos pelo vereador, demonstrando uma sensibilidade com todas as coisas da nossa cidade ; e também de dificuldades , limitações a que está sujeito o próprio poder público.

O Diógenes foi por demais incisivo: “Os órgãos públicos têm que fazer algo para educar os nossos motoristas que não se conformam em ver uma bicicleta na rua”. Falamos da perversidade com que alguns motoristas se comportam ao ver um ciclista em sua frente, mesmo quando este pedala de acordo com as normas de transito.

Saímos dali com o compromisso de novos encontros, com ou sem almoços, para que algo fosse feito, dentro dos nossos limites, para cobrar, reivindicar, postular ações positivas em favor dos nossos pedais, em favor do uso da bicicleta como meio de transporte.

No domingo, dia das mães, no passeio do amigosdotony, tivemos a mesma conversa com o vereador Everaldo Augusto que, além de participar ativamente daquele belo pedal, relatou ações que já desenvolve e que desenvolverá no mesmo sentido na condição , também, de amante do pedal.

O Reginaldo Oliveira, igualmente, está com projetos de grandes passeios em agosto ou setembro. Não apenas para pedalar, mas para fomentar práticas objetivas em favor das bicicletas.

O bom de todos os vereadores citados é que também gostam de pedalar. E pedalam.

Mais uma prova destes cuidados, desta preocupação, de que querem fazer algo, é a reunião agora marcada pelo Presidente da Câmara, para tratar de segurança dos ciclistas, em audiência pública. (o recado do amigo Diógenes funcionou!!)

Nosso dever, pelo menos dos que puderem, é estarmos presentes .É , assim, mais um momento, mais uma oportunidade que estamos tendo de levar nossas mensagens, nossos pedidos, nossa palavra e também nossos projetos e propostas de ações efetivas ao poder público. A nossa parte já estamos fazendo. E esta reunião não deixa de ser uma conseqüência dela. E de que eles estão demonstrando o carinho, o cuidado, a atenção. Muito positivo, portanto, o chamado do Vereador, Valdenor Cardoso para este evento.

Estarei presente, mais uma vez. Todos nós deveremos nos fazer presentes. Quem não puder ir, deve mandar seus representantes.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

JOAQUIM NERY FILHO, UM DOS GRANDES EMPRESARIOS DA AREA DE ENSINO, E DA CENTRAL DO CARNAVAL, TEM MUITO QUE NOS ENSINAR. VALE A PENA ASSISTIR A ESTA PALESTRA.



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Recortado do www.correiodabahia.com.br - de 12.05.2008.


Camila Vieira
O fim de semana é uma boa oportunidade para a constatação de irregularidades em postos de combustíveis e regiões próximas a bares e estabelecimentos de entretenimento. Das 23h de sexta-feira às 3h do sábado, a operação Barulho e saúde não combinam. Evite a poluição sonora flagrou veículos sobre calçadas e canteiros, filas de carros “soltos” fechando os que já estavam estacionados e motoristas com o som ligado acima do volume permitido.


Poluição sonora e estacionamento em locais proibidos foram os alvos da ação realizada em conjunto pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) e Polícia Militar (PM). Até ontem não havia sido liberado o balanço final da operação.


A ação teve início no Posto Jardim dos Namorados, no bairro do Itaigara. Embora o estabelecimento seja alvo freqüente de denúncias na 13ª Companhia Independente da Polícia Militar e na Sucom, nenhuma irregularidade foi constatada ontem no local. Bastou que policiais e agentes municipais se aproximassem para que os infratores fechassem os porta-malas dos veículos. A supervisora do posto, Rosana Batista, deixa claro que a situação é crítica e queixa-se da atuação da Sucom. Segundo ela, o telefone do órgão nunca atende quando é acionado.


“Toda vez que algum motorista coloca o som alto nós ligamos, mas não temos o retorno”, reclama. Na tentativa de coibir a prática, quatro seguranças fiscalizavam os motoristas e funcionários anotavam as placas dos carros. “Tentamos dessa forma, mas se não dá certo apagamos as luzes e fechamos a loja”, explicou a supervisora. As multas para excesso de decibéis (acima de 60) podem variar de R$481,03 a R$80.171,07. Para denunciar, deve-se ligar para o 2201-6660.


Sem se identificar, um estudante de publicidade de 24 anos, que freqüenta o local todos os fins de semana, assume se exceder nos decibéis. Vaidoso, afirma que faz questão de mostrar a todos a potência do seu aparelho de som. “Onde eu paro, a galera gosta. Fazer o quê?”, debocha o jovem, manifestando indiferença à Lei nº 5354/98 que proíbe qualquer publicidade sonora voltada para a rua.


Ciente da gravidade da situação, o subgerente de fiscalização da Sucom, José Araújo, explica que o posto é responsável pelo problema. “O estabelecimento é licenciado para vender combustível. Se comercializa bebida e o comércio incita a poluição sonora, cabe a prestação de contas por parte do proprietário”, explica. Ele acrescenta que é preciso investir em ações educativas. “A ação fiscal não adianta, precisamos fortalecer as campanhas de orientação”, frisou.


Saindo do posto, os agentes seguiram rumo à Alameda Benever, no Parque Júlio César. De longe, via-se em frente aos bares, proprietários de veículos com porta-malas abertos e executando músicas num volume muito mais alto do que o bom senso preconiza. Em volta dos automóveis, grupos de adolescentes e jovens ingerindo bebidas alcoólicas. Mas, ao perceber a presença dos agentes, a maioria conseguiu deixar o local sem sofrer penalidades.


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Confusão no Jardim dos Namorados


A operação ficou tensa no Jardim dos Namorados. No “corredor” de estabelecimentos comerciais em frente à praia, havia centenas de carros estacionados em locais indevidos. Os agentes da SET expediram multas e autorizaram o reboque de veículos em posições irregulares. Pelo menos 20 automóveis foram notificados por ocupar a área verde ou a calçada.


Ao perceber que seu carro seria rebocado, o motorista do Vectra JKX-2047 tentou fugir do local. Um policial militar se colocou diante do veículo, obrigando o condutor a parar. “A gente paga manobrista, gasta dinheiro numa boate e ainda tem o carro rebocado. Isso é absurdo”, esbravejou o infrator que não quis se identificar. Ele foi autuado, mas o automóvel não foi removido pelo guincho da SET.


Segundo freqüentadores dos estabelecimentos da região, os carros são estacionados em locais indevidos por manobristas contratados pela boate Happy News. Procurado pela equipe de reportagem, o dono da casa de entretenimento não foi encontrado.


Mais adiante, o dono do Celta JQN-7726 também teve o carro notificado. Eram 0h50 quando a Sucom fez a medição e constatou que o som do carro estava a 72.3 decibéis. “Ele vem me punir, mas tenho certeza de que vários outros pontos da cidade tem gente com o som nas alturas”, disse. A afirmação do condutor foi evidenciada pela reportagem que circulou por outros postos da cidade. Carros com som alto foram encontrados no posto 1, na Avenida Paralela, e Ponto Novo, no final da via.


Empresas desrespeitam legislação


Para obter a liberação de funcionamento, muitas empresas, escritórios e estabelecimentos comerciais da cidade desrespeitam a exigência da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) quanto à existência de estacionamento para clientes. A inexistência da vagas faz com que a clientela utilize as calçadas e obrigue os pedestres a caminhar pelas ruas. Considerada infração grave, estacionar veículo em local proibido prevê multa de R$127, além da perda de cinco pontos na carteira de habilitação.


O desrespeito à lei fez com que os agentes da Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) rebocassem o Ford Focus de placa PPN-4331, estacionado em uma vaga regulamentada para táxi, na Alameda Benever. O proprietário não apareceu e o veículo foi levado ao pátio do órgão, no Vale dos Barris. O supervisor da SET Neumam Moreira explica que a irregularidade infringe o Parágrafo VIII do artigo 181 do Código Brasileiro de Trânsito, determinando multa, remoção do veículo e gera a perda de cinco pontos na carteira de habilitação.

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PASSEIO CICLÍSTICO DIAS DAS MAES (fotos em “galeria de fotos, no muraldebugarin.com)


Valci Barreto (fotos na “gelaria de fotos”
Advogado, cicloativista
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com


O passeio do Amigos de Tony, em homenagem ao dia das mães foi tudo de bom.

Da região de Ondina, Graça e Federação, fomos os três : eu , o professor de Direito, Deraldo Dias Brandão e o jornalista Sérgio Bezerra. Combinamos, e cumprimos, que às 12.30 retornaríamos para nossos compromissos familiares, também relacionados ao dia das mães.

Manhã nublada, vento fresco, temperatura amena, segui sozinho de Ondina até o Viaduto que dá acesso ao Retiro, onde me esperavam Sergio Bezerra , Deraldo e o gentil “embaixador”, encaminhando gentilmente pelo Tony para nos guiar até a sua séde, na Rua da Jaqueira, onde iniciaria o pedal.

Guiados, em rítimo bem Jabuti, chegamos à casa do Tony onde já estava o vereador Everaldo Augusto e sua equipe saboreando o café da manhã: cuzcuz de milho e tapioca, refrigerantes, sucos, vários tipos de mingau e o mungunzá, sempre a minha preferência. Já havia tomado um delicioso mingau, servido todos os domingos , por uma simpática senhora, todos os domingos, na entrada do Calabar, ao lado da Borracharia Jeovanessi, na Centenário. Mas ao chegar ao Tony, o estomago já pedia mais. Para não desaponta-lo, agraciei-o com mais alguns generosos copinhos.

Tomado o café, conversado e cumpridas “tarefas” sociais, com o Tony e seu grupo, difícil foi iniciar o pedal: abraço aqui, abraço ali, senhoras, crianças, adolescentes iam sendo apresentados pelo Tony com a sua energética simpatia. Quase o arrastando, iniciamos o pedal , contemplando as casas simples, pessoas chegando às janelas, portas, sacadas, muitas delas a nos “avisar”, que mal haviam deixado suas camas. Pelas ruas, pessoas indo, vindo, cumprimentando-nos, abrindo seus sorrisos para conhecidos que nos acompanhavam no pedal. Gente em portas de igrejas, umas indo, outras voltando, chamando-nos a atenção a quantidade de crianças, senhoras, jovens, levando flor, cestinhas de flores , pratos e equipamentos domésticos que sugeriam transportar, em seu interior, o doce, a refeição simples, o bolo para a mamãe. Outras, mesmo sem nada na mão, com o semblante serenos, alegres ou tristes, simplesmente passeando pelas ruas estreitas do bairro, lembrando uma linda, apesar de tristinha, canção do Chico Buarque. Mas, dos pedalantes, a alegria tomou conta. O carro de som, gentilmente cedido pelo vereador Everaldo Augusto, anunciava, na voz de Cleber: “passeio ciclístico em homenagem ao Dia das Mães, do amigos de Tony”,com intervalos para músicas de vários gêneros.

A humildade das casas, becos, pessoas e crianças que contemplávamos, conviviam perfeitamente com a alegria estampada nos rostos das pessoas por onde passávamos.

Digno de nota, da nossa parte, foi o respeito que atestamos dos motoristas de carros que por nós passavam: não houve uma buzinada, uma acionada de luz ou motor para nos apressar ou nos “espremer “ nos passeios. Muito pelo contrário: paravam, esperavam o momento da ultrapassagem, em um perfeito “dialogo” entre bicicleta e carro, bem diferente do que acontece com os carros que trafegam pela Centenário, por exemplo. Ficou a lição: com respeito, mesmo em ruas estreitas e movimentadas, bicicletas e carros podem conviver muito bem .

Paramos para visitar uma bica, fonte de água natural, que foi urbanizada mediante instalação de torneira e azulejos, onde simpáticas senhoras lavavam roupa; e crianças,animadamente, brincavam nas escadas das suas proximidades, com tampinhas de vasilhas plásticas, colorindo , em tons quentes, a criatividade de quem não tem grana para comprar brinquedos.

Seguimos em frente, por alguns quilometros, variando de pessoas e de cenário alcançando uma bela lagoa, apesar de descuidada, formada por água acumulada em cratera deixada por antiga pedreira. A reação foi unânime: poderia ser uma excelente área de lazer, fossemos nós aquelas agências de viagens, privadas ou públicas, que transformam um tanquinho qualquer gelado da Europa em atração para o mundo inteiro pagar caro para ver. Quisesse alguém assim proceder, não precisaria o poeta sentar em uma cadeira apertada de um café parisiense para receber espíritos dos poetas que aqueles cafés ele consagraram. De todo jeito, todos nós, vimos, naquele misto de água, plantas , pedras e céu, mesmo nublado, a poesia escrita em suas entranhas. E um monte de crianças em sonhados pedalinhos, refletindo a inocência dos seus sorrisos nas suas águas. Pelo menos uma assim estava. Não em seus espelhos, mas na não menos bela imagem captadada pelas nossas câmeras fotográficas.

Negativa é a presença das sujeiras, dos plásticos, copos, latas, lixos jogados em ruas, becos que, mesmo sem prefeitura ou limpeza pública, poderiam ser evitadas. Triste é pensar que um vigoroso esgoto que passa pela área foi um dia um rio onde moravam peixes em seu leito , pessoas e arvores em suas margens.

Mas o sorriso estampado em muitos rostos nos deram esperanças. Por isto, retornamos dali, com o mesmo entusiasmo, sentimento de estarmos espalhando a alegria que sentimos em cada pedal como este. Simples, mas emocionante. (“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”) levando e aprendendo a exercer a alegria, cidadania , impondo-nos, ainda, a busca do sentido da vida e da contemplação! Não é um simples pedal: É a História de cada um do nós que deles participa.

Alcançado o final do passeio, trocamos os abraços de despedida, distribuímos rosas para algumas mães presentes, cantando para elas as mais belas orações já escritas e as que ainda serão. E de CORAÇÃO!

Sentimos a falta de alguns componentes do grupo do AMIGOSDETONY, inclusive do Lindo Olhar, sempre presente em todos os eventos do grupo.

Certamente estavam comemorando de outra forma, não menos bela, o DIA DAS MÃES.

Parabéns ao Tony pelo convite e a todos que participaram e me ajudaram a ser feliz mais uma dia em cima de uma coisa tão simples que consegue nos levar tão longe: bicicleta!

O meu beijo a todas as mães do Planeta Terra!

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domingo, 11 de maio de 2008

bikebook.blogspot.com

O texto abaixo foi recortado de entrevista do escritor UMBERTO ECO, publicada na FOLHA DE SÃO PAULO, REVISTA MAIS, do 11.05.2008


PERGUNTA - E a cada dia o sr. chega mais perto de Alexandria, daquela sua família?
ECO - Meu pai era o mais velho de 13 irmãos. Era uma família enorme. Houve um primo que morreu aos 20 anos e que não conheci. Faça o cálculo: se cada irmão teve dois filhos, eram 26 primos, de modo que era difícil ter uma relação com todos.
Minha relação mais estreita foi com minha avó materna, que foi quem me iniciou na literatura. Era uma mulher sem cultura nenhuma -acho que fez apenas os cinco anos da escola primária-, mas tinha paixão pela leitura.
Ela era cadastrada numa biblioteca, de modo que trazia um montão de livros para casa. Lia de forma desordenada. Um dia podia ler Balzac e, logo depois, um romance de quatro vinténs, e gostava dos dois. E assim fez comigo: ela me dava, aos 12 anos de idade, um romance de Balzac e uma história de amor de qualidade ínfima. Mas me transmitiu o gosto pela leitura.

PERGUNTA - Além de sua avó, quem foram seus outros mestres?
ECO - O professor da escola primária aparece em meu romance "A Misteriosa Chama da Rainha Loana". Era um fascista que batia em seus alunos mais pobres. E, embora sempre tenha se comportado bem comigo, não era uma boa pessoa.
Em contrapartida, tive uma educadora fabulosa, embora por apenas um ano.
Era a senhorita Bellini, que ainda vive. Tem 91 anos, e, cada vez que sai um livro meu, envio um exemplar a ela. Era uma grande educadora, nos estimulava a escrever, a contar, a sermos espontâneos, e foi uma das pessoas que mais exerceram influência sobre minha vida.


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Especialista francês critica 'era da saúde mental', e prevê nova e 'temível' norma psiquiátrica

De Cécile Prieur

Em entrevista, o psicanalista e professor de psicopatologia Roland Gori discute as mais recentes evoluções e conceitos da sua disciplina e aponta a psiquiatria moderna.

Le Monde - Cada vez mais, fala-se em "saúde mental", e cada vez menos em "psiquiatria". No futuro, para onde nos conduzirá esta tendência?

Roland Gori - Nós entramos na era de uma psiquiatria pós-moderna, que pretende atribuir, sob a denominação de "saúde mental", uma dimensão médica e científica à psiquiatria. Até o presente momento, esta disciplina esteve voltada para o sofrimento psíquico dos indivíduos, movida por uma preocupação em elaborar uma descrição acurada dos seus sintomas, apropriada para cada caso. Desde o advento do conceito de saúde mental, passou a se sobressair uma concepção epidemiológica da psiquiatria, voltada para a detecção e o diagnóstico, da maneira mais ampla possível, das anomalias de comportamento. Em função desta mudança, deixou de ser necessário interrogar-se a respeito das condições trágicas da existência, ou ainda sobre a angústia, a culpabilidade, a vergonha ou a falha; agora, basta abordar os problemas atendo-se ao nível estrito do comportamento dos indivíduos e tentar adaptá-los em caso de necessidade.


PSIQUIATRAS EM BAIXA
8800 Estimativa do número de psiquiatras disponíveis na França até 2025, ou seja, 36% de profissionais a menos em relação a 2002
430 é a taxa de doentes hospitalizados nos serviços de saúde mental a cada 100.000 habitantes, em levantamento de 1998.
Em 1950, eram 99 e, em 1978, 380.

Já o tempo de estadas
em hospitais não
pára de diminuir



Le Monde - Qual foi o fator que contribuiu para operar esta mudança?

Roland Gori - O DSM (Diagnostic and Statistical Manual), uma espécie de catálogo e de ferramenta destinada a recensear as disfunções do comportamento, criada pela psiquiatria americana. Ao multiplicar as categorias psiquiátricas [entre as versões 1 e 4 do DSM, ou seja, entre os anos 1950 e os anos 1990, o universo investigado passou de 100 para 400 disfunções do comportamento], esta ferramenta multiplicou na mesma proporção as possibilidades de se elaborar esses diagnósticos. Atualmente, a disciplina passou a ser dominada pela ditadura dos "dis": distímico, disfórico, diserétil, disortográfico, disléxico... Todo e qualquer indivíduo é potencialmente portador de um distúrbio ou de uma disfunção. Isso tem por efeito de ampliar até o infinito o campo da abordagem médica da existência e a possibilidade de vigilância sanitária dos comportamentos.

Le Monde - De quais maneiras esta concepção da psiquiatria conseguiu se impor?

Roland Gori - Isso ocorreu, sobretudo, por conta da sua pretensão à cientificidade. A saúde mental não se tornou o campo principal por ser imposta a sujeitos vítimas, passivos, mas sim a indivíduos que deram o seu consentimento para tanto. Desde o apagamento das grandes ideologias, o indivíduo vem elaborando para si o seu próprio guia normativo das condutas, as quais, em muitos casos, ele vai buscar nas ciências do vivente. O resultado disso é que daqui para frente, são os "profetas de laboratórios" que nos dirão de que maneira deveremos nos comportar para nos mantermos com boa saúde.

Le Monde - Como serão os tratamentos, num futuro próximo, considerando-se esta evolução?

Roland Gori - Eu não tenho certeza alguma de que os dispositivos que visam a enquadrar a saúde mental sejam norteados pela preocupação de tratar, e menos ainda de encontrar curas. Eles estão antes posicionados do lado de uma detecção precoce e feroz dos comportamentos anormais, os quais passam a ser acompanhados e rastreados no decorrer de uma vida inteira. Ora, ao distanciar-se de toda preocupação com tratamentos, a nova psiquiatria voltada para a saúde mental utiliza indicadores extremamente híbridos. Este foi o caso com a expertise coletiva do Inserm (Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica), realizada em 2005, que preconizava a detecção sistemática da "disfunção das condutas" nas crianças muito novas, com o objetivo de prevenir a delinqüência: aquele relatório misturava elementos médicos, sintomas de sofrimento psíquico, indicadores sociais e econômicos, e até mesmo políticos. Tudo isso desemboca, por trás de uma aparência científica, numa verdadeira estigmatização das populações mais desfavorecidas. O que, conseqüentemente, tem como efeito tornar naturais as desigualdades sociais.

Le Monde - A detecção acurada das disfunções não permite, ao contrário, tratar de modo mais adequado?

Roland Gori - Eu creio que ela permite, na realidade, estender a rede da vigilância sobre os comportamentos, em conexão permanente com a indústria farmacológica. A produção de novos diagnósticos tornou-se o principal foco de interesses dos novos profissionais da saúde mental. Vamos tomar como exemplo o conceito de "disfunções da adaptação": ele é vago o suficiente para poder ser atribuído a toda e qualquer pessoa que se encontra numa posição de vulnerabilidade. Qualquer um que esteja estressado no trabalho ou que esteja angustiado por sofrer de uma doença grave pode, com isso, desenvolver uma "resposta emocional perturbada", que será considerada como uma disfunção da adaptação. A resposta consistirá em administrar-lhe um tratamento a base de medicamentos, acompanhado de uma terapia cognitivo-comportamental visando a fazer com que o paciente recupere uma atitude adaptada. Assim, a "nova" psiquiatria não dá a mínima importância para o que vem a ser o sujeito, nem para aquilo que ele pode estar sentindo. A única coisa que importa é saber se ele é suficientemente capaz de se auto-governar, e de interiorizar as normas de comportamento de segurança que a sociedade espera que ele siga.

Le Monde - Qual será, dentro deste contexto, o papel do psiquiatra ou do psicólogo?

Roland Gori - O principal perigo, o mais temível, é o de que seja exigido cada vez mais dos psiquiatras e dos psicólogos que eles atuem mais como técnicos ou treinadores do que como profissionais habilitados a ministrarem tratamentos. Já faz alguns anos, estamos assistindo a uma multiplicação hiperbólica da figura do "coach", que se tornou uma espécie de supertécnico do íntimo, um empresário da alma. Os dispositivos de reeducação e de sedação das condutas estão fabricando um indivíduo que se conforma com o modelo dominante de civilização neoliberal: um homem neuro-econômico, líquido, flexível, fútil e capaz de ter um bom desempenho.

Le Monde - Haverá ainda assim um lugar para a psicanálise tal como a conhecemos?

Roland Gori - A psicanálise caminha totalmente na contramão dessas ideologias, pelo fato de ela fazer o elogio do trágico, da perda, do conflito interior, de uma determinada relação com a morte e com o desejo. Portanto, naquilo que a caracteriza como uma prática social, ela pode muito bem desaparecer. Mas eu também acredito que o que ela representa -uma determinada filosofia norteada pela preocupação da pessoa com ela mesma, que tende a construir um sujeito ético responsável- não irá desaparecer.

A este respeito, é espantoso constatar que a psicanálise, que foi renegada pelos expoentes da saúde mental, está sendo procurada atualmente pelos serviços de medicina não psiquiátrica. Ao que tudo indica, a evolução atual nos mostra que os médicos, diferentemente dos novos psiquiatras, passaram a reconhecer que existe uma parte heterogênea no exercício da medicina; uma parte que se caracteriza pelo fato de que toda doença é um drama na existência, e que é preciso ajudar o paciente a superar esta prova. Da mesma forma, embora a psicanálise não esteja "na moda" atualmente em nossa cultura, a demanda não pára de aumentar nos consultórios.

Tradução: Jean-Yves de Neufville
Caros,
PS: Analise a necessidade de imprimir esta mensagem,
pois respeito ao meio ambiente e desperdício não
combinam!
Att,
Prof. Deraldo Dias

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DARWIN ENTRE NÓS (recortado do CORREIO DA BAHIA, de 11.05.2008)


Darwin entre nós
O pai da Teoria da Evolução viveu de perto, em 1832, os exageros nada científicos do Carnaval de Salvador

Alexandre Lyrio
É preciso um esforço científico para imaginar aquela figura sisuda e de volumosa barba branca entre os saltitantes foliões do Carnaval de Salvador. Pois, em 1832, o biólogo inglês Charles Darwin viveu de perto os exageros nada cartesianos da folia soteropolitana. Sem ainda exibir a aparência profética com a qual ficou conhecido, chegou a testemunhar a experiência em manuscritos: “Foi muito difícil manter a dignidade”.


A incursão no Carnaval seria apenas um dos inúmeros momentos da curiosa passagem do naturalista pela Bahia colonial. Os fatos registrados na histórica visita têm estimulado uma série de eventos em Salvador, promovidos pelo professor do Instituto de Biologia da Ufba, Charbel El-Hani. As homenagens acompanham os chamados Anos Darwin, que comemoram mundialmente o bicentenário do cientista e os 150 anos de seu mais importante trabalho, a Teoria da Evolução das Espécies.


As Ilhas Galápagos, onde escreveu a famosa hipótese científica, não foram o único destino do jovem entusiasta das ciências naturais. Em Salvador, um ano antes de desembarcar no arquipélago do pacífico, Darwin deparou-se pela primeira vez com a exuberante floresta tropical. A bordo do navio inglês Beagle, com o qual realizou a famosa expedição, surpreendeu-se com tudo o que viu. A quase poética descrição sobre o lugar extrapolou os rigores da ciência aplicada. “Ninguém poderia imaginar coisa mais bela do que a velha cidade da Bahia, cercada por uma floresta luxuriante, de belas árvores, numa costa íngreme, debruçando-se sobre as águas calmas da grande Baía de Todos os Santos”, escreveu, em uma das cartas enviadas à família.


Ao desembarcar aqui, aos 22 anos, o pai de uma das mais revolucionárias teorias da ciência ficou embasbacado com o que considerou um imenso e diversificado laboratório natural. Chegou a utilizar alguns registros como base para seus estudos. “Aqui ele começa a obter informações que mais tarde o levam a ser um evolucionista”, atesta Charbel El-Hani, maior pesquisador das peripécias do naturalista na Bahia. Nas suas andanças pela mata atlântica da capital, mais tarde devorada pelos atuais subúrbio ferroviário e Comércio, Darwin viaja em importantes observações geológicas que o inspiram ao evolucionismo.

“Constatou uma camada de conchas sobre um paredão rochoso na altura do atual Comércio. Percebeu que ali o mar esteve mais alto um dia. Se a rocha mudou, porque não os organismos?”, compara El-Hani, que em março passado esteve à frente de dois ciclos de palestras sobre a visita do cientista e prepara um sem-número de atividades para abordar o tema. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Charbel não só resgata as análises darwinianas sobre as matas de Salvador como também desenterra verdadeiras pérolas do diário de bordo do Beagle: “O ruído dos insetos é tão alto que, à noite, pode ser escutado até mesmo de um navio ancorado a várias centenas de jardas da costa”, observou.


O navio inglês atracou aqui por se tratar de rota usual das embarcações que partiam da Europa, tanto que o próprio Darwin voltou em 1836, em rápida passagem de retorno do navio. Na primeira empreitada, sem que imaginasse o quanto a permanência seria interessante para as suas pesquisas, Darwin desembarcou precisamente onde hoje está instalado o restaurante Trapiche Adelaide, na Avenida Contorno. Entre os dias 28 de fevereiro e 18 de março, hospedou-se no Hotel Universo, mesmo prédio que mais tarde iria abrigar os jornais O Mercúrio e A Tarde, na Praça Castro Alves. “No começo da noite fui para o Hotel Universo, onde com a ajuda das três palavras – “comer” para “eat”, “cama” para “bed” e “pagar” –, meu hospedeiro e eu conseguimos nos entender muito bem”.


Dias depois, em 4 de abril, estava no Rio de Janeiro. Problemas com um funcionário da alfândega deixaram más impressões das terras cariocas.


Mais um motivo para não esquecer do porto anterior, a calorosa e animada capital da Bahia. Antes, já havia passado pela paradisíaca Fernando de Noronha, mas Salvador seria dos poucos lugares a conseguir fazer com que o lorde inglês caísse na folia. Num 1º de março, o jovem Darwin foi mesmo para as ruas com outros dois amigos. “É o primeiro dia de Carnaval, mas Wickhan, Sulivan e eu, sem temer, estávamos determinados a enfrentar seus perigos”. Tais perigos consistiam em ser alvejado por bolas de cera ou violentos jatos d’água. Essas e outras brincadeiras menos infantis fizeram com que o cientista jamais esquecesse a festa, onde, quem diria, perdera a “dignidade”.


***


Profecias do abolicionista


Apesar das exaltações ao mundo que acabara de descobrir, Charles Darwin enojou-se com o aspecto escravagista da Salvador dos anos 1830. Diante de uma estrutura social cruel e implacável, quase seis décadas antes da Lei Áurea, o pai da Teoria da Evolução enxergou pouca possibilidade de progresso no Brasil, como se profetizasse um futuro ainda hoje atualíssimo. “Se, ao que a natureza concedeu ao Brasil, o homem adicionasse seus esforços justos e apropriados, os habitantes gozariam de um país e tanto. Mas onde a maior parte se encontra num estado de escravidão e onde tal sistema é mantido por um bloqueio completo à educação, o que se pode esperar senão que tudo se corrompa por completo?”, denunciou, no seu diário de bordo.


As convicções abolicionistas de Darwin o levaram a discutir de forma ferrenha com o comandante do Beagle, o capitão Fitzroy. “Enquanto o comandante era escravocrata, Darwin seguia mais os princípios ingleses da época”, conta Charbel El-Hani. Mesmo incomodado com as desigualdades locais, o encantamento com as maravilhas naturais superou as decepções. Tanto que o cientista chegou a cogitar ficar por um período mais longo: “O prazer glorioso e delicado de andar entre tais flores e árvores não pode ser compreendido senão por aqueles que o experimentam. Penso que o clima está admiravelmente de acordo comigo. Faz com que eu deseje viver quieto, por algum tempo, em tal país”.


***


ROTA DO BEAGLE


Finalmente, depois de um minucioso plano de viagem elaborado pela marinha inglesa, em 27 de dezembro de 1831, o Beagle zarpou. Em cinco anos de viagem, Darwin obteve conhecimento da fauna, flora e geologia de lugares diversos.


Seleção natural faz 150 anos


Charles Robert Darwin nasceu em 12 de fevereiro de 1809, e seu bicentenário será comemorado no ano que vem. Em 1859, enunciou a Teoria da Evolução no livro A origem das espécies. Tal foi o impacto da obra em sua época que a primeira edição, com tiragem de 1.250 exemplares, esgotou-se no primeiro dia. Um ano antes, já havia formulado a Teoria da Seleção Natural, que completa 150 anos este ano e serviu de base para a publicação. Depois da expedição com o Beagle, Darwin passou 20 anos estudando os dados coletados para confirmar a ocorrência de variações nos seres vivos.


“As espécies, ao contrário da crença quase universal, não são estáticas e imutáveis, mas se modificam através de longos períodos de tempo, pela seleção natural, permanecendo vivas apenas as mais aptas”, escreveu, numa das suas célebres frases. Ao contestar a própria igreja quanto à origem dos seres vivos, Darwin mudou os conceitos científicos da época e ainda hoje sua hipótese é aceita como a verdade sobre a origem da vida. Em 1871, ele provocou ainda mais polêmica ao publicar a obra A descendência do homem, onde teria sugerido que o ser humano descende do macaco.

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Carta de Albert Einstein é leiloada por R$ 664 mil
Sex, 16 Mai, 06h01

(recortado do yahoo, dia 16.05.2008)

Uma carta em que Albert Einstein avalia a idéia de Deus como produto da fraqueza e qualifica a Bíblia como uma coleção de lendas "infantis" foi vendida em um leilão por mais de 200 mil libras (cerca de R$ 664 mil). A casa de leilões londrina Bloomsbury informou hoje que a carta foi vendida a um colecionador após disputa acirrada. O preço de 207.600 libras, incluindo a comissão da casa de leilões, superou em 25 vezes o lance inicial. A Bloomsbury não identificou o comprador. O diretor-geral da empresa disse apenas tratar-se de um "apaixonado pela física teórica".

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O texto do prêmio Nobel era dirigido ao filósofo Eric Gutkind e datado de janeiro de 1954, um ano antes da morte do cientista. "Para mim, a palavra Deus não é mais que a expressão e o produto da fraqueza humana, e a Bíblia uma reunião de lendas nobres, mas primitivas, que são de todo modo bastante infantis", pontua Einstein na carta.

Segundo especialistas, a carta apóia o argumento de que o físico tinha uma visão complexa e agnóstica da religião. Apesar de rechaçar a religião organizada, Einstein se referiu em alguns momentos a uma força espiritual. O legado mais famoso de Einstein é a teoria da relatividade restrita, segundo a qual uma quantidade pequena de matéria pode desprender enorme quantidade de energia. A teoria mudou o rumo da física, permitiu previsões sobre o espaço e abriu caminho para o controle da energia nuclear.

sábado, 10 de maio de 2008

AVENTURA É SER MAE, COLABORAÇÃO DA ADVOGADA KARLA MENZES


aventura não é escalar montanhas
não é atravessar desertos
não é preciso bravura
aventura não é saltar de avião
não é descer de cachoeira
não é preciso tontura

aventura não é comer bicho vivo
não é beber agaurdente
não é preciso angustura
aventura não é morar em castelo
não é correr de ferrari
não é preciso frescura
aventura é tudo o que faz
uma pessoa tornar-se capaz
de abrir mão da loucura
aventura é ser mãe e pai


Martha Medeiros, in Poesia Reunida, Ed. LPM Pocket, 2003

sexta-feira, 9 de maio de 2008

LANÇADO LIVRO DE JOLIVALDO FREITAS



Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com


Viciado em tênis e Porto da Barra, rabugento, entre outros defeitos e qualidade, mas por demais agregador, fiel ao livro, escrito, jornalismo e aos amigos, o jornalista e escritor Jolivaldo Freitas lançou o seu novo livro VULGAR-Brincando de sexo & Outras Bobagens , na Civilização do Shopping Barra no dia 8.05.2008.

Presentes seus incontáveis amigos de profissão, esporte e letras como, Moreno; meu querido conterrâneo, amigo de infância, Ipojucã Cabral; Shirley Pinheiro; Tasso Franco; Sergio Matos; Amaro;Marcos Leão, advogado Rubens; os irmãos Paulo e Emerson Mangabeira ; Toninho Medrado; Jorge Garcia ; Valter Viterbo , só para citar alguns; equipe da TV Bahia, Carlos Libório, Kátia Guzzo, Wanda Chase.

Prestigiando o evento, e até mesmo por cautela...o seu cardiologista, agora também escritor/poeta , Henrique Ribeiro de Oliveira, da CENTROCEN, do Chame-Chame.

Os ciclistas baianos estavam representados pelos cicloativistas baianos Tio Lu, do ANJOS DE BIKE e Valci Barreto, do JABUTIS VAGAROSOS, que aproveitaram o momento para divulgar, entre os presentes, suas ações em favor das bicicletas nas ruas de Salvador.

Contou ainda com as simpáticas presenças das jornalistas, que atuam no Estado do Tocantins, Ana Maria Negreiros e Sandra Miranda , que lançaram em nossa capital o site bocadopovo.com.br , certas de aqui repetir o sucesso que já experimentam naquele Estado.

A bela e criativa capa e editoria gráfica é do Alfredo Silva; Editado pela Ojuobá, do jornalista/cronista Tasso Franco, tem “”conversa ao pé da orelha” de Paulo Dourado e Prefacio do cantor, compositor, professor, apresentador do programa Aprovado, “unanimidade baiana”, querido de todos, Jorge Portugal.

Um livro para brincar, também, com o bom humor das suas crônicas.


As fotos vão estar em "galeria de fotos" do muraldebugarin.com

terça-feira, 6 de maio de 2008

Meu livro, radialistas, santos e malucos

Jolivaldo Freitas, recortado da Tribuna da Bahia, de 06.05.2008



Ô, miséria! Que semana, a que passou. Foram dias de notícias ruins o tempo todo, sem descanso. Só o que me fez rir foram os comentários de Ildázio Júnior, da Transamérica, que faz um programa de escrache total, mas muito vivaz e inteligente. Coisa de DNA já que o pai Ildázio Tavares é dos maiores poetas brasileiras, articulista e até ópera já fez, o que demonstra que o homem é bom no que faz: além de ser um fazedor de filhos como nunca vi. Aliás, sempre me impressionei com quem escreve ópera. Fico abestalhado e para mim um cara assim é o mais inteligente do Brasil. Do Brasil não, mundo. Do mundo não. Do universo. E o Júnior saiu ao pai. Ele desabafou de forma tão interessante sobre o noticiário dos jornais da semana passada que deu até vontade de escrever a respeito.
Aliás, por falar em rádio, é onde hoje, tem mais vida inteligente que em outras paragens. O radialismo, que todos achavam, ia acabar, por esgotamento de sua fórmula, por influência da TV e agora da Internet, tem mostrado um fôlego de gato correndo de cachorro grande.Não se pode deixar de citar o esquema da programação da Metrópole, de Mário Kertesz, que fazendo sucesso com sua fina ironia e cultura geral, determinou que outras emissoras buscassem agilidade e criação. Quem vai duvidar da inteligência de Zé Eduardo, também na Transamérica, sem falar seu tino para grandes investiduras? Correndo na outra ponta temos Emmerson José na Bahia FM e Jefferson Beltrão, na Globo FM. Perfilino Neto, na Educativa, é o Papa. Quem não se liga nos comentários de Malu Fontes, esta jornalista que se bandeou para o rádio e está dando show não sabe o que está perdendo. O noticiário esportivo das FMs e AMs é pirante. Mesmo um campeonato baiano pífio, peba, os caras conseguem animar como se cada jogo entre Ideal de Santo Amaro e Quero-Quero de Canabrava fosse uma final de Copa do Mundo.
Foi justamente das rádios que partiram os mais insólitos e também os mais inteligentes comentários acerca dos dramas e tragédias que vivenciamos na última semana. Começando com o caso Isabella, levado à exaustão. Do jeito que as emissoras de TV transformaram o drama num pastelão mexicano, com fortes doses de emoção e até pathos, com certeza que vamos ter um milagre de Isabella, dentro de alguns dias, pois sempre aparece um maluco para dar depoimento, e ela será canonizada. Brasileiro adora deuses e santos. Minha avó Juvência, que Deus a tenha, na dúvida usava no pescoço um escapulário de Santo Antonio. Na parede da sala, num lado, o Sagrado Coração de Jesus. No outro lado a Santíssima Trindade sobre símbolos da maçonaria. Num canto a imagem em gesso de Iemanjá. Num outro o de Janaína. Em um lugar que não lembro agora, tinha a estátua do caboclo. Uma réplica daquele índio que simboliza o 2 de Julho. Quer mais? Tinha duas Bíblias. A da Igreja Católica Apostólica Romana e uma dos protestantes.
Ela acendia vela para os santos católicos e incensava a casa em nome dos ícones da Umbanda. Só não acendia vela para o diabo. Mas, nem por isso, deixamos de pegar catapora, gripe, resfriado, espinhela caída e frieira. Se levarmos em conta, que por menos do que aconteceu com Isabella, Santa Maria Goretti virou culto, com direito até a santinho, espere para ver. Vai virar santa antes mesmo de Irmã Dulce, que tem se virado em seu santo sepulcro com o caso Neylton da Silveira, mas aí é outra história.
A semana que passou e, Deus nos livre de acontecer de novo, foi lasca. Ainda me apareceu o professor maluco da Escola de Medicina da Ufba com sua “teoria da relatividade”. Tudo bem que Olodum não é cultura, mas é arte pop. Berimbau não é oboé e Medicina da Ufba não é USP. Mas o homem querer esconder sua própria culpa e a culpa da Ufba de ser uma universidade peba, em boa parte dos cursos é dose. Justamente por causa de professores e administradores como ele, que vêem a situação ruim, mas ficam encastelados, comendo a carne podre, como bactérias. E o resto que se lasque.
Para piorar a semana, me vem o Bahia e não entrega o jogo. Era para deixar o Vitória da Conquista golear e levar o Campeonato Baiano. Era melhor levar uma surra dos conquistenses, que foram na verdade os melhores da competição, do que ver a torcida do Vitória rindo a gosto. Só dando surra de cansanção em todo mundo do outrora Esquadrão de Aço. Pior é que vamos ter de sofrer, a partir de agora, com esta porcaria na segundona do Brasileiro.
Deixa estar. Quero aproveitar este espaço e convidar vocês para o lançamento do meu novo livro. São contos eróticos e algumas crônicas nada eróticas, mas que botam para jambrar. Apareça na Livraria Civilização Brasileira do Shopping Barra, quinta-feira depois das 18 horas. O livro é baratinho. Mulher não paga, mas também não leva. Que esta semana seja melhor que a outra.

terça-feira, 29 de abril de 2008

C A R R O - VEICULO AUTOMOTOR


Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com



QUATRO PNEUS, FORA O DO SOCORRO, UM MONTE DE FERRO, GASOLINA, UMA FORTUNA EM FERRO, AÇO, TINTA E PLASTICO, USADO NA MAIORIA DAS VEZES PARA TRANSPORTAR SOMENTE UMA PESSOA; É O CARRO, que estressa, engarrfa o trânsito, polui, gasta nossas economias. Muita gente quer usar a bicicleta para fazer pequenos trajetos , como ir a uma praía, casa de um amigo, comprar um pão , um remédio. Mas os motoristas de veículos não permitem, achando que a rua é so deles. Precisamos mudar. Fazer com que carro e bicicleta possam usar as mesmas avenidas. Isto é possível; basta o motorista respeitar quem anda e quem quer andar de bicicleta. Por lei , a bicicleta tem preferencia para trafegar, mesmo em pista de veículo, desde que o ciclista também obedeça às leis de trânsito.No transito, por lei, o carro deve afastar-se da bicicleta em pelo menos um metro e meio.

A rua não é só do carro. É também da bicicleta , da moto e do pedestre. E todos devem obediência às leis de transito.

Salvador é plana para bicicleta. Pedala-se de Praias do Flamengo até a Suburbana, passando por itapuã, Paralela, Pituba, Rio Vermelho,Vasco da Gama, Sete Portas, Comércio, Elevador Lacerda,Bonfim, Ribeira, sem subir uma ladeira sequer. O mesmo pode-se dizer, vindo em sentido contrário, desde Simões Filho.

É possível andar de bicicleta em Salvador. Já fazemos isto. Veja como, acessando nossos sites e blogs:

muraldebugarin.com
bikebook.blogspot.com
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A Loja de Vidros Murano, na Rua Carlos Gomes, ao lado do Clube de Engenharia, possui um permanente estoque de livros usados para vendas. O estoque é pequeno. Mas vai crescer.
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Acidente de Veículo em Salvador. Não houve vítima. A mulher que dirigia foi socorrida.Foto de Flavio Silva/A Tarde, publicada na UOL ON LINE , 29.04.2008foi socorrida.
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segunda-feira, 28 de abril de 2008




Em São Paulo, no dia da inspeção de veículos, ativista protesta em favor do ar puro.
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REVISTA MUITO, MUITO OBRIGADO!

valci barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
colaborador do muraldebugarin.com


A reportagem da revista Muito, do Jornal À TARDE, é de inestimável valia para nossas atividades cicloativistas. As verdadeiras obras de arte, reveladas nas fotos dos fotografos João Alvarez e Rejane Carneiro , que ilustram a matéria , já são grandes presentes para nós. A abordagem do Danilo Fraga, que fez o texto, revelou um talento nem sempre comum em muitos jornalistas: a absorção do "espirito" do objeto que quer revelar ao leitor. Foi além, para revelar o mundo precioso da bike, as suas possibilidades como meio de transporte, o estímulo ao rompimento dos prenconceitos e medos que envolvem o pedalar. E foi mais além: homenageou, como poucos, nosso herói maior: Rubens Pinheiro que, com uma bicicelta simples, como gosto de pregar, sem marcha, pedalou da Bahia, por dois anos, até Nova York. Muitos procuram e compram as bicicletas mais caras e bonitas(nada contra!) com mil marchas , fazem um pequeno pedal e as abandonam. Outros, mesmo com elas, mal chegam a aventurar-se a uma ilha de Itaparica.(Tudo contra!)

Ou seja, nosso repórter expos mais do que a importância da bicicleta para o nosso mundo. Fez e fará história.

Fiquei orgulhoso em participar como entrevistado, fotografado, sobrtudo por profissionais que honram as nossas letras e imagens. Fui várias vezes premiado: com minha foto na revista, ter recebido e conversado com os profissionais e ter sido fotografado por uma grande promessa, porque ainda novo, João Alvarez e por uma das maiores fotógrafas do Brasil, Rejane Carneiro. Amando fotografia, há mais de trinta anos acompanho seu trabalho no jornal À TARDE. Sou fã da artista. Vim conhecê-la pessoamente somente agora. E vi quanto sofre para fazer " a foto": sol, suor, mil clics e ainda a "bronca" da sua médica que a flagou em pleno sol da Bahia, contrariando suas recomendações: "cuidado com o sol, cuidado com a pele, Rehane!".

A paixão pelo belo, pelo que faz, é que leva pessoas a estas realizasões, mesmo quando o modelo não foi bem escolhido. Ainda bem que a bike que eu usava e o capacete eram até bonitinhos! Ainda assim Rejane não ficou satisfeita: queria um onibus bem amaralo no lugar do vemelho. Ainda bem que apareceram . Mas não do "jeito" que ela queria. Para nós, Rejane, está perfeita a foto, mesmo que vermelho o ônibus!

Muito obrigado meus , agora amigos, do Jornal À Tarde.

E aos amigos do pedal pela referencia à minha participação na reportagem, que é uma homenagem a todos nós e às nossas magrelas.

Resta-nos encaminhhar e -mail agrdecendo ao jornal e a toda a equipe responsável pela matéria.

Foi o presente para todos nós e para mim antecipação de meu presente de aniversário, que está pertinho, logo ali na frente!!

bikeabraços,

valci.

domingo, 27 de abril de 2008

O dia em que os portugueses abduziram os baianos

Jolivaldo Freitas,

publicado na Tribuna da Bahia de 27.04.2008

Eu sempre fui meio burrinho, não é coisa de agora, e nunca entendi direito essas coisas de descoberta do Brasil. Lembro que certa vez, acho que foi ainda nos tempos em que frequentava a a Escola Luiz Tarquínio, na Boa Viagem ou talvez tenha sido mesmo na banca (que hoje é chamada de reforço escolar), fiquei abestalhado quando a professora disse que o Brasil fora descoberto no dia 22 de abril de mil e quinhentos. Como fora descoberto se eu sabia que aqui tinha índio quando os portugueses chegaram?
Era uma época em que eu acreditava piamente que Deus criara o homem, portanto não tinha dúvida que Ele, em cada canto, fez uma raça diferente da outra. Para piorar, achava que os portugueses realmente eram raça superior e que os índios, ignorantes, tinham mesmo de ser abduzidos em nome de Jesus, Maria e José e de Dom Manuel, o venturoso.
Em minha cabeça confusa não entendia como é que os portugueses tinham chegado até aqui, enfrentando um mar cheio de serpentes enormes, dragões que cuspiam fogo e principalmente os monstros marinhos, como grandes polvos e enguias, que engoliam as naus por inteiro e ainda chupavam os tutanos dos argonautas. Levei tantos cascudos da professora Naly, que terminei gostando de estudar História do Brasil. Hoje fico fascinado com as viagens dos descobrimentos e ganhei um amor tão grande pelo tema, que fico frustrado por não ser historiador.
Talvez por isso eu seja tão apaixonado pelo Porto da Barra. Quando encosto na balaustrada, ando pela calçada ou piso na areia, sinto-me como se estivesse incorporando o espírito dos descobridores. Revejo o donatário Francisco Pereira Coutinho chegando e com seu jeito frouxo e ficar com medo de descer na praia.
Não sei se você sabe, mas quando ele chegou e viu os índios que esperavam na praia, logo ali naquele canto onde hoje fica o padrão com o brasão da Coroa Portuguesa, bem defronte ao quiosque de artesanato do Instituto Mauá e da barraca de coco de Marco Pólo - por favor não o confunda com o navegador veneziano, que nem parente chega a ser -, começou a se tremer de medo e antes de mais nada fez uma missa dentro do barco, como se estivesse encomendando a própria alma.
Quem quebrou seu galho foi Caramuru, que já estava por aqui há tanto tempo que tinha mais filho que o pajé ou mesmo o cacique Taparica, o mais temido e o mais político da época. O homem desceu acompanhado dos seus bacamarteiros, cheio de roupa com fru-fru e a garantia de uma armadura. Foi levado sob as espensas de Diogo Alvares Correia (que eu teimava em grafar nas minhas provas de escola como da Silva, e levava mais cascudos), que vem a ser o marido de Catarina Paraguaçu e se picou para se esconder em algum lugar que não faço a menor idéia e se li em algum lugar já esqueci, pois minha memória é melhor quando falo de Tomé de Souza.
Este, eu sei, chegou aqui em 1549 e com a mesma ajuda de Caramuru, terminou por fundar a cidade de São Salvador e daí passamos a ser responsáveis pela preguiça, pela dança da garrafa, por Carla Perez, pela Axé Music, Pagode, Ricardo Chaves, Esporte Clube Vitória, pela mijada em plena rua, pelo pessoal que invade sinais, por falar alto, buzinar na porta dos hospitais, botar som alto no carro, pelo ônibus parar fora do ponto, isto quando pára; pela falta de empacotador nos supermercados, pelo cara que não dá assento aos idosos nos ônibus, por quem estaciona o carro na vaga de deficientes, e tudo o mais.
Quando me lembro que num dia de hoje o Brasil foi descoberto, vejo um dia luminoso, depois de uma noite cheia de estrelas. Não sei ao certo a hora em que o Brasil foi visto pelos portugueses, mas, tenho certeza que foi lá por volta das dez horas da manhã, pois foi a hora em que nasci lá em cima do Mont Serrat e o dia era bonito. Interessante é que quando falo em descobrimento, não consigo visualizar direito a chegada a Porto Seguro. Aliás, neste local aportaram depois dos portugueses os espanhóis, ingleses e franceses. Porto Seguro, entretanto, foi totalmente dominada, a partir dos anos 80 do século passado, não pelos colonizadores europeus, sim, pelos mineiros, paulistas e goianos. Hoje, para encontrar um baiano por lá, só se for servindo no balcão ou dançando lambada. Até índio, só se encontra nas feiras de artesanato.
Por isso que, hoje mesmo, a esta hora, estarei andando no Porto da Barra e olhando para a barra do mar, para ver se enxergo as almas dos navegantes aventureiros. Quem sabe eles redescobrem e começamos do zero. Mesmo assim, com tantos problemas de dengue, esgotos, violência, PT, e pais que matam os filhos, parabéns para você minha “Terra de Santa Cruz”.